Em sua nova temporada, Escravos da Cientologia traz mais casos impactantes de abuso, perseguição e extorsão

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 29 novembro, 2017 13:26

Escravos da Cientologia, a reveladora série vencedora de um prêmio ®Emmy em 2017 como Melhor série Informativa/Especial, está de volta ao A&E, no dia 6 de dezembro. A segunda temporada apresenta novos depoimentos de ex-membros da Cientologia, que tiveram suas vidas significativamente afetadas pela prática dessa igreja. Sob o comando da atriz Leah Remini, que deixou a instituição em 2013, a série traz à tona histórias terríveis vividas por aqueles que abandonaram a igreja e tiveram coragem de falar abertamente sobre suas experiências.

Nesta nova temporada, a série acompanha Leah Remini e o também ex-membro da Cientologia Mike Rinder, enquanto apresentam histórias impactantes de abuso, angústia, extorsão e assédio, vividas por pessoas que deixaram a instituição. O objetivo é ajudar aqueles que sofreram com a igreja e tentar alertar quem ainda faze parte dela.

“Após a primeira temporada, recebemos uma quantidade tremenda de apoio, para nós e todos os valentes participantes que contaram suas histórias. A partir disso, Mike e eu nos reunimos com advogados e autoridades, e esperamos que algo seja feito e que finalmente tenhamos justiça”, diz Leah Remini. Na nova temporada, a série traz mais histórias, aterrorizantes e comoventes, de vítimas e sobreviventes dessa corporação de milhões de dólares – e que tem tirado de seus integrantes não somente dinheiro como arruinado suas infâncias e qualidade de vida.

Nos Estados Unidos, Escravos da Cientologia, uma produção original A&E, foi aclamada pela crítica e líder de audiência das séries sem roteiro em 2016, entre Homens e Mulheres 25-54 anos. Além de acompanhar e seguir compartilhando histórias de vida daqueles que experimentaram a Cientologia, Leah e Mike enfrentarão as respostas que a igreja e seus atuais praticantes têm dado ante as acusações. Os casos desta nova temporada, incluem a perda de entes queridos por suicídios, a experiência de ter crescido na organização paramilitar da igreja (The Sea Organization – A Organização do Mar) e o depoimento terrível da vivência pessoal do cineasta ganhador do Oscar Paul Haggis (Crash, Menina de Ouro).

De sua parte, a igreja da Cientologia questiona a credibilidade de todos que deram depoimentos à série, se negou a participar e proibiu a qualquer integrante dar declarações. Alguns dos argumentos apresentados pela igreja ante as denúncias feitas por Remini se encarregam de difamá-la publicamente e acusar a atriz de fazer denúncias por ressentimento, afirmando que Leah “tentou desesperadamente seguir a Cientologia em 2013, sabendo muito bem que estava a ponto de ser expulsa por se negar a cumprir o alto nível de ética e decência que se espera dos cientólogos” e que “suas transgressões foram tão escandalosas que foi expulsa, o que provocou sua amargura atual”.

No episódio de estreia, O espírito imortal, Leah Remini continua com sua missão de expor a Cientologia e ser a porta-voz de suas vítimas. Mirriam e Saina cresceram juntas na igreja e agora, em busca de justiça, compartilham suas dolorosas histórias de abandono e abuso sexual.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 29 novembro, 2017 13:26


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