IMS-RJ realiza a mostra Cinema e ciência, com a presença de Mayana Zatz, Artur Avila e Marcelo Szpilman

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 14 abril, 2016 17:41

Entre os dias 21 de abril e 8 de maio, acontece, no cinema do IMS-RJ, Cinema e ciência, um ciclo de filmes e debates dedicados às ciências. Trata-se de uma iniciativa conjunta do IMS com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) para celebrar o centenário desta sociedade científica honorífica fundada em 3 de maio. Serão exibidos documentários e ficções que abordam os mais diferentes aspectos das ciências, da biologia marinha até a física nuclear, incluindo obras em 35 mm e inéditas no país, como os curta-metragens dirigidos pelo francês Jean Painlevé (1902-1989). O evento promoverá sessões de filmes seguidas de conversas com importantes cientistas brasileiros e estrangeiros, como Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), que debaterá o filme Gattaca – Experiência genética. O ciclo também terá a presença dos matemáticos Artur Avila, vencedor da Medalha Fields em 2014, e Étienne Ghys, professor da École Normale Supérieure de Lyon e pesquisador do Centre Nationale de la Recherche Scientifique, ambos na França. Os dois conversarão com o público sobre Gênio indomável, de Gus Van Sant.

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No dia de abertura, quinta-feira, 21, às 19h, será exibido o filme Uma breve história do tempo, de Errol Morris, baseado no livro homônimo de Stephen Hawking, em uma sessão seguida de debate com George Matsas, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp. Na sexta-feira, 22, também às 19h, ocorrerá a projeção do filme Ex_machina: instinto artificial – vencedor do Oscar 2016 de efeitos visuais –, de Alex Garland, que será debatido por André Ponce de Leon F. de Carvalho, professor do Departamento de Ciências da Computação da USP-São Carlos.

Microcosmos – Fantástica aventura da natureza, dirigido por Claude Nuridsany e Marie Pérennou, será exibido na quinta-feira, 28, às 19h, e logo após acontecerá uma conversa com Ricardo Monteiro, entomologista e professor do departamento de Ecologia da UFRJ. No sábado, 30, às 18h, a sessão de Interestelar, de Christopher Nolan, será acompanhada por um encontro com Martin Makler, físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

Outros destaques da mostra são as projeções em 35 mm dos curta-metragens sobre fauna marinha realizados por Jean Painlevé desde a década de 1920, que serão comentados por Marcelo Szpilman, diretor do Aquário Marinho do Rio, na sexta-feira, 29, às 19h. Será exibido também, em 35 mm, o documentário Out of the Present, de Andrei Ujica, realizador de Videogramas de uma revolução e Autobiografia de Nicolae Ceausescu. O filme acompanha a trajetória de dois cosmonautas que partem em missão espacial durante o fim do regime soviético e retornam a Terra em 1992 como russos. Esta sessão do dia 1º de maio, às 19h, será seguida por uma conversa com José Monserrat Filho, especialista em direito espacial.

No fim de semana de encerramento da mostra, acontecerão dois debates, ambos no sábado, 7 de maio: o primeiro deles com Mayana Zatz, professora titular do Instituto de Biociências da USP e renomada geneticista brasileira, que discutirá o filme Gattaca – Experiência genética com o público após a sessão das 14h. Às 18h, ocorrerá um debate em torno de Gênio indomável, ficção de Gus Van Sant, com a presença dos matemáticos Artur Avila e Étienne Ghys, com a mediação de João Moreira Salles.

Para João Fernando G. de Oliveira, vice-presidente da ABC e professor titular da Escola de Engenharia de produção da USP-São Carlos, “a mostra Cinema e ciência nos conduz a uma viagem fascinante ao mundo da ciência pela experiência mágica do cinema. A ideia de reunir grandes cientistas para discutir os filmes permite identificar a fronteira entre a realidade científica e a ficção e responde às perguntas que sempre guardamos na mente após assistir a esse tipo de filme.”

Os ingressos custam 8 reais (inteira) e 4 reais (meia-entrada) e podem ser adquiridos na recepção do IMS ou pelo site www.ingresso.com.

Veja a programação do evento (clique aqui!)

Quinta-feira | 21 de abril

16h
A febre da partícula, de Mark Levinson (EUA, 2013, 99’)

19h
Uma breve história do tempo, de Errol Morris (EUA, 1991. 84’)
Debate com George Matsas, professor titular do Instituto de Física Teórica da Unesp

Sexta-feira | 22 de abril
16h
A vida privada das plantas, de David Attenborough (Reino Unido, 1995. 100 min)
Episódios Viajando e Crescendo

19h
Ex_machina: instinto artificial, de Alex Garland (Reino Unido, 2015. 108’, 14 anos)
Debate com André Ponce de Leon F. de Carvalho, professor titular do Departamento de Ciência da Computação da USP

Sábado | 23 de abril
16h
Para todo sempre, de Michael Madsen (Dinamarca, Finlândia, Suécia, Itália, 2010. 75 min)

18h
Interestelar, de Christopher Nolan (EUA, Reino Unido, 2014. 169’, 10 anos)

Domingo | 24 de abril

16h
Microcosmos – Fantástica aventura da natureza, de Claude Nuridsany e Marie Pérennou (França, Suíça, Itália, 1996. 80’)

18h
Para todo sempre, de Michael Madsen (Dinamarca, Finlândia, Suécia, Itália, 2010. 75 min)

Terça-feira | 26 de abril

16h
A febre da partícula, de Mark Levinson (EUA, 2013, 99’)

19h
Uma breve história do tempo, de Errol Morris (EUA, 1991. 84’)

Quarta-feira | 27 de abril

16h
Copenhagen, de Howard Davies (Reino Unido, 2002. 90’)

19h
Projeto Nim, de James Marsh (Reino Unido, EUA, 2011. 93 min)

Quinta-feira | 28 de abril

16h
A vida privada das plantas, de David Attenborough (Reino Unido, 1995. 100 min)
Episódios Viajando e Crescendo

19h
Microcosmos – Fantástica aventura da natureza, de Claude Nuridsany e Marie Pérennou (França, Suíça, Itália, 1996. 80’)
Debate com Ricardo Monteiro, professor associado da UFRJ

Sexta-feira | 29 de abril

16h
Projeto Nim, de James Marsh (Reino Unido, EUA, 2011. 93 min)

19h
Curtas – Filmes de Jean Painlevé, Geneviève Hamon e J.C. Mol
Do reino dos cristais (Holanda, 1927. 14’)
O polvo (França, 1927. 13’)
O cavalo-marinho (França, 1933. 14’)
Ouriços-do-mar (França, 1954. 11’)
Histórias de camarões (França, 1964. 10’)
A vida amorosa do polvo (França, 1967. 14’)
Ácera, ou o baile das bruxas (França, 1972. 13’)
Cristais líquidos, de Jean Painlevé (França, 1978. 6’)
Debate com o biólogo marinho Marcelo Szpilman, diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio (AquaRio) e Belita Koiller,doutora em Física pela Universidade da Califórnia em Berkeley e professora titular da UFRJ

Sábado | 30 de abril

16h
Out of the Present, de Andrei Ujica (Alemanha, 1999. 96’)

18h
Interestelar, de Christopher Nolan (EUA, Reino Unido, 2014. 169’, 10 anos)
Debate com Martin Makler, doutor em Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)

Domingo | 1 de maio

16h
Curtas – Filmes de Jean Painlevé e J.C. Mol
Do reino dos cristais (Holanda, 1927. 14’)
O polvo (França, 1927. 13’)
O cavalo-marinho (França, 1933. 14’)
Ouriços-do-mar (França, 1954. 11’)
Histórias de camarões (França, 1964. 10’)
A vida amorosa do polvo (França, 1967. 14’)
Ácera, ou o baile das bruxas (França, 1972. 13’)
Cristais líquidos, de Jean Painlevé (França, 1978. 6’)

19h

Out of the Present, de Andrei Ujica (Alemanha, 1999. 96’)
Debate com José Monserrat Filho, com extensa experiência na área de direito espacial, tendo acompanhado desde o início o projeto espacial brasileiro

Sábado | 7 de maio

14h
Gattaca – Experiência genética, de Andrew Niccol (EUA, 1997. 106’, 12 anos)
Debate com Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL)

18h45
Gênio indomável, de Gus Van Sant (EUA, 1997. 126’)
Debate com Étienne Ghys, matemático, diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, e Artur Avila, o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. A mediação será de João Moreira Salles.

Sobre os debatedores

George Matsas é doutor pelo Instituto de Física Teórica da Unesp, fez pós-doutorado na Universidade de Chicago e é livre-docente pelo Instituto de Matemática da Unicamp. Atualmente é professor titular no Instituto de Física Teórica da Unesp e membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Trabalha na interface entre relatividade geral e mecânica quântica.

André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho é doutor em engenharia eletrônica pela University of Kent at Canterbury e professor titular da USP. É pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), diretor do Centro de Aprendizado de Máquina em Análise de Dados da USP e atua como revisor ad hoc de várias fundações nacionais e internacionais de apoio à pesquisa. Tem experiência na área de ciência da computação, com ênfase em aprendizado de máquina, mineração de dados e ciência de dados. É também um dos autores do livro Inteligência artificial – Uma abordagem de aprendizado de máquina, que recebeu em 2012 o Prêmio Jabuti na categoria Tecnologia e Informática.

Ricardo Monteiro é doutor em ciências biológicas (ecologia) pela Unicamp e professor associado da UFRJ. Tem experiência na área de ecologia geral, com ênfase em ecologia de insetos. Atua também nas interfaces de ensino, conservação e extensão em atividades e projetos.

Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com pós-graduação executiva em meio ambiente (MBE) pela Coppe/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres marinhos perigosos (1998), Peixes marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Cofundador e diretor-executivo do Instituto Ecológico Aqualung por 22 anos, indicado à personalidade 2015 na categoria Sociedade/Sustentabilidade do Prêmio Faz Diferença do Globo, atualmente é diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, diretor do Projeto Tubarões no Brasil, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.

Belita Koiller é doutora em física pela Universidade da California em Berkeley (1975). Atualmente é professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1995 e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Física. Tem experiência na área de física, com ênfase em física da matéria condensada. Foi editora da Revista Brasileira de Física (atual Brazilian Journal of Physics) e, em 2005, recebeu o Prêmio Unesco/L’Oréal para Mulheres na Ciência, que premia anualmente uma pesquisadora de cada continente do mundo. No ano de 2010, foi agraciada pela Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz e eleita para a Academia de Ciências do Mundo (TWAS).

Martin Makler nasceu aos dois anos no Rio de Janeiro. É doutor em física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde atualmente exerce a função de pesquisador titular. É membro do Coherent Neutrino-Nucleus Interaction Experiment, coordena o SOAR Gravitational Arc Survey e a participação brasileira no CFHT Stripe 82 Survey e no VISTA-CFHT Stripe 82 Survey. Foi proponente da participação brasileira na colaboração internacional Dark Energy Survey. Tem experiência nas áreas de astronomia e física, com ênfase em cosmologia, e atua na área de divulgação e popularização científica. Em 2002, ofereceu consultoria em relatividade geral para a escrita do roteiro de Casa de areia (2005), filme de Andrucha Waddington.

José Monserrat Filho é vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, diretor honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica e ex-chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB), além de atuar como jornalista e jurista. Monserrat possui uma extensa experiência na área de direito espacial, tendo acompanhado desde o início o projeto espacial brasileiro.

Mayana Zatz tem pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da Califórnia (UCLA, 1977). É professora titular de genética do Instituto de Biociências da USP, coordenadora do Cepid/Fapesp Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) e do Instituto Nacional de Células-Tronco (INCT) em doenças genéticas, membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS). Tem experiência na área de genética, com ênfase em genética humana e médica. É autora do livro GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam.

Étienne Ghys é diretor de pesquisas no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da École Normale Supérieure de Lyon, membro da Academia Francesa de Ciências e membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências. É um dos criadores da Maison de Mathématiques et Informatique em Lyon e cofundador da International Summer School of Mathematics for Young Students. Sua atuação tem foco nas áreas de geometria, topologia e sistemas dinâmicos. Em 2015, recebeu o Prêmio Clay por disseminação de conhecimento matemático.

Artur Avila nasceu no Rio de Janeiro em 1979 e naturalizou-se francês. Foi o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. Atualmente é pesquisador da Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), na França. Ganhou notoriedade no meio científico por solucionar, aos 26 anos, um problema matemático conhecido como “conjectura dos dez Martinis”, exposto em 1980 pelo norte-americano Barry Simon. Tem experiência na área de matemática, com ênfase em sistemas dinâmicos.

Veja a programação as sinopses dos filmes (clique aqui!)

(Reino Unido, 2002. 90’)
Com Francesca Annis, Daniel Craig e Stephen Rea.

Adaptação da peça homônima de Michael Frayn, baseada no histórico encontro, em 1941, entre Niels Bohr e Werner Heisenberg, físicos cuja parceira ajudaria a estabelecer as bases teóricas para a construção da bomba atômica. Com o estouro da II Guerra, os dois passaram a ocupar lados opostos do conflito.

Uma breve história do tempo (A Brief History of Time), de Errol Morris
(EUA, 1991. 84’)
Com Stephen Hawking, Isobel Hawking e Janet Humphrey.
Música original por Philip Glass.

Errol Morris filma o pioneiro astrofísico Stephen Hawking, afligido por uma doença degenerativa que afeta os neurônios motores e que o deixou sem voz e sem poder usar os membros. Uma engenhosa narrativa de adversidade pessoal, triunfo profissional e investigação cosmológica, o documentário de Morris analisa a forma como o colapso no corpo de Hawking foi acompanhado pela desenfreada expansão da sua imaginação. A vida de Hawking é contada por meio das vozes de seus companheiros de pesquisa e entes próximos, ao mesmo tempo em que são apresentadas de modo acessível algumas das teorias de Uma breve história do tempo, seu best-seller homônimo.

Interestelar (Interstellar), de Christopher Nolan
(EUA, Reino Unido, 2014. 169’, 10 anos)
Com Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Marlon Sanders, Wes Bentley e Jessica Chastain

Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de identificar planetas capazes de abrigar colônias humanas. O astronauta Cooper aceita a missão, sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá em uma jornada própria para também tentar salvar a população do planeta.

A produção do filme contou com a consultoria do físico Kip Thorne, um dos responsáveis pelo experimento que provou a existência das ondas gravitacionais. Em entrevista à revista Scientific American, Thorne comentou: “O que eu defendo, e acredito que Chris [Christopher Nolan] defenderia também, é que, em grande medida, a ciência pode dar origem a ideias maravilhosas para um filme, que podem, na maioria das vezes, ser melhores que aquelas criadas unicamente pela cabeça de um roteirista.”

Gattaca – Experiência genética(Gattaca), de Andrew Niccol
(EUA, 1997. 106’, 12 anos.)
Com Ethan Hawke, Uma Thurman e Jude Law.

Em um futuro em que os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, as pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Vincent Freeman, um “inválido”, consegue um lugar de destaque na corporação escondendo sua verdadeira origem, mas um misterioso caso de assassinato pode expor seu passado.

Microcosmos – Fantástica aventura da natureza (Microcosmos: le peuple de l’herbe), de Claude Nuridsany e Marie Pérennou
(França, Suíça, Itália, 1996. 80’)
Música original por Bruno Coulais.

A vida dos insetos em prados e lagoas filmada em close-ups, câmera lenta e time-lapses. Exibido no Festival de Cannes em 1996 e vencedor do Grande Prêmio Técnico, o filme mostra cenas cotidianas da vida dos mais diversos insetos, como a colheita de néctar das abelhas, joaninhas comendo migalhas, aranhas envolvendo suas presas, o acasalamento de caracóis, o nascimento de um mosquito e um escaravelho que empurra uma bola de estrume incansavelmente ladeira acima.

Ex_machina: instinto artificial (Ex Machina), de Alex Garland
(Reino Unido, 2015. 108’, 14 anos.)
Com Alicia Vikander, Domhnall Gleeson e Oscar Isaac.

Caleb, um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha. O prêmio: passar uma semana na casa de Nathan Bateman, o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava, uma robô com inteligência artificial. O filme foi vencedor do Oscar 2016 na categoria Efeitos Visuais.

Gênio indomável (Good Will Hunting), de Gus Van Sant
(EUA, 1997. 126’)
Com Matt Damon, Robin Williams e Ben Affleck.

Em Boston, um jovem de 20 anos, que já teve algumas passagens pela polícia, revela-se um brilhante matemático.

Out of the Present, de Andrei Ujica
(Alemanha, 1999. 96’)
Com Anatoli Arzebarski, Sergei Krikalev e Helen Sharman.

Em maio de 1991, o cosmonauta soviético Sergei Krikalev embarcou em uma missão para a estação espacial Mir, onde permaneceria por dez meses – duas vezes mais do que o planejado. Durante o tempo em que esteve no espaço, o Golpe de Agosto tomou lugar em Moscou, o que resultaria no colapso da União Soviética. Quando Krikalev voltou a Terra, em março de 1992, seu país se chamava Rússia.

Out of the Present é um documentário de Andrei Ujica que inclui as primeiras filmagens em 35 mm feitas no espaço, de acordo com instruções do próprio Ujica e de Vadim Yusov, diretor de fotografia de Solaris, de Andrei Tarkovsky

CURTAS 1

Nesta sessão, serão apresentados sete curta-metragens de Jean Painlevé realizador e biólogo francês especializado em fauna marinha – alguns deles dirigidos em parceria com Geneviève Hamon, sua companheira e colaboradora. A produção de Painlevé é composta por mais de 200 títulos dedicados às ciências naturais e realizados entre os anos 1920 e 1980.

Será exibido também Do reino dos cristais, filme do cineasta e cientista holandês Jan Cornelis Mol, que começou a realizar filmes também na década de 1920. Rigor científico e delicadeza plástica são características comuns ao trabalho dos dois cineastas.

Do reino dos cristais(Uit het rijk der kristallen), de J.C. Mol
(Holanda, 1927. 14’)

Um dos pioneiros do cinema científico holandês, J.C. Mol apresenta uma variedade de formas de cristalização vistas através de um microscópio. À época de lançamento, o filme fez sucesso tanto entre cientistas quanto nos círculos de cineastas vanguardistas holandeses, dentre os quais Joris Ivens. Devido a seu caráter abstrato de grande beleza plástica, o filme se tornou uma referência entre os filmes de vanguarda produzidos nos anos 1920 e 1930.

O polvo (La Pieuvre), de Jean Painlevé
(França, 1927. 13’)

Primeiro filme de Jean Painlevé exibido publicamente, O polvo é uma observação científica da alimentação, da respiração e da movimentação de um polvo. O filme foi reverenciado por uma audiência composta, entre outros, pelos pintores Pablo Picasso, Fernand Léger e Marc Chagall.

O cavalo-marinho (L’Hippocampe), de Jean Painlevé
(França, 1933. 14’)

O cavalo-marinho é um dos primeiros filmes a ser rodado embaixo d’água. Para filmar a locomoção do cavalo-marinho, o único peixe vertical, o realizador e biólogo francês Jean Painlevé utilizou uma câmera 35 mm protegida por uma pequena caixa à prova d’água.

Painlevé apresenta ainda o particular modo de reprodução do animal, em que o macho dá à luz depois que a fêmea deposita os ovos em sua bolsa, e o desenvolvimento dos embriões.

Ouriços-do-mar (Oursins), de Jean Painlevé
(França, 1954. 11’)

Jean Painlevé analisa o comportamento de dois tipos de ouriços-do-mar a partir de recursos técnicos como aceleração e ampliação de imagens, revelando detalhes anatômicos invisíveis a olho nu.

Histórias de camarões(Histoires de crevettes), de Jean Painlevé e Geneviève Hamon
(França, 1964. 10’)

Jean Painlevé investiga a nutrição, a reprodução e a muda de pele de camarões. Segundo o diretor: “Como todo crustáceo, o camarão de espécie Palemon vulgaris faz a muda, isto é, troca de pele. Ela é menos extraordinária que a muda dos insetos, em que o animal é inteiramente destruído antes de se reconstituir em um animal diferente, mas é igualmente tocante, já que se essa muda (primeiro todos os dias, durante as semanas seguintes e finalmente todos os meses) não se completa, ele acabará por morrer.”

A vida amorosa do polvo (Les Amours de la pieuvre), de Jean Painlevé e Geneviève Hamon
(França, 1967. 14’)

Essa observação científica da vida reprodutiva de um polvo foi filmada em um aquário por um período de dez anos, investigando como se move, como se alimenta, como respira, qual é seu habitat – uma abertura nas rochas. Para revelar o desenvolvimento dos embriões, a câmera de Painlevé acelera a imagem em até 1400 vezes.

Ácera, ou o baile das bruxas (Acera ou le bal des sorcières), de Jean Painlevé e Geneviève Hamon
(França, 1972. 13’)

Filme científico que descreve a reprodução dos áceros, um tipo hermafrodita de molusco que mede aproximadamente 5 cm. Sua cópula é realizada em cadeia, como descreve Painlevé: “O animal do topo faz o papel de fêmea, o do fim, o papel de macho. Todos os intermediários têm um duplo papel: fêmea para o seguinte, macho para o anterior.” Neste ritual de acasalamento, para atrair parceiros, os áceros dançam.

Cristais líquidos (Cristaux liquides), de Jean Painlevé
(França, 1978. 6’)

Jean Painlevé realiza um estudo microscópico da estrutura molecular dos cristais líquidos e suas formações multicoloridas, que variam de acordo com temperatura, luz e pressão às quais estão submetidos .

A febre da partícula(Particle Fever), de Mark Levinson
(EUA, 2013, 99’)

O filme acompanha os experimentos no Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider – LHC), perto de Genebra, na Suíça. Segue os físicos experimentais no CERN (Centro Europeu para Pesquisa Nuclear), que dirigem os experimentos, assim como os físicos teóricos que tentam fornecer um quadro conceitual para os resultados apresentados. O filme começa em 2008, com o primeiro disparo do Grande Colisor de Hádrons e acompanha os experimentos científicos até 2012, com a identificação da partícula de Higgs.

A vida privada das plantas(The Private Life of Plants), de David Attenborough

Episódios Viajando e Crescendo
(Reino Unido, 1995. 100 min)

A vida privada das plantas é uma série de documentários produzidos pela BBC, escrita e apresentada por David Attenborough. É um estudo do crescimento, do movimento, da reprodução e da sobrevivência das plantas. É a segunda da série de pesquisas especializadas de Attenborough, que começou com A vida na terra (Life on Earth, 1979). Cada um dos seis episódios discute aspectos do ciclo de vida de uma planta, com exemplos de espécies ao redor do mundo – das sequóias da Califórnia, de 90 metros, às plantas únicas de Bornéu.

Projeto Nim (The Project Nim), de James Marsh
(Reino Unido, EUA, 2011. 93 min)

Dirigido por James Marsh, premiado com o Oscar de melhor documentário por O equilibrista (Man on Wire, 2008), o filme mostra a história de Nim, o chimpanzé que em 1970 se tornou o foco de um experimento realizado para provar que um símio poderia aprender a se comunicar por meio de linguagem se fosse criado como um bebê humano.

Para todo sempre (Into Eternity: A Film for the Future), de Michael Madsen
(Dinamarca, Finlândia, Suécia, Itália, 2010. 75 min)

Todos os dias, no mundo inteiro, grandes quantidades de lixo radioativo são depositadas em contêineres provisórios e vulneráveis. Na Finlândia, o primeiro depósito permanente de lixo radioativo está sendo construído: um enorme sistema de túneis subterrâneos cavados em rocha sólida. Esse depósito precisa durar 100 mil anos – tempo em que a sucata radioativa permanece nociva. Depois de fechado, o local não pode mais ser reaberto. No entanto, dúvidas surgem sobre a capacidade de controlar hoje o que poderá acontecer no futuro.

SERVIÇO

INGRESSOS
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

Ingressos disponíveis também em www.ingresso.com
Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea – Rio de Janeiro – RJ
21 3284 7400

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 14 abril, 2016 17:41


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