Série de ficção “Insônia” estreia no Canal Brasil nesta sexta, 1° de abril

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 28 março, 2016 17:02

Com direção geral de Darcy Burger, direção de Hudson Viana e financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, Insônia é uma realização da B2 Filmes e chega ao Canal Brasil nesta sexta (1º). Clarice Niskier assina a preparação de elenco e Roberta Canuto o roteiro.

Em 13 episódios de 24 minutos  a série narra as desventuras de um jornalista apaixonado por jazz, xadrez e mulheres. Com um clima noir e pitadas de humor, Insônia é uma crônica urbana sobre um trintão notívago (Leon, interpretado por Matheus Lima) que acredita que se tornou um vampiro após uma tórrida noite de amor com sua musa e colega de redação (a personagem Flávia, vivida por Monica Bittencourt).

Os episódios são construídos a partir de uma história que conduz toda a narrativa da série, abrindo espaço para que tramas paralelas protagonizadas pelos outros personagens sejam o diferencial de cada capítulo. Tudo isso em meio a traições, assassinatos em série nas ruas de Botafogo, sonhos vampirescos e uma batalha diária, e nem sempre ética, por um lugar ao sol na redação de um grande jornal.

Coincidentemente (ou não), à medida que o protagonista vai ganhando hábitos estranhos, como um vício incontrolável por suco de tomate, inicia-se uma onda de assassinatos de moças na noite do Rio de Janeiro, e se estabelece assim um mistério insondável que faz de um jovem jornalista de cultura um vampiro em potencial, pelo menos na sua fértil imaginação. As sequências extras narrativas, quando o personagem divaga sobre fatos do passado, sonhos ou fugas imaginárias usam recursos de linguagem que dão um tom surrealista, tanto na direção de fotografia quanto nas montagens com fotografias.

A exemplo das séries de sucesso da atualidade, como Soprano, Pushing Daisies e The Killing, Insônia se inspira, ao mesmo tempo, no cinema independente e na atmosfera de clássicos norte-americanos dos anos 40 e 50, em que a narrativa se constrói a partir da construção dos personagens e de diálogos inteligentes.  É claro que com sotaque brasileiríssimo, enquadrado por uma câmera ágil que convida o público a acompanhar as aventuras amorosas e desventuras noturnas do nosso vampiro, que, de sobrenatural, tem apenas a sua sombria angustia existencial e os seus amores nem sempre felizes. O seriado é livremente inspirado no romance ‘Vampiro’, romance lançado em 1994, pelo jornalista Luciano Trigo.

Além de Matheus Lima e Monica Bittencourt, estão no elenco Mariana Vaz (atriz convidada), Leo Pinheiro, Caetano O´Maihlan, Rodrigo Candelot, Daniel Braga, Julio Braga, Isabel Lobo, Laila Zaid (atriz convidada), Regiana Antonini, Dani Antunes, Julia Cartier Bresson, e, ainda, as participações especiais de Ney Sant´ana, do ator e diretor Amir Haddad e da própria Clarice Niskier, que fez a preparação do elenco.

Darcy Bürger, diretor geral, conta mais sobre o programa: “Em meados da década de 90, eu li “Vampiro”, do jornalista Luciano Trigo. Imediatamente identifiquei que esse livro poderia ser uma série de TV e comprei seus direitos. Passado alguns anos, com o advento do Fundo Setorial do Audiovisual, dos Prodavs, para adaptar o livro em uma série chamei uma amiga, a Roberta Canuto, roteirista, e um amigo, Hudson Viana, que é diretor e roteirista também. Então nós três fizemos um trabalho de adaptação inicial em 13 episódios e o submetemos a série ao Canal Brasil, que comprou imediatamente a primeira licença, nos habilitando ao fundo setorial. A partir daí fizemos uma defesa oral presencial para a banca do Fundo Setorial e aprovamos o projeto. A pré-produção da série foi feita em 90 dias, a produção dele durou 60 dias e a finalização feita em 150 dias, totalizando um ano de trabalho, depois do dinheiro liberado.

SINOPSES DOS DOIS PRIMEIROS EPISÓDIOS

1 – A PROVA DO CRIME

São apresentados os primeiros personagens secundários e as características que definem seus perfis: Pereira, Ivan o Terrível, Flávia Harley, a musa e Tina Toda Sexo, entre outros. Flávia faz um convite inesperado ao narrador. Ele fica sabendo da visita ao Rio de um enxadrista famoso e começa a se preparar para um torneio amador. É mostrada a rotina da redação com os ruídos e o ritmo do fechamento do jornal.  Enquanto isto, o narrador faz suas escapadas imaginárias, ele se lembra de um o episódio em que seu pai obcecado por uma possível traição da mãe faz uma investigação laboratorial e uma revelação bombástica e desastrosa durante um almoço de família. (O clima desta sequência extra narrativa lembra a atmosfera do Fellini em ‘Amarcord’). De volta ao presente: Flávia Harley e o nosso narrador vão à exposição, com fotos estranhas que começam a sugerir um clima surreal, da exposição eles vão jantar, e do jantar emendam uma noite de amor tórrido, cheia de elementos que criam uma atmosfera erótica e ao mesmo tempo sobrenatural. São flashes que sugerem um ritual de amor com certa violência e terror (referência: O bebê de Rosemary)

2 – O PRIMEIRO DIA

O Vampiro dorme e tem sonhos estranhos com mulheres fáceis que circulam sensuais em um ambiente que lembra um cabaret, os garçons não o enxergam, ignorando as suas tentativas de pedir um drink. (Sequência sugere clima surrealista, personagens estranhos que lembram as pessoas nas fotos que ele viu na exposição no episódio anterior). Ele acorda pela manhã sozinho na casa de Flavia, se olha no espelho, se sente bem e péssimo ao mesmo tempo. Vai pra casa, passa em frente a uma loja de eletrodomésticos com muitas tevês na vitrine. Digressão: Se lembra de quando ele (ainda criança aos sete anos) e a família se arrumavam e saiam para ficar sob a janela de um vizinho em Friburgo para ouvir o Jornal Nacional, quando se atrasavam ouviam Glória e Tarcisio. De volta à realidade: O Vampiro chega à redação, Flávia não está, André se aproxima e o convida para um chope e comenta que ele tem uma mancha no pescoço. Ele busca por notícias de Flavia Harley. Uma moça desaparece em Botafogo. Em casa de noite ele se lembra de flashes da noite anterior com Flávia, não consegue dormir, decide então tocar saxofone.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 28 março, 2016 17:02


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