‘Cromossomo 21’, de Alex Duarte, questiona com história de amor

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 14 novembro, 2017 12:40

Dirigido e roteirizado por Alex Duarte, o longa-metragem CROMOSSOMO 21 se debruça sobre a rotina da jovem Vitória. E a rotina dela, na prática, é a igual a de todo jovem: ela estuda, vai às baladas, sai com as amigas, briga com a irmã, se queixa da mãe, se apaixona. Ela, no entanto, tem medo de perder a pessoa que ama, o namorado Afonso, por causa do preconceito da família dele. É questionadora, destemida e vai lutar por sua autonomia e seus ideais. Quem interpreta a protagonista é Adriele Pelentir, uma jovem com Síndrome de Down, formada em Nutrição pela Faculdade de São Luiz Gonzaga.

Alex Duarte tinha apenas esta ideia quando decidiu fazer o filme, sete anos atrás. Acabou totalmente envolvido na causa da inclusão social e hoje dá palestras sobre o tema pelo país. CROMOSSOMO 21 deixou de ser apenas um filme e tornou-se um grande projeto. Em 2015 foi lançado o livro duplo: “21, do diagnóstico à independência” e “Cromossomo 21”, escritos pelo diretor. Em 2017, a web série Geração 21 aportou no Youtube.

Realização de baixo orçamento, produzida de forma cooperativada, o longa-metragem teve Menção Honrosa no Festival de Gramado 2016, venceu como filme destaque no Los Angeles Brazilian Festival e premiado como Melhor Filme (voto popular) no Festival Internacional de Cinema de La Mujer.

Os anos que separam o início das filmagens do lançamento do filme, transformaram não somente a vida de Adriele, mas também a do ator Luís Fernando Irgang, que elegeu como tema de seu trabalho de TCC a inclusão social nas empresas. A vida de Alex Duarte, entretanto, mudou no dia em que ele conheceu Adriele e ela lhe fez a pergunta que complementa o título do longa: O que você faria se fosse impedido de amar? “Eu quero saber quais respostas as pessoas podem dar a esta pergunta depois de ver o filme”, diz Alex.

Estreia dia 30 de novembro – Em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Salvador.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 14 novembro, 2017 12:40


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