A performer e ativista boliviana María Galindo participa de debate no Oi Futuro pelo Ciclo Ato Criador. Mesa, com tema ‘Corpos Fluidos’, discutirá sexualidade e engajamento feminino

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 19 setembro, 2016 12:05

A performer e ativista boliviana María Galindo participa de debate no Oi Futuro pelo Ciclo Ato Criador. Mesa, com tema ‘Corpos Fluidos’, discutirá sexualidade e engajamento feminino

No dia 20 de setembro, no Oi Futuro no Flamengo, o Ciclo Ato Criador, em seu 10º ano, apresenta a mesa “Corpos Fluídos”, com a participação da performer boliviana María Galindo, da Rainha das Festas Tchaka, personagem drag queen do ator Valder Bastos e da especialista em sexualidade e transexualidade Alessandra Ramos. Neste ano, quando celebra uma década de atividade, o Ciclo Ato Criador – Outros Possíveis busca lançar uma luz sobre a estética da existência e de novos modos de criação de mundos, criação de possíveis. Nesse encontro, o foco estará em sexualidade e engajamento feminino.

Há uma década, a atriz e produtora Ana Lúcia Pardo reúne grandes personalidades da cultura, da economia, da política, da comunicação, do meio ambiente e de outros saberes na busca por uma reflexão interdisciplinar do mundo em que vivemos. Criada em 2006 com o título de “A Teatralidade do Humano”, essa série completa 10 anos com o Ciclo Ato Criador – Outros Possíveis, que tem o objetivo principal de instigar o pensamento e mostrar a capacidade humana de se reinventar. Este ano, a ideia é focar ainda mais nessa necessidade de transformação, com mesas-redondas, palestras, oficinas e debates guiados pelo tema ‘Outros Possíveis’. O objetivo é apontara a emergência de novas ideias, concepções e alternativas que exigirá um processo de transformação do mundo.

Neste mês de setembro, uma parte das atividades do Ciclo Ato Criador – Outros Possíveis é integrada à programação do Festival Nacional de Cultura Popular – Interculturalidades realizado pelo Centro de Artes da UFF e o Ministério da Cultura no âmbito do Programa Maratona Cultural UFF 2016. Com isso, o Ciclo Ato Criador – Outros possíveis vai ocupar, além do Oi Futuro, espaços do Centro de Artes UFF e dos municípios de Mesquita, Belford Roxo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Japeri. Nomes como o político espanhol do Podemos, Juan Carlos Monedero, a performer boliviana María Galindo, o poeta Nelson Maca, a cantora Deize Tigrona e a religiosa Mãe beata de Yemanjá estão entre os participantes.

Esta é a 6ª edição do evento, realizado desde 2006 no Oi Futuro, com patrocínio da Oi e do Governo do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Estado de Cultura e pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, sob a curadoria e supervisão da atriz, jornalista e gestora cultural Ana Lúcia Pardo. Neste ano, a série também recebe o apoio do Consulado da França no Rio de Janeiro.

“Acredito que a questão central que nos atravessa atualmente é que vivemos em um mundo em convulsão, diante do esgotamento de um modelo de desenvolvimento que está aniquilando o planeta e todos os seres vivos”, analisa Ana Lúcia Pardo. “Como se o mundo criado por nós mesmos, os humanos, se deparasse na nossa frente a nos indagar: ‘É isso mesmo que vocês queriam para vocês?’ Como se todas as estruturas criadas estivessem ruindo ao mesmo tempo, deixando à mostra todas as suas fragilidades e imperfeições, um esgotamento do possível.

Para a gestora cultural, diante desse quadro problemático, somos obrigados a rever nosso sistema de vivência no planeta, de relações interpessoais, de questões ambientais, culturais, artísticas, políticas, econômicas… “É justamente do impossível que precisamos criar os possíveis. Em minha opinião, essa revisão geral vai implicar em uma mudança radical de comportamento individual e coletivo. E quem são os atores e autores desse processo senão nós mesmos?”, questiona.

Até o fim do ano, já estão confirmados seis participantes internacionais (Japão, França, Espanha, México e Bolívia) e de diferentes áreas de pensamento e atuação (Filosofia, Ciência Política, Psicanálise, História, Corpo, Dança, Performance). Além dos convidados internacionais, mais de 50 convidados nacionais (teóricos, artistas, gestores, grupos e coletivos artísticos), de diversas localidades do país (Rio, São Paulo, Amazonas, Bahia, Porto Alegre, Belém, Pernambuco, Distrito Federal) estarão nas mesas de debates. Veja abaixo a programação de setembro.

SERVIÇO
Data: 20/09 – terça-feira, a partir das 19h
Teatro Oi Futuro Flamengo
Endereço: 
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Telefone: (21) 3131-3060

Mesa: Corpo Fluido
María Galindo
Uma das fundadoras do coletivo boliviano Mujeres Creando. Fundado em 1992 por um grupo de ativistas que questionavam a postura clássica da esquerda que o Mujeres Creando. No Brasil, o Mujeres Creando viveu uma polêmica na 31° Bienal de Arte de São Paulo, em 2014.

Rainha das Festas TchaKa
Personagem do ator Valder Bastos, que estudou artes dramáticas na Escola Teatro Macunaíma (SP), é advogada defensora dos direitos LGBTT e uma das apresentadoras da Parada Gay em São Paulo.

Alessandra Ramos
Alessandra Ramos é graduada em Produção Cultural, especialista em gênero e sexualidade e transexualidade, tradutora e intérprete de língua inglesa e LIBRAS – língua brasileira de sinais, com mais de 20 anos de experiência na área da surdez e ativista social, hoje integra a equipe do mandato do Deputado Federal Jean Wyllys, onde atua como assessora para assuntos relacionados ao povo negro, acessibilidade e populações LGBTQI, com especial foco na população trans.

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 19 setembro, 2016 12:05


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