Caixa Cultural São Paulo exibe 2ª MOSTRA CINEMA PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 27 junho, 2013 15:00

Caixa Cultural São Paulo exibe 2ª MOSTRA CINEMA PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO

Após passar por Recife e Rio de Janeiro, a Mostra traz à capital paulista um panorama dos filmes portugueses produzidos entre 2000 e 2012.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 16 a 28 de julho, a 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo. Com o objetivo de difundir o cinema lusitano no Brasil, a edição 2013 do evento enfatiza ainda mais a liberdade criativa e a diversidade da atual produção feita em Portugal, que vem sendo reconhecida, nos maiores festivais do mundo, como uma das mais imaginativas e avessas às concessões comerciais do cinema atual. O evento é gratuito e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Cena de “Filme do Desassossego”, de João Botelho

Cena de “Filme do Desassossego”, de João Botelho

Sob o tema “Outros caminhos do cinema português”, a 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo apresenta 12 longas e 7 curtas-metragens, além de uma homenagem especial a Fernando Lopes, um dos nomes de referência do Cinema Novo Português, falecido em maio de 2012. Serão apresentados 5 longas-metragens do cineasta, além de um documentário sobre sua vida e obra.

Entre os filmes selecionados estão primeiras obras ou longas que marcaram definitivamente a história do cinema português recente, como “Branca de Neve”, de João César Monteiro, “Filme do Desassossego”, de João Botelho, “O Fantasma”, primeiro longa-metragem de João Pedro Rodrigues, e “A Cara que Mereces”, primeiro longa de Miguel Gomes.

A Mostra também abre espaço para debate sobre cinema português, com as presenças confirmadas dos cineastas Rita Azevedo Gomes e Marcelo Felix.

“O objetivo da Mostra é ser um espaço anual do cinema português no Brasil, dando a conhecer, ou a rever, uma seleção de filmes portugueses de grande qualidade, mas pouco exibidos no Brasil”, afirmam os diretores e curadores da mostra Carolina Dias e José Barahona. 

A 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo é a continuidade do projeto realizado em 2012, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro e São Paulo.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

A Arca do Éden
Direção: Marcelo Félix
Doc., 80 min, 2011 – Classificação indicativa: Livre
A arca do Éden é uma viagem em vários tempos. Uma viagem de salvamento (de uma floresta com todas as plantas existentes, ameaçada de extinção; de um conhecimento do mundo e das maneiras de lembrá-lo; de imagens quase perdidas que têm de ser descobertas e restauradas), cuja imensidão os seus protagonistas vão percebendo à medida que enfrentam a sua complexidade. Uma viagem feita de presente e de memórias: onde relances de histórias esquecidas e precárias visões contemporâneas participam de uma mesma luta contra o tempo.
Prêmios:
Melhor Filme Sobre Arte – Festival TEMPS D’IMAGES, Lisboa, 2011;
Melhor Filme – MOVE CINE ARTE, Monte Verde, Brasil, 2012

A Cara que Mereces
Direção: Miguel Gomes
Ficção, 108’, 2004 – Classificação indicativa: 10 anos
Francisco, comporta-te! Bem sei que hoje fazes 30 anos, que é carnaval e que vestes de cowboy na festa do colégio, cercado por miúdos que detestas. Controla-te, rapaz…! Não vês que assim já não te aturam? E depois, como é que é? Partes a cabeça, vais para o hospital, ficas com sarampo e já não tens ninguém para tratar de ti… Como à Branca de Neve, davam-te jeito sete anões… Francisco, repete comigo: “Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu, depois tens a cara que mereces”.
Prêmios: Prêmio de Melhor Fotografia para um filme português, Prêmio da Crítica – IndieLisboa 2004; Menção Honrosa – Festival de Cinema da Covilhã 2004

A Nossa Forma de Vida
Direção: Pedro Filipe Marques
Doc., 91min, 2011 – Classificação indicativa: 10 anos
O casamento entre o eterno proletário Armando e a dona de casa Maria Fernanda sobrevive há 60 anos. Como parceiros do mesmo crime, a partilha das suas visões do mundo transforma o cotidiano de um país em decadência económica numa breve comédia da vida. Num filme com a forma de iglu, estes guardiões do passado deixam o mundo dos mass media inundar a sua torre de controle, desenhando um retrato no presente da experiência da classe trabalhadora portuguesa.
Prêmios
Melhor Primeira Obra – DocLisboa 2011
Menção Especial do Júri do Prêmio Joris Ivens – Cinéma du Réel 2012
Menção Especial do Júri – Documenta Madrid 2012
Grande Prêmio do Festival, Cidade de Coimbra; Prêmio para o Melhor Realizador; Prêmio D. Quijote, FICC/IFSS do Júri Internacional e dos Cineclubes – Caminhos do Cinema Português 2012
Extra Muros Award – 7th PRAVO LJUDSKI Film festival 2012 (Sarajevo, Bosnia Hersegovina)

A Vingança de uma Mulher
Direção: Rita Azevedo Gomes
Ficção, 2011, 100min. – Classificação indicativa: 16 anos
Roberto é um dândi impassível, indecifrável e enigmático. Goza do prazer aristocrático de causar espanto. Das mulheres, que conhece em todas as variedades da sua espécie e raça, já nada o pode espantar. A verdade é que Roberto sente o profundo tédio de quem esgotou todos os prazeres e encantos desta vida. No entanto… Uma certa noite, deixa-se tentar por uma mulher que o intriga e lhe lembra alguém… Nessa noite, de descida aos céus e de subida aos infernos, essa mulher escancara-lhe o suplício da vida que é agora a sua. E, no meio de terríveis prazeres, Roberto entrevê o sublime do horror em que, obstinadamente, aquela mulher mergulhou.
Sai dali fechado sobre si mesmo, marcado pela visão de um certo amor que, afinal, nunca viveu.
Prêmios
Melhor Filme de Ficção – XIX Cinesul Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo Rio de Janeiro, 2012
Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino – Caminhos do Cinema Português Coimbra, Potugal, 2012

Alice
Direção: Marco Martins
Ficção, 102min, 2005 – Classificação indicativa: 16 anos
Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez. Todos os dias Mário (Nuno Lopes), o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu. A obsessão de encontrá-la leva-o a instalar uma série de câmaras de vídeo que registam o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anônima, Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal… A dor brutal causada pela ausência de Alice transformou-o numa pessoa diferente, mas essa procura obstinada e trágica é talvez a única forma que ele tem para continuar a acreditar que um dia Alice vai aparecer.
Prêmios
Prêmio Regards Jeunes – Melhor Filme da Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2005;
Prémio Revelação e Melhor Actor (Nuno Lopes)
- Festival de Cinema Luso-Brasileiro, (2005)
Melhor Realização, Melhor Fotografia e Prémio FIPRESCI para Melhor Filme – Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, Argentina (2006)
Melhor Primeira Obra –
Raindance Film Festival, Reino Unido (2006)
Prémio de Realizador Revelação –
Festival Las Palmas, Espanha (2006)
Melhor Filme
Globo de Ouro, Portugal (2006) – Melhor Actor (Nuno Lopes) e Melhor Filme –
Coimbra Caminhos do Cinema Português (2006)
Melhor Realizador, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Música –
Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (2006)
Melhor Longa-Metragem –
Festival dos Cinemas do Mediterrâneo, Portugal (2006)

Angst
Direção: Graça Castanheira
Documentário, 53′, 2010 – Classificação indicativa: 10 anos
Optando por uma narrativa extremamente pessoal, a cineasta portuguesa Graça Castanheira elabora uma reflexão sobre o estágio atual da humanidade. Analisa os impasses do desenvolvimento humano, da superpopulação ao risco de esgotamento do espaço disponível para a ocupação do planeta e dos estoques de energia disponíveis para o funcionamento da civilização como a conhecemos. Explora, ainda, as contradições de uma espécie sem predadores que se impôs sem conseguir até agora afirmar sua superioridade com um equilíbrio sustentável.
Prêmios
Prêmio Ulisse Melhor Documentário – Festival francês CINEMED
Menção Honrosa CineEco 2011 e o Prêmio da Juventude Universidade Lusófona,
Prémio de Melhor Documentário Troféu Andorinha Curta – Festival Cineport 2011

Branca de Neve
Direção: João César Monteiro
Ficção, 75’, 2000 – Classificação indicativa: 12 anos
“O soluço é a melodia da tagarelice walseriana. Revela-nos de onde vêm os seus preferidos. Da loucura, e de mais nenhuma parte. São personagens que atravessaram a loucura e é por isso que permanecem de uma superficialidade tão dilacerante, tão totalmente inumana, imperturbável. Se quisermos designar numa palavra o que têm simultaneamente de engraçado e terrível, podemos dizer: estão todos curados. Claro que não saberemos nunca qual foi o processo dessa cura, a menos que ousemos debruçar-nos sobre a sua Branca de Neve”.
Walter Benjamin

É na Terra Não é na Lua
Direção: Gonçalo Tocha
Doc, 185min, 2011 – Classificação indicativa: 10 anos
Um homem-câmara e um homem-som chegam à Ilha do Corvo, um rochedo de 17km2, uma cratera de vulcão e uma única vila de 440 pessoas. Gradualmente a equipe de rodagem é aceita como habitante, mais duas pessoas a juntar a uma civilização com quase 500 anos de vida mas com poucos registros e memória escrita.
Prêmios
Menção Especial do Júri na Competição Cineastas do Presente – Festival de Locarno (Suíça)
Grande Prêmio para melhor filme na competição internacional – Doclisboa (Portugal)
Prêmio Melhor Filme na competição “Cine del Futuro” – BAFICI (Argentina)
Prêmio “Golden Gate award for Best Documentary” – San Francisco International Film Festival (USA)
Prêmio Melhor Filme na competição “Documentários de Creaccion” – Documenta Madrid (Espanha)

Filme do Desassossego
Direção: João Botelho
Ficção, 120min, 2010 – Classificação indicativa: 16 anos
Lisboa, hoje. Um quarto de uma casa na Rua dos Douradores. Um homem inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos torna-se física, palpável, visível. O próprio texto torna-se matéria na sua sonoridade musical. E, diante dos nossos olhos, essa música sentida nos ouvidos, no cérebro e no coração, espalha-se pela rua onde vive, pela cidade que ele ama acima de tudo e pelo mundo inteiro. Filme desassossegado sobre fragmentos de um livro infinito e armadilhado, de uma fulgurância quase demente mas de genial claridade. O momento solar de criação de Fernando Pessoa. “A solidão absoluta e perfeita do EU, sideral e sem remédio. Deus sou eu!”, também escreveu Bernardo Soares.
Prêmios:
Melhor Filme e Melhor Ator (Cláudio da Silva) – SPA 2011 (Sociedade Portuguesa de Autores)

O Barão
Direção: Edgar Pêra
Ficção, 88min, 2011 – Classificação indicativa: 14 anos
O Barão, inspirado na obra de Branquinho da Fonseca, é um remake neuro-gótico de um filme fantasma realizado durante a II Guerra Mundial. Proibido pelo Ditador por retratar um tiranete, um vampiro marialva que aterrorizava os habitantes de uma região montanhosa.
A narrativa, expressionisticamente hipnótica, conduz o Inspetor-Narrador-Espectador por uma natureza insólita até ao castelo do Barão. O Barão é um camaleão emocional. Ora se apresenta dócil, ou irascível, um homem-javali, “uma pura besta”. Vive um amor aprisionado, dentro e fora de si. Um amor inatingível. Um ideal corrompido. Idalina, criada aristocrata paira pelo castelo. A sua esguia e esquiva figura perturba o Inspector. E o Barão. O Inspetor é arrastado para uma noite sem contornos definidos. Figuras mitológicas irrompem no intervalo: uma Tuna escravizada, músicos encapuçados liderados por um maestro ciclope. Terror Castiço. Tudo se precipita.

O Fantasma
Direção: João Pedro Rodrigues
Ficção, 90’, 2000 – Classificação indicativa: 18 anos
Sérgio passa os dias entre um quarto alugado num hotel barato, sexo anônimo e o seu trabalho na coleta do lixo do setor norte de Lisboa. Mas uma noite os seus olhos se deparam com o fantasma dos seus sonhos, e ele acorda na obsessão do amor…
Prêmios:
Melhor Filme Estrangeiro, Festival de Belfort – Entrevues
Melhor Filme – New Festival, Nova York
Seleção official do Festival de Veneza

Palácios de Pena
Direção: Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt
Ficção, 59’, 2011 – Classificação indicativa: 16 anos
Assombradas pelas suas próprias vidas sem rumo, duas pré-adolescentes se reencontram quando visitam a avó doente. No meio das suas fantasias com um passado medieval – consumido pelo medo e pelo desejo – as meninas sofrem uma transformação e enfrentam um legado de opressão. “O amor é, finalmente, um cruzamento de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias, uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um enrolar de coxas, quem disser o contrário é uma besta”. Gregório de Mattos (séc. XVII)
Prêmios
Melhor Filme de Ficção, Chicago Underground Film Festival, 2012
Prêmio Lawrence Kasdan Award para Melhor Filme de Ficção, Ann Arbour Film Festival, 2012

CURTAS
A Piscina
Direção: Iana Ferreira e João Viana
Portugal, 16’, 2004 – Classificação indicativa: 14 anos
A forma como atravessamos de uma só vez uma piscina pública faz lembrar a vida desde que nasce até ao fim.
Prêmios
Melhor Curta Metragem 2006ALCIMÉ – Festival International du Film d’Aubagne, France
Menção Especial pela qualidade da Fotografia Marché du Film Court – Clermont-Ferrand
Prêmio ASOLO per la sezione Film Sull’Arte – International Art Film Festival , Slovakia

Diretor
Direção: Luís Alvarães e Luís Mário Lopes
Portugal/ 13min. / 2010 – Classificação indicativa: 14 anos
Enquanto a empregada põe a mesa para jantar, um casal assiste ao vivo, pela televisão, a um assalto a banco. Os assaltantes fizeram dois reféns e estão na mira dos atiradores de elite da polícia. Na sala, os celulares não param de tocar. O marido revela que é ele quem tem de dar a ordem para matar os assaltantes. Já nada pode travar a execução.
Prêmios
Melhor Filme – Festival de Cinema de Arouca, 2012
Grande Prêmio do Júri AMADIS – Fest’Afilm, Festival Intern. du Film Lusophone et Francophone de Montpellier – França, 2011
Prêmio Andorinha Curta-metragem – Melhor Ficção – Cineport, Brasil, 2011

Hope
Direção: Pedro Sena Nunes
Portugal / Experimental /10min. / 2010 – Classificação indicativa: 14 anos
O encontro animal entre homem e mulher concebe a prisão aquática do desejo. A mulher entrega-se a uma existência sutil, graciosa. A fusão com aquilo que a natureza em si desperta a faz desdobrar-se em novos mundos, mundos de fome, sobrevivência; sublime realidade. Gera-se uma nova vida; move-se, respira, subsiste num lugar de ecos embrionários. O acordar do toque na matéria densa a faz por fim confrontar-se com a sua própria efemeridade e o poder destrutivo da criação. O homem a aparecer e a desaparecer.
Prêmios
Vencedor Prêmio APMP – Prêmio Nacional Multimédia, Portugal, 2010
1º Prêmio Ensaio Multimédia – Festival Curtas Sadinas, 2010
1º Prêmio Mostra Cinema Português – Fantasporto, Portugal, 2011

Kali, O Pequeno Vampiro
Direção: Regina Pessoa
Portugal/Canadá/França/Suiça, Animação, 9min, 2012 – Classificação indicativa: 10 anos
Esta é a história de um rapaz diferente dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol.
Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demônios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz.
Um dia ele vai desaparecer… ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança.
Prêmios
Hiroshima Prize – Hiroshima International Animation Festival, Japan
Prêmio Pixel Bunker para Melhor Curta Metragem Portuguesa – Menção Honrosa, Prêmio Onda Curta – IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente, Portugal
Prêmio Canal Plus – Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema, Portugal
Special Prize of the Jury for Best Animation – Animanima International Animation Festival, Serbia
Menção Especial, Prémio Melhor Banda Sonora Original – Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, Portugal
Adult Jury Prize – Animated Short Film – Chicago International Children’s Film Festival, USA

O Nome e o N.I.M.
Direção: Inês Oliveira
Ficção, 25min, 2003 – Classificação indicativa: 14 anos
“O Exército Português recrutou mais uma vez milhares de cidadãos nacionais para cumprirem o Serviço Militar Obrigatório. Dá-lhes um Número de Identificação Militar (N.I.M.). Na tropa, ninguém se conhece pelo nome próprio. Às dez da noite as luzes vão abaixo nas camaratas. ‘Tás a ouvir? ‘Tás a ouvir ou não? Eu não te conheço de lado nenhum, mas para mim és como meu irmão”.
Prêmios
Grande Prêmio para a Melhor Curta Metragem 2004 – Premiers Plans, Festival d’Angers ,França;
Prêmio Vision Globale – Melhor Curta Metragem 2003 – Festival Int. Nouveau Cinéma Nouveaux Médias Montréal , Canada;
Prêmio Revelação (Curta Metragem) – 7º Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte
Melhor Curta Metragem (Competição Nacional) e Jameson Short Film Award 2003 – Festival Int. Curtas Metragens de Vila do Conde , Portugal

Os Olhos do Farol
Direção: Pedro Sarazina
Animação, 15min, 2010 – Classificação indicativa: Livre
Numa ilha rochosa e árida, um faroleiro vive isolado com a sua filha. Do alto da sua torre o pai vela rigorosamente pelo horizonte e pela segurança dos barcos que passam. Sem outra companhia, a menina desenvolve uma cumplicidade única com o mar, que lhe traz brinquedos sob a forma de objetos. Ao ritmo das ondas, estes objetos desvendam acontecimentos antigos, memórias que as marés não conseguem apagar…
Prêmios
Melhor Animação – Lucas International Children’s Film Festival , Alemanha;
Melhor Curta Metragem CINEPORT – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, Brasil;
Melhor Curta do Mês de Junho, Melhor Animação 2011- Shortcutz Lisboa, Portugal;
Menção Especial Júri Curta-Metragem – AniMadrid Pozuelo de Alarcón – Comunidad de Madrid,

Rafa
Direção: João Salaviza
Ficção, 20min, 2012 – Classificação indicativa: 12 anos
Às seis da manhã Rafa descobre que a mãe está detida pela polícia. Na moto de um amigo, cruza a ponte e vai ao centro de Lisboa para visitá-la e esperar pela sua libertação. As horas passam. E Rafa não quer voltar para casa sozinho.
Prêmios
Urso de Ouro Curtas – Festival de Berlim 2012
Prêmio Uppsala em Memória de Ingmar Bergman – Uppsala Int. Film Festival 2012
The Small Camera – 33rd Manaki Brothers Film Festival 2012
Melhor Curta Metragem Estrangeira – FIC Luanda 2012
Melhor Som – Janela Int. de Cinema de Recife, Brasil 2012

HOMENAGEM A FERNANDO LOPES
Com uma carreira de 50 anos, Fernando Lopes era, ao lado de Paulo Rocha, João César Monteiro e Manoel de Oliveira, uma das referências do cinema português.
Nascido em 1935, Lopes desponta para a realização cinematográfica através do movimento cineclubista. Em 1957 ingressa na Rádio e Televisão de Portugal. Em 59 torna-se bolsista do Fundo do Cinema Nacional, o que o leva para a London Film School, em Inglaterra, obtendo um diploma em Realização de Cinema. De volta a a Portugal, dirige Belarmino (1964), um média-metragem sobre a vida do pugilista Belarmino Fragoso, considerada obra-chave no movimento do Novo Cinema Português, ao lado de Dom Roberto e Os Verdes Anos. Em 1965, faz um estágio em Hollywood. Ao regressar filma Uma Abelha na Chuva (1971), baseado no romance homônimo de Carlos de Oliveira, que se tornaria, com Belarmino e, posteriormente, O Delfim (2002),as obras mais significativas da sua filmografia.
Fernando Lopes foi ainda cofundador e director da RTP2, na década de 1980, e lecionou durante vários anos no Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Filmes selecionados para a Mostra:
Belarmino
74min, 1964 – Classificação indicativa: 12 anos
O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas perambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota se cruzam num filme que mistura documentário, ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos. Primeiro longa-metragem de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo Português.

Uma Abelha na Chuva
76min. 1972 – Classificação indicativa: 14 anos
Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.
Adaptação do romance homônimo do escritor neorrealista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.

Nós Por Cá Todos Bem
80min., 1978 – Classificação indicativa: 10 anos
O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa.
Possui uma forte componente documental, quebrando com os mecanismos convencionais da ficção que também utiliza. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.

O Delfim
83min., 2002 – Classificação indicativa: 14 anos
Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.

Lá fora
107min, 2004 – Classificação indicativa: 14 anos
Laura é jornalista na televisão. José Maria corretor na bolsa. Há algum tempo que ele a vigia à distância, sem que ela o saiba, no condomínio fechado em que ambos vivem. Um dia, um programa de televisão faz com que se encontrem. E percebe-se a o que cada um sente pelo outro. Será apenas um jogo de sedução?
Ou será que o amor ainda é possível?

Fernando Lopes, Provavelmente
Direção de João Lopes
Documentário, 94min, 2008 – Classificação indicativa: 12 anos
Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo Português e o desejo utópico de transformar o mundo.Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados,em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.

SERVIÇO
Evento: 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo
Direção e Curadoria: Carolina Dias / José Barahona
Data: de 16 a 28 de julho de 2013 (terça-feira a domingo)
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça de Sé, 111 – 6º andar – Centro – São Paulo (SP)
Classificação etária: consultar sinopse
Ingressos: entrada franca (os ingressos poderão ser retirados com 1 hora de antecedência)
Informações para o público: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 27 junho, 2013 15:00


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