Estreia nesta sexta (13) no Espaço Itaú de Cinema (RJ) o longa nacional “Xico Stockinger”

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 12 setembro, 2013 10:00

Estreia nesta sexta (13) no Espaço Itaú de Cinema (RJ) o longa nacional “Xico Stockinger”

Um dos grandes nomes entre os escultores modernistas do País, o artista plástico austríaco naturalizado brasileiro Xico Stockinger (1919-2009) ficou conhecido por suas obras em bronze e também em mármore, ferro e madeira. Os guerreiros quixotescos em protesto à ditadura, a série Gabirus e as mulheres e animais retratados são suas marcas registradas.

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Foi também gravurista, fotógrafo, chargista, artista gráfico e importante gestor cultural em Porto Alegre, onde morou desde a década de 50 até seu falecimento, em 2009. Um dos fundadores do Ateliê Livre em Porto Alegre, iniciativa de democratizar a arte em uma época em que o ofício se restringia aos meios acadêmicos, atuou também como diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), pela primeira vez levando ao museu gaúcho trabalhos de artistas nacionais renomados com quem estabeleceu relação na ocasião em que morou no Rio de Janeiro.

Sua obra, história, olhar e experiência de vida peculiares chegam às telas pelas mãos de outro aficionado por arte, o gaúcho Frederico Mendina, em seu longa-metragem de estreia, lançamento de sua produtora, Pironauta. Por um viés cuidadoso e delicado, o diretor faz um registro único de sua intimidade, resultado de três anos de trabalho de pesquisa e convivência próxima com o artista em seus últimos anos de vida.

Nas palavras do crítico de arte Paulo Herkenhoff, um dos entrevistados do filme, a obra de Xico “está mais vinculada a um humanismo do que a uma ideologia”. Ao migrar para o Brasil após a I Guerra Mundial, Stockinger queria ser piloto de avião, mas a origem austríaca o proibiu de concluir o curso quando o Brasil ingressou na II Guerra. Elogiado desde pequeno por seus talentos como desenhista, tornou-se então aprendiz de Bruno Giorgi e abraçou um novo sonho: arte. Avesso à crítica e movimentos artísticos, em 1954 mudou-se do Rio para Porto Alegre em busca de liberdade criativa. Na capital gaúcha, em intervalos do trabalho como chargista em jornais da cidade, forjaria sua carreira e estilo, criando uma metodologia própria como solução para os altos custos da fundição: aprendeu a fundir bronze em casa com reaproveitamento de sucata, muitas vezes destruindo suas criações para usar de material para os trabalhos seguintes. Produziu a maior parte de suas esculturas dentro de uma economia de cores e profusão de texturas que resultariam em obras austeras, unindo força e técnica.

Décadas depois, já um artista reconhecido, perderia completamente a audição, dividindo o tempo entre a introspecção de seu ateliê, em que atuou até o falecimento, sua enorme coleção de cactus e a leitura, dizendo não perder muito em deixar de ouvir “as bobagens do mundo”. As imagens mostram também sua relação com a política, cruzando sua carreira com importantes fatos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, e amizades com personalidades gaúchas, como o poeta Mário Quintana e o artista plástico Iberê Camargo.

Com estreia comercial no Brasil marcada para os dias 13 (RJ) e 20 (SP) de setembro, Xico Stockinger será exibido também no Portobello Film Festival, em Londres, em 14 de setembro. Foi premiado como melhor fotografia na 4ª edição do Curta Amazônia e selecionado para o Festival de Cinema de Gramado de 2012, para a mostra do Prêmio ABC (SP) e o . A produção, iniciado em 2009, com patrocínio da Petrobras, Banrisul e do Concurso “Rio Grande do Sul – Pólo Audiovisual” de Apoio a Projetos de Finalização de Obra Cinematográfica Brasileira de Longa-Metragem.

Sobre o diretor

Frederico Mendina nasceu em Porto Alegre, em 1973. É diretor de cinema autodidata desde 2007 e sócio da Pironauta, produtora focada em projetos audiovisuais de longa-metragem. O projeto de “Xico Stockinger”, seu filme de estréia, nasceu da necessidade de preservar e fortalecer a cultura nacional.

Sinopse

Acompanhando os três últimos anos da vida do artista austríaco naturalizado brasileiro, importante nome entre os escultores do País, o diretor gaúcho faz um retrato de sua intimidade, mostrando sua história, metodologia de trabalho, obras e olhar sobre a vida muito particulares. Xico Stockinger migrou para o Brasil após a I Guerra Mundial. Queria ser piloto de avião, mas acabou por abraçar um novo sonho: arte. Avesso à crítica e movimentos artísticos, em 1954 mudou-se do Rio para Porto Alegre em busca de liberdade criativa. Na capital gaúcha forjaria sua carreira e estilo, criando uma metodologia própria: aprendeu a fundir bronze em casa com reaproveitamento de sucata, muitas vezes destruindo suas criações para usar de material para os trabalhos seguintes. Produziu suas esculturas austeras, unindo força e técnica dentro de uma economia de cores e profusão de texturas, como os guerreiros quixotescos e a série Gabirus, até seu falecimento, em 2009.

Estreia em circuito comercial RJ:
Dia 13/9, sexta – Espaço Itaú de Cinema

Ficha Técnica

Entrevistados– Xico Stockinger, José Francisco Alves, Paulo Herkenhoff
Direção e Roteiro – Frederico Mendina
Assistentes de Direção – Betina Monteiro, Laura Salimen, Cacá Nazario
Produção – Frederico Mendina
Produção executiva – Clarissa Brites, Luciano Koch e Frederico Mendina
Direção de Produção – Luciano Koch e Frederico Mendina
Coordenação de Produção/RJ – Lucas Feitosa
Direção de Fotografia – Eduardo N. Rosa
Fotografia Still – Jean Schwarz
Produção Animação – Osso Filmes
Arte, Cenários e Direção das Animações – James Zórtea e Rodrigo John
Animação – James Zórtea, Rodrigo John, Adriana Hiller, Marina Kerber e Shir Anabor
Montagem e Finalização – Filipe Barros
Trilha Sonora Original – New

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Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 12 setembro, 2013 10:00


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