Orquestra Sinfônica de Minas Gerais convida MÔNICA SALMASO, renomada intérprete vencedora em duas categorias do Prêmio da Música Brasileira 2015

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 15 julho, 2015 11:04

Com repertório que mescla arranjos sinfônicos, canções folclóricas e populares a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais recebe, pela primeira vez, a renomada intérprete paulista Mônica Salmaso para participar da Série Sinfônica Pop. Sob regência do pianista e maestro convidado Nelson Ayres, Mônica interpreta obras de conhecidos compositores nacionais como Ary Barroso, Chico Buarque, Edu Lobo, Geraldo Jaques, Haroldo Barbosa, Heitor Villa-Lobos e Tom Jobim. 

Com pouco mais de 20 anos de carreira, Monica Salmaso já é considerada uma das mais importantes interpretes da Música Popular Brasileira. Nas edições de 2012, 2014 e 2015 do prestigiado Prêmio da Música Brasileira, foi escolhida como Melhor Cantora, vencendo também, na última edição, como ‘Melhor Canção’, com Sedutora, de Guinga e Paulo César Pinheiro.

Segundo Cláudia Malta, diretora de Produção Artística da Fundação Clóvis Salgado, o perfil único de Mônica Salmaso, que transita entre o erudito e o popular, foi um dos motivos para que a artista fosse a convidada para essa edição da Série. “Sempre buscamos artistas que vão se encaixar bem com a sonoridade de uma Orquestra. A Mônica tem essa sonoridade e, ao mesmo tempo, é uma cantora de carreira consolidada e muito reconhecida no Brasil”, destaca.

A Sinfônica Pop é uma série em que a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais convida artistas para apresentar o rico repertório de nossa música popular. Nessa parceria artística, a OSMG mostra toda a sua versatilidade, proporcionando ao público uma forma singular de fruição da MPB.Grandes nomes da música brasileira já se apresentaram ao lado da OSMG nesta Série, como Zizi Possi, Wagner Tiso, Nana Caymmi, João Bosco, Gal Costa, Rosa Passos, Milton Nascimento, Lenine e Ivan Lins.

Esta edição especial do projeto Sinfônica Pop é uma realização da Fundação Clóvis Salgado em parceria com a Pólobh que conta com o patrocínio do Instituto Unimed-BH viabilizado pela destinação de Imposto de Renda dos médicos cooperados da Unimed-BH por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio do Jornal O Tempo, Revista Viver Brasil, BH News, Hotéis Othon, HBA, Rádio Alvorada FM, Frontti e Soubh.

Valorização da cultura nacional – O repertório desta edição retoma a característica da série de intensificar o diálogo entre a música erudita e outros estilos mais conhecidos do público. Desta vez, a seleção de obras busca evidenciar as características folclóricas da música popular brasileira, se apoiando na obra de compositores que também foram profundos pesquisadores da cultura brasileira.

A mescla entre peças eruditas e populares é uma das vertentes do trabalho de Mônica que, desde o início da carreira, em 1995, tem buscado privilegiar a música nacional em suas apresentações. Neste encontro inédito com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a intérprete destaca que a mistura entre dois estilos musicais distintos permite ir além, conhecer mais a nossa identidade musical e nossa identidade cultural. “Eu gosto dessa mistura. Gosto desse processo de pesquisar e entender a origem da nossa música. O meu trabalho sempre pendeu para esse lado. E eu gosto, principalmente, de poder trabalhar com a música brasileira, as variações que podem ser criadas a partir de obras populares, tradicionais”.

O programa desta edição tem início com as peças instrumentais de Heitor Villa-Lobos As Três Cirandas: Nesta Rua, A Condessa e Passa, Passa, Gavião; além de Melodia Sentimental. Das canções populares, destaque para Ciranda da Bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque; Anos Dourados, de Tom Jobim e Chico Buarque; Camisa Amarela, de Ary Barroso; TimTim por TimTim, de Haroldo Barbosa e Geraldo Jaques e o lirismo de Vinícius de Moraes em Valsa de Eurídice, entre outros sucessos da MPB.

Para o maestro Nelson Ayres, que além de reger é o responsável pela orquestração das composições, o repertório foi selecionado de acordo com as características mais marcantes das músicas. “São obras muito populares que, às vezes, o público pode não se lembrar do título da canção, mas, certamente, vai se recordar da melodia”. A orquestração foi pensada para dar um charme a mais às obras e abrir a temporada da série Sinfônica Pop com um concerto que tem a cara da música nacional. “Esse repertório é, acima de tudo, muito animado e reúne obras que marcaram, e ainda marcam, várias gerações”, finaliza.

Segundo Mônica Salmaso, a iniciativa da Fundação Clóvis Salgado em realizar a Série Sinfônica Pop é sempre muito bem vinda, por permitir a combinação da música clássica, que é sempre considerada difícil para muitas pessoas, com a música popular, que facilmente cai no gosto do público. “Então, eu acredito que, ao promover esse encontro entre o erudito e o popular, a Fundação consegue fazer as pessoas perceberem que a música clássica não é tão difícil como parece e que, se a gente prestar bastante atenção, tudo isso é música brasileira”.

Salmaso ressalta também a importância do Grande Teatro do Palácio das Artes, onde se realiza a Série Sinfônica Pop, e a atuação junto à OSMG. “A gente se sente um pouco intimidada em estar aqui, porque esse teatro é bem imponente, mas é uma das grandes realizações em nossa carreira. Esse espaço é histórico e lindo. E, obviamente, ser acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que é uma das melhores que eu já vi tocar, e estar ao lado do maestro Nelson Ayres, que é meu amigo e parceiro de trabalho há muitos anos, torna tudo ainda mais prazeroso”, revela.

SERVIÇO
Evento: Série Sinfônica Pop – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais convida Mônica Salmaso
Data: 30 de julho (quinta-feira) e 1º de agosto (sábado)
Horário: 20h30
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro – Belo Horizonte
Entrada: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação: 10 anos

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 15 julho, 2015 11:04


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