Jazz Sinfônica do Estado encerra a temporada 2013 da série Jazz+ com Edmar Castañeda, no Auditório Ibirapuera

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 22 novembro, 2013 15:08

Jazz Sinfônica do Estado encerra a temporada 2013 da série Jazz+ com Edmar Castañeda, no Auditório Ibirapuera

Harpista com forte influência jazzística, Edmar Castañeda é um músico de características bastante peculiares. Colombiano de Bogotá, Edmar herdou a paixão pelo instrumento de seu pai, Pavelid Castañeda. O instrumentista e compositor é o convidado da Jazz Sinfônica do Estado, corpo artístico da Secretaria de Estado da Cutlura, no último concerto da série Jazz+, que acontece nos dias 22 e 23 de novembro, às 21h, no Auditório Ibirapuera.

Este será o primeiro encontro da sinfônica com Castañeda. “Estamos bastante ansiosos e motivados. Este concerto terá um repertório desafiador. Os ritmos latinos, assim como o samba, tem um alto grau de dificuldade e estamos felizes com a oportunidade”, destaca o maestro Fábio Prado, que estará à frente da Jazz nos dois concertos.

No programa, composições autorais de Castañeda, “Vera Cruz”, de Milton Nascimento com arranjos de Cyro Pereira, e “Suíte Ânima”, de Newton Carneiro, violista da Jazz Sinfônica. O concerto ainda contará com a presença de seis solistas pratas da casa.

Andrea Tierra, esposa e parceira musical de Castañeda, faz participação especial, cantando “Carrao Carrao”, peça de José Ramirez, com arranjos do harpista.

SOBRE A JAZZ SINFÔNICAA Jazz Sinfônica foi criada pela Secretaria de Estado da Cultura em 1989, com o intuito de resgatar as tradições das orquestras de rádio e televisão que fizeram sucesso entre os anos 1930 e 1970. Com formação bastante singular, une a orquestra dos moldes eruditos a uma big band de jazz. O resultado é uma sonoridade exclusiva, que tem lhe conferido protagonismo na criação de uma nova estética orquestral brasileira por meio de arranjos contemporâneos e únicos.

Um dos grandes nomes da orquestra, responsável por transformar as melodias populares de compositores brasileiros em arranjos sinfônicos, foi Cyro Pereira (1929-2011), maestro dos Festivais da Record dos anos 1960 e um dos fundadores do grupo, que criou o repertório fundamental do grupo e ajudou a transformá-la numa das poucas com esse formato no mundo. Depois dele, a Jazz Sinfônica formou uma equipe de orquestradores de excelência, que trabalham para a formação do seu repertório – o grupo produz, em média, 100 partituras por ano e conta com um acervo de mais de 1,4 mil delas.

Formada por 82 músicos, a Jazz Sinfônica apresenta-se em concertos regulares na capital e interior de São Paulo, em muitos com importantes convidados. Já tocou com Tom Jobim, Milton Nascimento, Gal Costa, João Bosco, Toquinho, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, John Pizzarelli, Stanley Jordan, Gonzalo Rubalcaba, Dee Dee Bridgewater e Paquito de D’Rivera, entre outros.

O diretor artístico e regente titular da Jazz Sinfônica é João Maurício Galindo e Fábio Prado seu regente adjunto. Desde janeiro de 2012, a orquestra é administrada pela Organização Social de Cultura Instituto Pensarte.

SOBRE O MAESTRO FÁBIO PRADO

Fábio Prado iniciou seus estudos musicais em 1980 estudando trompa com o professor Mario Sérgio Rocha. Desde então desenvolveu uma larga experiência orquestral, tendo tocado nas principais orquestras brasileiras, com destaque para a Orquestra Sinfônica de Campinas (1984 – 1987), Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (1988 – 1997) e Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo (1997 – 2005). Ganhou prêmios nos concursos jovens solistas das OSESP, OSPA e OSJMSP. Foi solista das Orquestras do Estado de São Paulo, de Campinas e Jazz Sinfônica.

Em 1998 começou a estudar regência. No final deste ano, estreia como maestro convidado à frente das orquestras Jazz Sinfônica e Sinfonia Cultura. Desde 2001 tem produzido diversos arranjos para a Jazz Sinfônica e outras orquestras. Em 2005 foi maestro assistente da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo, além de tornar-se maestro adjunto da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, cargo que ocupa até hoje.

Em 2010 fez sua estreia internacional, com concertos na Argentina e na Itália recebendo críticas como a de Adriana De Serio, que escreveu: “Prado revelou um gestual essencial e incisivo, síntese de um refinado background cultural e de uma profunda sensibilidade artística.” Também neste ano rege Bixiga – Um Musical na Contramão, e por esta participação é indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2010 e ao 3º Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro, ambos na categoria Música.

SERVIÇO
Jazz Sinfônica + Edmar Castañeda
Datas: 22 e 23 de novembro, às 21h
Local: Auditório Ibirapuera
Classificação etária: 10 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 806 lugares
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 22 novembro, 2013 15:08


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