Gloria Pires repreende enfermeiro imprudente em vídeo inédito de ‘Nise – O Coração da Loucura’

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 9 março, 2016 14:44

O que eles falam aqui tem que servir de meditação. Isso é a matéria prima do nosso trabalho. Ouça, observe e cale a sua boca”, esbraveja Nise (Gloria Pires) para o enfermeiro Lima (Augusto Madeira). A cena de Nise – O Coração da Loucura divulgada hoje mostra o primeiro contato da psiquiatra com os pacientes esquizofrênicos do Hospital Psiquiátrico Pedro II e o início do trabalho no Setor de Terapia Ocupacional. No vídeo é possível ver a interação dos “clientes” com Nise e com o mundo ao redor deles. O cartaz do filme também foi divulgado e pode ser visto logo abaixo.

Dirigido por Roberto Berliner, “Nise – O Coração da Loucura” chega aos cinemas brasileiros em 21 de abril e traz Gloria Pires no papel da alagoana que mudou o rumo da psiquiatria brasileira.

Nise – O Coração da Loucura: Primeira sessão de terapia

Cartaz_ Nise O Coração da Loucura_2_0

O longa foi filmado durante dois meses no Instituto Nise da Silveira no Engenho de Dentro, local onde ficava o Hospital Psiquiátrico Pedro II e retrata o início do trabalho da doutora com seus “clientes” através da arte e do afeto. “Nise – O Coração da Loucura” explora a revolução realizada por Nise que ecoou pelo resto do país, abolindo tratamentos violentos e destrutivos, como a lobotomia e o eletrochoque. Nise da Silveira foi pioneira no uso da terapia ocupacional através de um ateliê de pintura e um tratamento baseado no afeto e no convívio com animais domésticos, métodos revolucionários que são referência até hoje.

Produzido pela TvZero, coproduzido pelo canal GNT e distribuído pela Imagem Filmes, “Nise – O Coração da Loucura” já recebeu diversos prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz pelo Júri Oficial do Festival de Tóquio 2015, e Melhor Filme pelo Júri Popular do Festival do Rio 2015.

Ao sair da prisão, a doutora Nise da Silveira volta aos trabalhos num hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro e se recusa a empregar o eletrochoque e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, resta a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma revolução regida por amor, arte e loucura.
Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 9 março, 2016 14:44


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