O pano da vida se desata no clipe da Zéfiro: “Andes”

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 9 maio, 2017 12:05

O pano da vida se desata no clipe da Zéfiro: “Andes”

Um ano depois se lançar com um EP, a banda brasiliense Zéfiro encerra esse ciclo com o clipe da faixa que dá nome ao trabalho. O vídeo de “Andes” é disponibilizado após a banda figurar em diversas listas de melhores do ano e de revelações, marcando assim o fim dos trabalhos do EP e o início dos preparativos para o primeiro disco completo da banda, previsto para ser lançado no início de 2018.

“Andes” é uma metáfora para o momento em que o indivíduo depara-se com a grandeza e a imponência do desconhecido. Ao mesmo tempo em que o novo amedronta o sujeito, também o faz andar. A letra fala da solidão, da frieza, mas de forma a naturalizar esses sentimentos. É a descrição das paisagens da caminhada e as mudanças de rumo sem nunca descrever a chegada, porque a caminhada da vida se dá em ciclos e não em linha reta.

“Pensamos num pano que fizesse alusão a uma esteira interminável. Pensamos no branco por conta de seu vazio. Pensamos numa paisagem onírica. O diretor propôs que pegássemos esses elementos e os expandíssemos para outros usos, que fizessem alusão a diferentes momentos de vida e não só à caminhada. Dessa forma, ele teria um significado ambíguo, ora servindo de alimento, ora funcionando como algo que sufoca”, explica Pedro Menezes, guitarrista e vocalista da Zéfiro.

O vídeo foi dirigido e gravado por Tiago Miollo no teatro do Espaço Usina, em Brasília, e tem a atriz Juliana Drummond como protagonista. A produção é de Tiago Miollo e Maiara Rossi, com direção de fotografia e montagem por Pedro Bedê (dos vídeos de “Amanheceu”, da Scalene, e “Ilha”, da Dona Cislene) e finalização pelo Mamelungo Studio.

“De certa forma, o vídeo é uma homenagem da própria banda ao trabalho que concretizamos”, comenta Pedro antes de sentenciar: “O próximo trabalho de estúdio está em fase de pré-produção e deve ser lançado no início de 2018. A proposta mantém-se a mesma, mas um pouco mais madura: fazer música intensa, delicada e que desafie os arranjos tradicionais”.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 9 maio, 2017 12:05


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