Após ser exibido no Festival de Tiradentes, ‘Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava’ chega em São Paulo

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 23 março, 2017 11:41

HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA, dirigido por Fernanda Pessoa, foi um dos destaques dos Festival de Cinema de Tiradentes em janeiro e considerado pelo crítico Inácio Araújo, da Folha de S. Paulo, “um dos mais significantes eventos do ano no ramo da arte”. Agora o público de São Paulo poderá assisti-lo por conta da retrospectiva do mesmo Festival, e será exibido no Cinesesc no dia 29 de março às 19h.

O filme realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, com foco nos 1970, a partir apenas de imagens oriundas de 30 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 70.

HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA também já foi exibido nas sessões competitivas do Festival Thessaloniki Documentary Festival, na Grécia e do Cinélatino 29e Rencontres de Toulouse. Trata-se de um documentário de montagem, ou de remploi, feito inteiramente com imagens e sons das pornochanchadas, sem entrevistas ou off. Temas como a luta armada, a violência do Estado, o milagre econômico, a “era de aquarius” e a modernização do país são abordados de forma divertida e inusitada, através de uma montagem criativa e associação inesperada de imagens.

O filme relembra e analisa um período histórico brasileiro através da sua produção cinematográfica hegemônica, provocando uma reflexão não somente sobre o período histórico retratado, mas também sobre o próprio cinema enquanto construtor da história e da memória coletiva.

Sobre a diretora:

Fernanda Pessoa é cineasta e artista visual. Formada em cinema pela FAAP (2010) e mestre em Cinema e Audiovisual pela Université Sorbonne Nouvelle (2013), sob a direção de Philippe Dubois. HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA é seu primeiro longa metragem.

Desde 2011 desenvolve um trabalho de interação entre cinema e artes visuais, com foco na pesquisa do cinema em super 8mm e 16mm e na utilização de found footage. Dirigiu cinco curtas-metragens, exibidos em festivais nacionais e internacionais. Em 2014 foi selecionada no edital de Artes Visuais do 18o Cultura Inglesa Festival, com o projeto Estações, uma instalação fílmica com quatro projetores 16mm. Em 2016, realizou no MIS-SP a videoinstalação Prazeres Proibidos, sobre a censura aos filmes de pornochanchada durante o regime militar.

Produtoras

Pessoa Produções foi fundada por Fernanda Pessoa em 2014 e atua na fronteira entre o cinema e as artes visuais, além de prestar serviços na área de publicidade e trabalhos institucionais.  Produziu os curtas “Pesadelo de Classe” e “Libação”, ambos exibidos na Mostra de Tiradentes.

Studio Riff é uma produtora audiovisual com foco em realização documental para cinema, televisão e internet. Atualmente desenvolve dois longas metragens documentais. Produziu 7 curtas-metragens e 2 médias metragens. “Diálogos” (35, 2011) ganhou o prêmio de Melhor filme no Festival Cinesul 2012. “Cidade Improvisada” (19’, 2012), ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Visões Periféricas e foi selecionado para mais de 30 festivais nacionais e internacionais. “100% Boliviano, Mano” (2013, 15’), curta-doc, ganhou o prêmio de Melhor Curta Educativo pelo Festival Entretodos de Direitos Humanos 2013 e o curta “Janaína” venceu o prêmio Visão Social no mesmo festival.

Serviço:

Sessão: HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA
Dia 29 de março – quarta-feira
Horário: 19h
Local: Cinesesc – Rua Augusta, 2075
Ingresso: (comerciario) R$ 3,50 – (meia)R$ 6,00 – (inteira)R$ 12,00

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 23 março, 2017 11:41


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