Programa Brasil de Todas as Telas amplia recursos para distribuição de filmes brasileiros

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 20 outubro, 2016 10:04

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE lançou ontem, 19 de outubro, a Chamada Pública PRODECINE 03/2016, destinada à seleção de projetos de distribuição de obras cinematográficas para exploração em todos os segmentos de mercado, com destinação inicial às salas de exibição. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, em evento no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Participaram da solenidade os diretores da ANCINE Debora Ivanov e Roberto Lima, e o diretor do MIS/SP, André Sturm.

Ancine-Logo 2015-2016

“A ANCINE desde 2005 aposta em apoiar a distribuição dos filmes brasileiros e fortalecer as distribuidoras brasileiras. Nos últimos anos as distribuidoras brasileiras, fortalecidas pelos investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual, assumiram a liderança de público dos filmes nacionais. A agência entende que todos os filmes realizados precisam encontrar seu público e para isto é importante que produtores e distribuidores trabalhem juntos”, avalia o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel.

A nova Chamada Pública do Programa Brasil de Todas as Telas, que funciona em regime de fluxo contínuo, traz duas importantes mudanças em relação à Chamada de 2013: o aumento dos recursos aportados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) – passando de R$ 5 milhões para R$ 30 milhões – e a divisão por modalidades para as propostas de distribuição.

Serão três modalidades de investimento, de acordo com o tamanho do lançamento do longa-metragem de ficção, documentário ou animação. Na modalidade A, serão disponibilizados até R$ 500 mil para obras com lançamento comercial em, no mínimo, 100 salas de cinema, simultaneamente, por ao menos uma semana. Para essa modalidade serão destinados um total de R$ 20 milhões.

Os outros R$ 10 milhões do edital serão divididos entre as modalidades B e C. Na primeira se enquadram os lançamentos de obras para exibição em, no mínimo, 10 salas de cinema, simultaneamente, por ao menos uma semana. Já a modalidade C é para os lançamentos de obras para exibição em, no mínimo, 10 salas, não sendo obrigatória a simultaneidade.

Para a inscrição nas categorias A e B a produtora proponente deverá obrigatoriamente apresentar um contrato de distribuição. Já na modalidade C, é facultativo a vinculação com uma empresa distribuidora brasileira independente.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 20 outubro, 2016 10:04


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