Zezé Motta lança disco de samba em show no Teatro J. Safra

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 17 janeiro, 2019 10:00

Aos 74 anos de vida e mais de 50 anos de carreira, a atriz e cantora Zezé Motta sobe ao palco do Teatro J. Safra, no dia 18 de janeiro, para um show inédito de estreia do seu novo disco “O samba mandou me chamar”.

O 14º álbum da cantora apresenta um repertório totalmente dedicado ao samba, com 13 faixas que fogem de músicas muito conhecidas. Com arranjos de viés mais popular e tom romântico, Zezé canta “Ficar ao seu lado”, uma escancarada declaração de amor em tom sensual e a ancestral “Batuque de Angola”, que chega em compasso de samba de terreiro.

Com simpatia, talento e coração aberto, Zezé alterna as obras entre jovens compositores e nomes consagrados. Dentre os sambas selecionados está “Nós dois”, com assinatura de Arlindo Cruz, o pagode romântico “Alma gêmea” de Xande de Pilares, “Mais um na multidão” de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown, entre outros.

Ícone feminino da cultura brasileira e rainha negra do Brasil, Maria José Motta é figura respeitada da música, televisão, cinema e também já foi duas vezes samba enredo no Carnaval do Rio de Janeiro. Sua carreira contempla 14 discos, 35 novelas e mais de 40 filmes.

Recentemente, esteve no elenco de “O outro lado do Paraíso”, trama de Walcyr Carrasco na TV Globo e já atuou em outros sucessos, como “A Próxima Vítima” e “Corpo a Corpo”. No cinema, teve uma majestosa atuação como protagonista de “Xica da Silva”, que lhe rendeu o Troféu Oscarito – destinado a grandes atores do cinema brasileiro – além de atuar em “Tieta do Agreste”, “Anjos da Noite” e “Orfeu”.

Na história da música brasileira, a voz de Zezé ecoa há muito tempo. Na década de 70, foi crooner na noite paulista e fez sucesso ao gravar seu primeiro disco solo com músicas inéditas compostas por Rita Lee e Moraes Moreira. Também fez o país vibrar com “Senhora Liberdade”, de Wilson Moreira e Nei Lopes, além de sambas do repertório de Elizeth Cardoso no CD “Divina saudade”. Mas, é a primeira vez que a artista se dedica a um álbum inteiro para o gênero mais tradicional do país.

Em sua trajetória, Zezé carrega a luta contra o racismo. Já foi pré-indicada ao Prêmio Nobel da Paz, em 2005, pela sua atuação em papéis que valorizam a mulher negra e também pelo trabalho que faz à frente do Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, uma ONG que ajuda jovens negros a obterem formação profissional como atores.

SERVIÇO
ZEZÉ MOTTA – O SAMBA MANDOU ME CHAMAR
Apresentação: 18/01 (sexta-feira)
Horário: 21h30
Classificação: livre
Duração: 80 minutos

Ingressos:

Plateia Premium: R$100,00
Plateia VIP: R$ 80,00
Mezanino: R$ 60,00
Mezanino com visão parcial: R$ 40,00

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 17 janeiro, 2019 10:00


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