Com elenco forte e plural, “Depois de Tudo” chega aos cinemas em 5 de novembro

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 15 outubro, 2015 15:51

O longa DEPOIS DE TUDO, produzido pela Casé Filmes e dirigido por João Araújo, chega às telas do cinema com uma história de amizade, amor e superação. Baseado na obra No Retrovisor, de Marcelo Rubens Paiva, o filme narra a trajetória dos amigos Ney e Marcos, interpretados por Marcelo Serrado e Otávio Muller nos papéis dos amigos já adultos. Já para vivê-los quando jovens, foram escalados César Cardadeiro (Marcos) e Romulo Estrela (Ney). Para dar vida à musa Bebel, foi escalada a atriz Maria Casadevall, que faz sua estreia na tela grande. Escrito por Marcelo Rubens Paiva, Mauro Mendonça Filho e Lusa Silvestre o filme tem estreia confirmada para dia 05 de novembro com distribuição da Imagem Filmes.

O roteiro de Depois de Tudo mantém o espírito jovem e contestador do texto original para o teatro, mas o transporta para os dias atuais com texto forte e bem humorado, que retrata o espírito da chamada geração Coca-Cola. Os amigos Ney e Marcos são parceiros em tudo. Moram juntos, decidem abrir um bar e realizar juntos o sonho de viver de música. Eles dividem até mesmo o fascínio por Bebel, uma garota linda e solitária, que se muda para o apartamento vizinho e passa a fazer parte da vida dos dois. Os três se tornam inseparáveis. O tempo os distancia. Em vez de músico e parceiro de César no bar que montaram e pretendiam tocar juntos, Ney acaba se tornando um astro da música pop-romântica. Já Marcos, passa de garoto rebelde e cheio de atitude a um conformado funcionário público. Já Bebel, nunca deixou o imaginário dos dois.

Para o diretor, Depois de Tudo fala de amizade, e amor, entre dois amigos.

“É uma história de redenção, de dois caras que foram muito próximos e se distanciaram. Mas que se encontram novamente e reveem muitas atitudes, emoções, lembranças. Há poucos filmes nessa linha no cinema brasileiro”, analisa João.

O produtor Augusto Casé concorda.

“É uma história de superação, de seguir a vida, que tem muito a ver com a trajetória do Marcelo Rubens Paiva. Ele tem uma história de vida incrível, já passou por tanta coisa, é escritor respeitado, está em uma fase ótima”, conta Casé, que já produziu o longa E aí, Comeu? (2012), baseado na obra de Rubens Paiva, que neste ano vai virar série de TV.

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Sétima produção da Casé Filmes em cinco anos, Depois de Tudo investe em uma vertente do cinema brasileiro que mira nas histórias de gente comum, simples, mas fortes e essenciais. “Adoro comédias, gosto de ver e de produzir também. Mas acredito que podemos, e precisamos, ver filmes que tragam um outro universo, o das relações humanas, de amizade, amor…”, completa Casé.

“É muito bom poder contar histórias mais abrangentes, que falem de dramas que dizem respeito a todos. Depois de Tudo não tem temática social, ou da violência nas grandes cidades, mas trata de uma relação de amizade, amor, superação”, observa o diretor. “Ao mesmo tempo, este filme trata de um tempo muito presente. O texto foi escrito há mais de dez anos e continua atual. Quando Marcos (Otávio Muller) fala da situação do País, é algo que ainda faz muito sentido. Isso também é uma força do filme. Quero contar boas histórias. E esse filme é uma ótima história.” – concorda João Araújo.

Para Marcelo Rubens Paiva, apesar de todas as adaptações para a linguagem cinematográfica e para o tempo atual, o longa é fiel ao seu texto original. “A gente não pode respeitar 100% a peça quando a transforma em um filme, mas o resultado na tela mantém o espírito da peça. O João Araújo soube respeitar e fazer bom uso disso. Ele leu a peça com os atores, viu a montagem em um registro em vídeo que temos. E eles retomaram a peça e mantiveram o caráter dela. Isso deu força ao longa”, comenta o autor.

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Ainda que Depois de Tudo, assim como a peça, tenha forte apelo ao real, seu roteiro pediu um tratamento simples, com uma linguagem clara e enxuta. “O filme fala muito da própria trajetória do Paiva. Seu texto é forte, encharcado de humor irônico, visceral. Conversei muito com ele durante o processo de preparação. Isso me ajudou muito. A entrada do Lusa Silvestre trouxe humor e leveza, com insights muito bacanas. Juntar o humor de um e a ironia do outro resultou na combinação perfeita”, observa João.

Rubens Paiva concorda com o diretor: “Eu e Maurinho trabalhamos no roteiro em um primeiro momento. Depois eu sozinho. E, por final, a chegada do Lusa, que já tinha trabalhado conosco em E aí, Comeu? Precisava do olhar dele para trabalhar comigo o timing de cinema da história. E me ajudou muito a trabalhar estes detalhes na história, como os diálogos cômicos. Eles acabaram ganhando mais densidade com a leitura que o João fez do texto e com a atuação do Otávio e do Serrado. Acho isso ótimo, ousado.”

Definido o roteiro, era a vez de João estruturar a ação do longa. “Eu busquei a peça, o texto original para encontrar a alma da história. Li o roteiro da peça que o Otávio tem guardado, com as anotações dele, que também tem uma VHS com registro em vídeo da peça. Esse material me ajudou muito”, conta o diretor. “Temos um elemento na trama mais estrutural, que é a relação dos dois amigos no presente. E há outro elemento na narrativa que a gente pôde brincar mais, que é o passado. Este tempo foi 100% recriado. Tivemos muita liberdade. Na peça, por exemplo, eles eram atores. No filme, eles se tornaram músicos. Pouco a pouco fomos encontrando a história que queríamos contar do passado e construindo a do presente”, conclui João.

Depois de Tudo tem coprodução da Rio Filme e do Telecine e entra em cartaz em 05 de novembro em mais de 150 salas de todo o Brasil, com distribuição da Imagem Filmes.

Os jovens Ney (Romulo Estrela) e Marcos (Cesar Cardadeiro) são muito mais que melhores amigos. Eles são quase irmãos, que dividem apartamento, trabalho, sonhos, a paixão pela música e por Bebel (Maria Casadevall), uma garota linda e destemida que desperta nos dois diferentes desejos.

Quando ela se muda para o apartamento vizinho ao deles, os três se tornam inseparáveis. Mas o tempo os distancia. Em vez de músico e parceiro de César no bar que abriram e pretendiam tocar juntos, Ney acaba se tornando um astro da música pop romântica. Enquanto isso, Marcos passa de garoto rebelde e cheio de atitude a um conformado funcionário público. Já Bebel, nunca deixou o imaginário dos dois.

Vinte anos depois uma inesperada notícia reaproxima Ney (Marcelo Serrado) e Marcos (Otávio Muller), levando-os a rever suas atitudes, emoções e lembranças. Neste reencontro pode estar também a chance que Ney e Marcos têm de resgatar os laços de amizade e amor que o tempo havia ajudado a romper.

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Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 15 outubro, 2015 15:51


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