Cinebiografia sobre o revolucionário e intelectual alemão, ‘O Jovem Karl Marx’ estreia em dezembro

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 21 novembro, 2017 13:50

Karl Heinrich Marx, conhecido apenas como Karl Marx, nasceu em maio do ano de 1818 e morreu em março de 1883. Marx foi um importante revolucionário e intelectual alemão, fundador da doutrina comunista moderna. Além disso, ele ainda atuou como filósofo, economista, historiador, jornalista e teórico político. O filme O JOVEM KARL MARX, dirigido por Raoul Peck e que estreia no Brasil no dia 28 de dezembro, faz um recorte da sua vida, mostrando o início de suas ideias, a amizade com Friedrich Engels e o início do movimento operário em meio à era moderna.

Com 26 anos, Karl Marx embarca com sua esposa Jenny na jornada para o exilo. Em Paris, em 1844, eles encontram o jovem Friedrich Engels, filho de um dono de fábrica que estudou o sórdido começo do proletariado inglês. Engels traz a Marx o pedaço faltante do quebra-cabeças que compõe sua nova visão do mundo. Juntos, entre a censura e as batidas policiais, protestos e revoltas políticas, presidem o nascimento do movimento trabalhista, que até então era feito de modo esporádico e não organizado. Isso cresce para ser a mais completa transformação teórica e política no mundo desde a Renascença – liderado, contra todas as expectativas, por dois brilhantes, insolentes e espertos jovens bem-nascidos.

Em 2018, completa-se o bicentenário de nascimento de Karl Marx. Ao longo do ano, a editora Boitempo, principal casa editorial das obras de Marx e de Engels no Brasil e referência internacional por suas edições, organizará uma série de atividades em todo o país em torno desse marco histórico. O apoio à distribuição do filme O JOVEM KARL MARX marca o início de uma extensa programação, que será chamada de Ano Marx e contará com cursos, ciclo de debates e mostras de filmes, além de apoio a eventos acadêmicos e peças teatrais. Como não poderia deixar de ser, para 2018 a Boitempo planeja a edição de livros inéditos de Marx e outros sobre sua vida e obra, incluindo duas biografias, histórias em quadrinhos e livros infanto-juvenis.

DECLARAÇÃO DO DIRETOR – Raoul Peck

Para muitos europeus, esse capítulo ainda sensível da história permanece um tabu, uma bandeira vermelha proibindo qualquer discussão serena ou razoável, mas as feridas não curadas de seu legado não tiram nada do fato de que Karl Marx, embora exilado na maior parte de sua vida na França e na Inglaterra, era alemão e, como tal, parte do patrimônio do país.

Então me vi confrontado com qual tipo de filme fazer. Um estilo americano de biofilme, com um não muito amigável mas simpático e cansado Marx, falando em inglês através de sua grande barba em um contexto vagamente político, chorando um pouco por conta das sucessivas mortes de seus filhos, traindo sua esposa? Com certeza não.

Não só o filme iria lidar com os últimos anos, quando o pensamento marxista saiu dos trilhos em países como a União Soviética. Scorsese não foi criticado por deixar a inquisição de lado e forçar a evangelização em A Última Tentação de Cristo?

Pensando nisso, decidi fazer um filme que falasse com uma audiência maior, sem distorcer a verdade histórica. Partindo de minha história pessoal e perspectiva particular, me dei a liberdade, junto a Pascal Bonitzer, de abordar O JOVEM KARL MARX pairando sobre a criação de seu trabalho monumental, como explicado tão bem por Raymond Aron (considerado por Jean-Paul Sartre como seu espelho conservador, mas que paradoxalmente se tornou um dos melhores estudiosos do trabalho do jovem Karl Marx):

“O marxismo tem a particularidade de poder ser explicado em cinco minutos, cinco horas, cinco anos ou meio século. De fato, pode ser rapidamente simplificado em um resumo de meia hora, que pode eventualmente permitir que aqueles que não saibam nada da história do marxismo ouvir não sem certa ironia sobre aqueles que passaram suas vidas inteiras o estudando”.

Aos 26 anos, Karl Marx embarca com a mulher, Jenny, para o exílio. Em Paris, eles conhecem Friedrich Engels, filho do dono de uma fábrica que estudou o nascimento do proletariado inglês. Engels traz a Marx a peça que faltava para o quebra-cabeça de sua visão de mundo. Juntos, em meio à censura, greves e agitação política, eles vão liderar uma completa transformação política e social do mundo.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 21 novembro, 2017 13:50


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