Nelson Pereira dos Santos, cineasta e acadêmico, é destaque em “Imortais da Academia”

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 outubro, 2017 10:02

A interseção entre o cinema e a literatura é o ponto de partida do episódio inédito da série exclusiva “Imortais da Academia”, na Quinta do Pensamento, 2 de novembro, às 23h30. O programa fala sobre a cadeira de número 7 da Academia Brasileira de Letras e apresenta o diálogo entre as expressões artísticas a partir da trajetória de Nelson Pereira dos Santos, o primeiro cineasta a ser eleito para a ABL. Diretor de aclamados longas-metragens, como “Rio 40 Graus” e “Vidas Secas”, Nelson Pereira dos Santos é um dos mais importantes nomes do cinema nacional e é o atual ocupante da cadeira de número 7. O episódio de “Imortais da Academia” aborda também os antecessores de Nelson em sua poltrona na Academia: Castro Alves, o famoso poeta dos escravos, Euclides da Cunha e seu emblemático “Os Sertões”, e Dinah Silveira de Queiroz, grande escritora que muito batalhou pela entrada de mulheres na ABL. “Imortais da Academia” foi produzida pela Giros com exclusividade para o CURTA! e tem direção de Belisario Franca.

A trajetória do jurista Heráclito Sobral Pinto, que ganhou visibilidade ao defender a democracia durante a ditadura militar, é destaque na Sexta da Sociedade, 3 de novembro, às 22h30. Na semana em que Sobral faria aniversário, estreia no Curta! o documentário “Sobral – O homem que não tinha preço”. O longa-metragem é dirigido pela neta do jurista, a cineasta Paula Fiuza, e traz uma série de depoimentos de advogados e historiadores, além de imagens de arquivo que revelam o advogado e ressaltam a importância de seu trabalho na defesa da justiça e dos direitos humanos. Um dos depoimentos do filme é de Anita Leocádia Prestes, filha dos militantes comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. Ela conta que a relação com Sobral Pinto era como a de pai e filha “Ele dizia que era o meu segundo pai, porque ele contribuiu decisivamente para me salvar das garras do nazismo”.

Na Quarta de Cinema, 1º de novembro, véspera do Dia de Finados, a faixa “A Vida é Curta” apresenta uma seleção de filmes sobre ausência e saudade. Às 20h, “Barqueiro”, de José Menezes e Lucas Justiniano, abre a sessão especial. Na história, Sérgio é motorista do Serviço Funerário Municipal de São Paulo há mais de 20 anos e se especializou em serviços que outros motoristas têm dificuldade em realizar: a remoção de crianças. Em uma noite de inverno em particular, Sérgio espera por sua primeira chamada. Na sequência, é a vez de “Ovos de Dinossauro na Sala de Estar”, de Rafael Urban. Em cena, a história da alemã Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, que estudou fotografia digital e fez cursos de edição de imagens para manter viva a memória do falecido marido, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina. Encerrando a faixa, o curta “A Cidade”, de Liliana Sulzbach. O documentário mostra a cidade de Itapuã, no Rio Grande do Sul, que já abrigou quase 1.500 pessoas durante mais de 70 anos de existência, mas que conta hoje com apenas 35 moradores, todos acima de 60 anos e com hábitos bem característicos.

Ainda na Quarta de Cinema, às 23h30, o episódio inédito da série “Luz & Sombra – Fotógrafos do Cinema Brasileiro” revela a trajetória de um profissional de olhar apurado e talento duplo: o fotógrafo e diretor de arte, Adrian Cooper. Inglês radicado no Brasil, Cooper se formou em artes plásticas antes de iniciar a carreira no audiovisual. No episódio, ele fala de seu trabalho como diretor em “Chapeleiros” (1983), e como diretor de arte e fotógrafo, em filmes como: “A Batalha do Chile” (1978), de Patrício Guzmán, “Marvada Carne” (1985), de André Klotzel, “Sonho sem fim” (1986), de Lauro Escorel, “ABC da Greve” (1979), de Leon Hirszman, “O Fio da Memória” (1991), de Eduardo Coutinho, e “Desmundo” (2002), de Alain Fresnot.

Na Terça das Artes, 31, às 23h30, o episódio inédito da série exclusiva “Caçadores da Alma” revela que as fotografias, em alguns casos, podem ser sonhos, fantasias e até mesmo delírios de seus autores. No episódio “Artes Que Dialogam com a Fotografia”, o cineasta Silvio Tendler apresenta depoimentos e trabalhos de renomados artistas como Walter Carvalho, Renan Cepeda, Lúcio Kodato, Fernando Naiberg e César Ovalle. Aristas consagrados que incorporam o cinema, a música, a pintura e a escultura como influências para a criação de suas imagens. “caçadores da Alma” foi produzida pela Caliban, com exclusividade para o Curta!.

Na Segunda da Música, 30, às 22h, os personagens, as canções e as histórias de uma das mais importantes bandas de rock do Brasil retornam ao Curta!, com a reapresentação do documentário exclusivo “Barão Vermelho: por que a gente é assim?”. O filme mostra a trajetória do grupo que surgiu em 1981, da vontade dos amigos Guto Goffi e Maurício Barros de criar uma banda de rock´n roll. Estão lá, desde o convite a Roberto Frejat, Dé Palmeira e a caça ao vocalista ideal, Cazuza, até suas mais recentes formações. É o percurso de um conjunto que marcou a música brasileira ao ser um dos precursores do chamado BROCK, movimento musical do rock nacional. Dirigido por Mini Kerti, o longa é uma coprodução entre o Barão Vermelho e a Conspiração Filmes, e teve financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

SEGUNDA DA MÚSICA

Barão vermelho: Por Que a Gente é Assim? (Documentário)
A produção trata da história de uma das bandas mais icônicas do rock nacional, precursora do movimento que mais tarde veio a se chamar BROCK, que trouxe ainda ao cenário musical Blitz, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Lobão, Ultraje a Rigor entre tantas outras bandas de rock. Reúne depoimentos dos músicos Frejat, Guto, Dé Palmeira, Maurício, Sergio Serra, Peninha, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos e Dadi Carvalho, nas diferentes formações da banda. Os primeiros ensaios filmados em super-8; o show no Teatro Ipanema, em 1983; os ensaios e shows no Circo Voador, a emblemática arena de shows dos anos 80; programas como Chacrinha e Raul Gil embalam o documentário. “Barão Vermelho – Por que a gente é assim?” revela ainda momentos pouco conhecidos do grande público, sobre a amizade e parceria musical de Brow e Caju, ou melhor, Frejat e Cazuza, e o processo criativo dos músicos que resultaram em emblemáticas músicas, preciosidades do rock nacional. Também mostra momentos difíceis, como os que resultaram na saída do vocalista da banda, sua doença e morte precoce. Guru da banda desde o início, Ezequiel Neves, é saudado com irreverentes imagens e lembranças carinhosas. Entrevistas com os pais de Cazuza: Lucinha e João Araújo, que na época era presidente da gravadora Som Livre, nos abre um lado familiar de Cazuza, pouco conhecido pelo público, além de mostrar a relação empresarial de pai e filho.

Diretora: Mini Kerti

Duração: 108 min.

Exibição: 30 de outubro, segunda-feira, às 21h.

Classificação: Livre

Horários alternativos:

Dia 31 de outubro, terça-feira, às 1h e às 15h;

Dia 01 de novembro, quarta-feira, às 15h30;

Dia 04 de novembro, sábado, 22h.

TERÇA DAS ARTES

Caçadores da Alma (Série)

Caçadores da Alma celebra a multiplicidade da fotografia. Diversos sotaques, culturas, paisagens, temas e formas de abordagem da realidade marcam a produção dirigida pelo cineasta Silvio Tendler e exibida pelo canal Curta!  São mais de 150 entrevistas com artistas de cerca de 20 países que falam sobre as tensões e conexões do ato de fotografar. Em estúdios, em galerias e nas ruas eles marcam o mundo contemporâneo com seus múltiplos olhares, linguagens, vocações e motivações. Fotógrafos consagrados e jovens talentos relembram trabalhos emblemáticos e mostram ensaios recentes. Martin Paar, Christinne Spengler, Fouad El Koury, Martha Cooper, Anne Abtibol, Evandro Teixeira, Walter Carvalho, Bob Wolfenson, J.R. Duran, Walter Firmo, Custódio Coimbra, Antonio Scorza, Cláudia Andujar, Cássio Vasconcellos, Claudia Jaguaribe, Vilma Slomp, João Roberto Ripper, Nair Benedicto, Orlando Azevedo, Adenor Gondin, Ana Carolina Fernandes, AF Rodrigues, Ratão Diniz, Luiz Baltar, Victor Dragonetti, entre tantos outros caçadores da alma participam da série.

Episódio inédito – Artes Que Dialogam com a Fotografia 

Nem sempre a fotografia expressa uma realidade. Muitas vezes é um retrato dos sonhos, delírios e fantasias dos autores. Os fotógrafos não apreendem, na maior parte dos casos, a alma do retratado, mas a sua própria alma. A fotografia, de tanto servir como suporte para registro de outras artes, as incorporou o cinema, a música, a pintura, a escultura como influência na criação de suas imagens. Nessa troca de técnicas, percepções estéticas e linguagens, a quebra de fronteiras enriquece a fotografia. Um filme inspira um ensaio fotográfico, um movimento da pintura é a base da criação de outro, a encenação serve de impulso para um fotograma. Por outro lado, vemos a fotografia que registra a música, a pintura e tantas outras formas de expressão.

Diretor: Silvio Tendler

Duração: 28 min

Estreia: 31 de outubro, terça-feira, às 23h30.

Classificação: Livre.

Horários alternativos:

Dia 01 de novembro, quarta-feira, às 3h30 e às 17h30;

Dia 02 de novembro, quinta-feira, 11h30;

Dia 04 de novembro, sábado, 21h.

QUARTA DE CINEMA

Ausência é o tema da faixa “A Vida é Curta”

Nesta quarta, a faixaexibe três produções que carregam uma grande bagagem de ausência na sua construção. São eles: “O Barqueiro”, “Ovos de Dinossauro na Sala de Estar” e “A Cidade”. A ficção “O Barqueiro”, de Jose Menezes e Lucas Justiano tem como personagem principal Sérgio, que é motorista do Serviço Funerário Municipal há mais de 20 anos e se especializou em serviços que outros motoristas têm dificuldade em realizar: a remoção de crianças. Em uma noite de inverno em particular, Sérgio espera por sua primeira chamada. Em seguida, o curta “Ovos de Dinossauro na Sala de Estar”, de Rafael Urban, apresenta a alemã Ragnhild Borgomanero, que fez cursos de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido esposo. Para finalizar, o curta “A Cidade”, de Liliana Sulzbach, apresenta a cidade de Itapuã (RS), uma comunidade com hábitos bem característicos, que abrigou 1454 pessoas durante mais de 70 anos de existência, mas conta hoje com apenas 35 moradores, todos acima de 60 anos.

Exibição: 01 de novembro, quarta-feira, às 20h.

Classificação: Livre

Horários alternativos:

Dia 02 de novembro, quinta-feira, às 00h e às 14h;

Dia 03 de novembro, sexta-feira, às 8h;

Dia 04 de novembro, sábado, às 14h.

Luz & Sombras (Série)

Luz & Sombra – Fotógrafos do Cinema Brasileiro é uma série documental que aponta suas lentes para aqueles que sempre estiveram por trás das câmeras. A cada episódio, observamos a trajetória de um importante fotógrafo cinematográfico, ouvindo suas experiências e revisitando os filmes que marcaram sua carreira.

Episódio inédito – A Arte de Adrian Cooper

Fotógrafo e diretor de arte inglês radicado no Brasil, é um dos raros profissionais de cinema que se alterna entre duas funções. Nascido em Devon, Inglaterra, formou-se em artes plásticas e, posteriormente, em cinema e televisão. Cooper fala de seu trabalho como Diretor em Chapeleiros(1983), e como diretor de arte e fotógrafo, em filmes como: A Batalha do Chile de Patrício Guzmán (1978), Marvada Carne de André Klotzel (1985), Sonho sem fim de Lauro Escorel (1986), ABC da Greve de Leon Hirszman(1979) e O Fio da Memória de Eduardo Coutinho (1991), Desmundo de Alain Fresnot. (2002).

Diretores: Betse de Paula e Jacques Cheuiche

Duração: 26 min

Estreia: 01 de novembro, quarta-feira, às 23h30.

Classificação: Livre

Horários alternativos:

Dia 02 de novembro, quinta-feira, às 3h30 e às 17h30;

Dia 03 de novembro, sexta-feira, às 11h30;

Dia 04 de novembro, segunda-feira, às 21h30.

QUINTA DO PENSAMENTO

Imortais da Academia (Série)

Ao longo de 42 episódios, a série Imortais da Academia faz um passeio pelo presente e pelo passado da Academia Brasileira de Letras. Essa caminhada por entre as eternizadas cadeiras de uma das mais respeitadas instituições culturais do país é conduzida pelos próprios acadêmicos e também por estudiosos de diferentes áreas. Os episódios mostram o espectro multifacetado que compõe a Academia e, por meio da genealogia de cada uma de suas quarenta cadeiras, contam a história não só da literatura nacional, mas do Brasil e de seu tempo. Isso porque a série revela a casa de Machado de Assis para além da congregação de ilustres pensadores brasileiros: também como um agente enraizado no tempo e no espaço, reflexo e propositor de transformações socioculturais em um país em constante transformação.

Episódio Inédito – Cadeira 7: letras e imagens em movimento

O sétimo episódio da série Imortais da Academia transita pela interseção entre o cinema e a literatura. Dedicado à cadeira de número 7 da Academia Brasileira de Letras, o episódio apresenta o atual ocupante, Nelson Pereira dos Santos – um dos mais importantes nomes do cinema nacional, célebre diretor de “Rio 40 Graus” e “Vidas Secas”, e primeiro cineasta a ser eleito para a ABL. O episódio aborda também a presença na Academia de nomes como Castro Alves, o famoso poeta dos escravos, Euclides da Cunha e seu emblemático “Os Sertões”, e Dinah Silveira de Queiroz, grande escritora que muito batalhou pela entrada de mulheres na ABL.

Diretor: Belisario Franca

Duração: 26 min

Estreia: 02 de novembro, quinta-feira, às 23h30.

Classificação: Livre.

Horários alternativos:

Dia 03 de novembro, sexta-feira, às 3h30 e às 17h30;

Dia 05 de novembro, domingo, às 00h;

Dia 06 de novembro, segunda-feira, às 11h30.

SEXTA DA SOCIEDADE

Sobral, o Homem Que Não Tinha Preço (Documentário)

Em 1999, um jovem advogado tem acesso a arquivos secretos de áudio do Superior Tribunal Militar, e encontra registros impressionantes de defesas de presos políticos durante a ditadura, um raio X dramático dos anos de chumbo. Nas gravações, umas das vozes que mais se ouve, indignada e desafiante, é a do jurista Sobral Pinto. A partir da descoberta destes arquivos históricos, o filme “Sobral – O Homem que Não Tinha Preço” leva o público a conhecer a figura singular de Sobral Pinto: a coragem, a ética, o humor, a fé, a luta incansável pela justiça – sem cobrar honorários nem aceitar favores. Com depoimentos de personagens como Luís Carlos Prestes e sua filha Anita Leocádia, Zuenir Ventura, e do próprio Sobral, impagável em seus relatos e opiniões, o filme resgata um dos maiores advogados da história do Brasil, que colocou a justiça acima de qualquer ideologia e desafiou todos os ditadores brasileiros do século 20, tornando-se um dos maiores defensores dos direitos humanos de que já se teve notícia

Diretora: Paula Fiuza

Duração: 90 min

Estreia: 03 de novembro, sexta-feira, às 22h30.

Classificação: Livre.

Horários alternativos:

Dia 04 de novembro, sábado, às 2h40 e às 11h30;

Dia 05 de novembro, domingo, 22h30;

Dia 06 de novembro, segunda-feira, 16h30.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 25 outubro, 2017 10:02


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