Espetáculo Normalopatas – Um Manifesto Pornochanchesco e Sombrio para o Brasil de um Futuro Possível, de Dan Nakagawa, estreia no Estação Satyros

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 27 setembro, 2016 12:05

Espetáculo Normalopatas – Um Manifesto Pornochanchesco e Sombrio para o Brasil de um Futuro Possível, de Dan Nakagawa, estreia no Estação Satyros

Sob influência dos trabalhos de Matei Visniec, Samuel Beckett, John Cassavetes e da música brasileira, o espetáculo NORMALOPATAS – UM MANIFESTO PORNOCHANCHESCO E SOMBRIO PARA O BRASIL DE UM FUTURO POSSÍVEL estreia dia 1 de outubro, sábado, às 23h59, no Estação Satyros. Com texto e direção de Dan Nakagawa, peça acompanha as memórias erráticas de Metá que, ainda adolescente, sente a necessidade de abandonar os códigos e as convenções do mundo ao seu redor. Montagem é da Cia Àtropical.

Em NORMALOPATAS – UM MANIFESTO PORNOCHANCHESCO E SOMBRIO PARA O BRASIL DE UM FUTURO POSSÍVEL, por meio de três atos, da adolescência à velhice, acompanhamos as memórias de Metá, que faz seu caminho guiado por fome, tesão e um desorientado desejo homicida, em busca de qualquer coisa que confirme sua existência, que lhe possibilite narrar seus próprios sofrimentos e desejos. Pulsa sempre, no fundo, uma dor não elaborada, uma palavra calada.

“O espetáculo é provocado basicamente por duas balizas. A primeira, o filme Otto; or, Up with Dead People (Otto; ou, Viva Gente Morta), do cineasta canadense Bruce LaBruce; a segunda, pelo conceito da normalopatia cunhado pelo psicanalista Christian Dunker. Ele diz que a normalopatia é o ‘excesso de adaptação ao mundo tal como ele se apresenta’ e que isso levaria os sujeitos a terem uma tolerância elevada ao sofrimento”, afirma o diretor e autor Dan Nakagawa.

“Dunker também versa sobre os diferentes tipos de sofrimento e os correlaciona com as narrativas contemporâneas de zumbis, franksteins e vampiros”, completa o diretor. A Cia. aproveita a correlação e faz uso desses arquétipos para imprimir poeticamente esses estados, de modo a provocar o espectador e o próprio artista em cena à algumas perguntas: “O sofrimento que estou narrando é real ou me transformo no que eu narro? “Essas lembranças aconteceram de fato ou são delirantes? Estou, como ator, vivendo um personagem ou simplesmente fingindo?

Por tocar em questões de adequação, adaptação e normatividade nas questões de gênero e sexualidade, o espetáculo dialoga com pautas e discussões da comunidade LBGT, tanto no que diz respeito à violência sofrida cotidianamente por esses indivíduos, quanto à própria aceitação de suas identidades. “Nos inspiramos em trabalhos de artistas que lidam com o absurdo e o onírico, na contínua busca de aprofundar a linguagem experimental do grupo”, finaliza Dan, que também assina a trilha original da peça.

SERVIÇO
NORMALOPATAS – UM MANIFESTO PORNOCHANCHESCO E SOMBRIO PARA O BRASIL DE UM FUTURO POSSÍVEL
Estreia dia 1 de outubro de 2016, sábado, às 23h59
Temporada: Até 27 de novembro
Horário: Sábado, às 23h59. Domingo, às 18h
ESTAÇÃO SATYROS
Endereço: Praça Roosevelt, 134 – Centro
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 27 setembro, 2016 12:05


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