Instagram de ‘Gabriel e a Montanha’ mostra detalhes inéditos da viagem retratada no filme

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 setembro, 2017 13:40

Gabriel e a Montanha, filme de Fellipe Barbosa premiado no Festival de Cannes deste ano, busca recriar a emocionante viagem do economista carioca Gabriel Buchmann pela África. Os últimos 70 dias desta jornada também serão contados em detalhes na página oficial do longa-metragem no Instagram, na qual serão utilizadas anotações do caderno de viagem, e-mails que Gabriel Buchmann enviou para família e amigos e informações que o diretor coletou durante as filmagens com pessoas que Gabriel conheceu em quatro países africanos: Quênia, Tanzânia, Zambia e Maláui.

O público vai conhecer de perto os objetivos da empreitada do brasileiro, que morreu em 2009 durante uma caminhada no Monte Mulanje. A página já está no ar e pode ser acessada em: www.instagram.com/gabrieleamontanha/.

Coprodução entre Brasil e França, o longa “Gabriel e a Montanha” terá exibição no Festival do Rio, em outubro, e depois chega aos cinemas brasileiros em 2 de novembro. O filme, que estreou na França em agosto e já soma mais de 60 mil espectadores por lá, também já foi vendido para outros países, como Estados Unidos, China, Austrália e Canadá, este último com estreia prevista para outubro.

Gabriel Buchmann, que tem sua história retratada no longa, viajou para a África com o objetivo de analisar de perto a pobreza e se preparar para um doutorado em políticas públicas na UCLA. O carioca morreu de hipotermia, em 2009, após decidir subir o Monte Mulanje, pico mais alto do Maláui com mais de três mil metros de altitude, sem a companhia de um guia. Seu corpo foi encontrado 19 dias depois na subida da montanha. O longa tem roteiro baseado em anotações, e-mails de Gabriel para a mãe e a namorada e entrevistas com pessoas que cruzaram seu caminho na África.

Na viagem, Gabriel também passou por países como Quênia e Tanzânia, sempre preocupado em conhecer as particularidades das comunidades locais, como a tribo dos Massais. Ele gastava entre dois e três dólares por dia e chegou a ajudar amigos que fez nessas regiões, pagando o aluguel mensal da casa de uma família africana com somente 12 dólares.

Ao longo da viagem, Gabriel, interpretado por João Pedro Zappa, aventura-se por outras subidas difíceis, como o Kilimanjaro, ponto mais alto do continente africano. Ele também recebe a visita de sua namorada, Cris (Caroline Abras), que estava na África do Sul participando de um seminário sobre economia. O longa tem produção da TvZERO, Gamarosa Filmes e Damned Films e distribuição da Pagu Pictures.

Recepção positiva na França

A imprensa francesa foi bastante elogiosa ao filme “Gabriel e a Montanha” após a estreia por lá. O tradicional Le Monde entendeu que “o grande mérito de Fellipe Barbosa é de saber aliar a compreensão intelectual ao gesto de compaixão por seu amigo falecido que o filme encarna”. A revista Positif avaliou que o longa-metragem “se distingue pela inteligência do seu roteiro”, enquanto o L’Express reforçou que “Barbosa reconstitui magistralmente uma viagem emocionante rumo à morte”. Trata-se de “uma homenagem perturbadora e sincera ao amigo desaparecido”, nas palavras do Cahiers du Cinéma. Já a revista Les Inrockuptibles escreveu que “a imagem do jovem homem cujo corpo se confunde pouco a pouco com a natureza é de uma incrível poesia”.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 setembro, 2017 13:40


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