PARATODOS chega aos cinemas e a escolas públicas de São Paulo

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 maio, 2016 10:41

O filme PARATODOS acompanha o cotidiano de quatro equipes de atletas paralímpicos brasileiros nos duros treinamentos e principais competições, registrando com sensibilidade o dia a dia desses grupos na luta por vitórias, recordes e medalhas. Esses atletas levantam e emocionam plateias mundo afora, mas principalmente despertam para um tema urgente: a necessidade de ampliar o diálogo sobre inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência na sociedade brasileira.

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Dirigido por Marcelo Mesquita e roteirizado por Peppe Siffredi, da Sala12, coproduzido pela Barry Company e distribuído comercialmente pela O2 Play, o filme será lançado no início de junho, simultaneamente em circuito comercial nos cinemas e em sessões especiais para as comunidades escolares.

Ao assistir pela primeira vez a uma Paralimpíada, Londres 2012, o diretor Marcelo Mesquita, fanático por esportes, “tomou um susto” ao ver Alan Fonteles, 21 anos, brasileiro do Pará, vencer o maior atleta paralímpico da história, Oscar Pistorius. Após o feito, vieram os questionamentos: Quem é ele? Como ele corre sem as duas pernas? Como ele pode ser tão rápido? Como tem tanta gente neste estádio se as Olimpíadas já acabaram? Como um brasileiro venceu o maior de todos? O Brasil é uma potência paralímpica, como assim? E a principal questão: “Como eu não sei responder a nenhuma destas questões?”.

Com esta motivação surgia PARATODOS, um filme que parte do esporte para abordar questões humanas. Nos treinos, em competições, sob pressão, nas derrotas, nas vitorias, revela-se a verdadeira personalidade e os conflitos dos indivíduos retratados, e eles são comuns a todos. O filme foge do lugar comum da superação da deficiência para abordar problemáticas como egotrips, autoestima, esperança, bullying, perfeccionismo, companheirismo. É é um filme de esporte em que nem todos vencem; um filme sobre pessoas com deficiência que possui tensão, humor, emoção; um filme sobre um Brasil que dá certo, que vence, dá espetáculo.

Busca-se também através deste documentário, que antecede a primeira Paralímpiada a ser realizada na América do Sul, trazer o debate sobre a inclusão à tona, colaborando na luta por um país mais acessível, justo e inclusivo.

Nossos atletas, além de levantar e emocionar plateias mundo afora pelo alto nível das performances, despertam a atenção em torno de um tema latente: a necessidade de se ampliar o diálogo sobre a inclusão da pessoa com deficiência física na sociedade.

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Distribuição do filme em escolas públicas

O projeto de distribuição diferenciado do PARATODOS em escolas públicas foi desenvolvido pela própria Sala12 em parceria com a Taturana – Mobilização Social, e patrocinado pela Caixa Cultural.  Tem como objetivo fortalecer o diálogo sobre educação inclusiva e acessibilidade integrando a rede pública de ensino a um circuito cultural mais amplo, por meio do cinema.

“Optei por uma distribuição diferenciada porque eu cansei de fazer cinema para pouca gente. A verdade é essa! E acho que trabalhar um filme na escola, no processo de formação, é uma honra e uma oportunidade muito grande para ambos os lados: para o realizador e para quem está assistindo”, afirma o diretor Marcelo Mesquita.

A ideia do circuito nas escolas também é tornar o filme acessível a todos, e ampliar a visibilidade dos nossos atletas paralímpicos. O esporte, seja ele de alto rendimento ou lazer, permite uma abordagem mais ampla, que vai desde mobilidade urbana até acesso a educação e cultura no Brasil.

O filme é acompanhando de um material complementar produzido em parceria com s organizações da sociedade civil: Ação Educativa, APAE-SP, Coletivxs, Instituto Rodrigo Mendes, que poderá ser acessado online pelo site do projeto.

Docentes e outros atores das redes públicas de ensino são convidados para serem protagonistas nesse lançamento conjunto, e podem inspirar muitas conversas e diálogos.

Parceria com a Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e evento de lançamento do projeto

A Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo são parceiras do projeto e realizam, juntas, uma sessão especial do filme, com a presença de autoridades e seguida de bate-papo com o atleta Paralímpico Yohansson do Nascimento e o diretor do filme Marcelo Mesquita.

A sessão especial do filme e lançamento do projeto do circuito de exibição do filme nas escolas de São Paulo acontece no dia 1 de junho, às 10h, no auditório da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – portão 10 – Barra Funda.

Para confirmar presença no evento de lançamento: (11) 5212-3728 ou elianaban@sp.gov.br

Para levar o filme à sua escola

As escolas que desejam participar do projeto e levar o filme para suas unidades, devem preencher o formulário pelo www.taturanamobi.com.br

Toda escola que quiser organizar uma ou mais sessões do filme, deve preencher todos os campos do formulário. O preenchimento pode ser feito diretamente pelo responsável que realizará a sessão.

PARATODOS mergulha no cotidiano de alguns dos principais atletas paralímpicos brasileiros para investigar os bastidores do esporte de alta performance e discutir a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. No universo paralímpico, se superar não é uma opção ou gesto de heroísmo, é somente o ponto de partida. “Se você olhar para o que uma pessoa pode fazer em vez do que ela não consegue fazer, a perspectiva muda e perde-se a visão de coitadinho” (Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro).

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Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 maio, 2016 10:41


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