Nivea Viva celebra em 2016 seis décadas de Rock no Brasil

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 2 março, 2016 18:01

Dando continuidade ao projeto de celebrar e revitalizar o rico universo da música brasileira, a NIVEA vai dançar em 2016 ao som desse tal de rock’n’roll. O quinto show da plataforma NIVEA VIVA homenageia o rock nacional, gênero que há seis décadas conquista o Brasil. Sob a direção artística de Liminha e Monique Gardenberg, quatro grandes nomes do rock brasileiro – o cantor paulistano Nando Reis, o trio Os Paralamas do Sucesso, a cantora carioca Paula Toller e a artista baiana Pitty – vão apresentar uma antologia do gênero em espetáculo inédito e exclusivo. A pré-estreia, apenas para convidados, acontece no dia 15 de março na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Na sequência, entre abril e junho, o show cumpre turnê por sete capitais do país – Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF) e São Paulo (SP) – em apresentações gratuitas, ao ar livre, para todas as famílias e gerações amantes do Rock.

“A Plataforma NIVEA VIVA é genuína em sua proposta ao levar ao público, de forma democrática e contemporânea, grandes homenagens à música brasileira em shows gratuitos. A ideia surgiu para conectar o público por meio da emoção. A NIVEA é uma empresa especialista em cuidados com a pele e gostaríamos de oferecer aos nossos consumidores além de produtos, emoção. E através de NIVEA VIVA oferecemos música para sentir na pele” afirma Tatiana Ponce, diretora de Marketing da NIVEA Brasil. “Ao completarmos cinco anos de projeto vamos apresentar um tributo a um gênero enraizado na cultura do país. O rock brasileiro é único e autêntico, capaz de transitar facilmente entre diferentes gerações” completa Tatiana.

Um dos principais produtores da história do rock brasileiro, responsável por grande parte dos discos lançados pelos grupos e cantores da geração revelada ao longo da década de 1980, Liminha vai ser o diretor musical do show NIVEA VIVA ROCK BRASIL. O músico – cabe lembrar – foi baixista de uma das formações do grupo Os Mutantes, banda formada há exatos 50 anos, em 1966, e que começou a dar uma cara brasileira ao rock, na sequência do estouro de Roberto Carlos com o sucesso Quero que vá tudo pro inferno, em 1965, ano da criação e da explosão da Jovem Guarda, o primeiro movimento do universo pop no país.

O show dirigido por Monique Gardenberg vai abordar todas as fases e faces do rock brasileiro, com ênfase no caráter genuinamente nacional adquirido ao longo desses 60 anos, sobretudo a partir do surgimento dos Mutantes na década de 1960 e da consolidação das trajetórias individuais dos cantores Raul Seixas (1945–1989) e Rita Lee ao longo da década de 1970, em movimento pioneiro que alicerçou o gênero no país. Desbravado por eles, o rock brasileiro alcançou ápice de popularidade e auge artístico nos anos 1980, mais precisamente a partir do  verão de 1982, quando o estouro da banda carioca Blitz abriu definitivamente as portas da indústria da música para o rock produzido no Brasil com identidade nacional.

“Vamos apresentar uma antologia do rock brasileiro, dos primórdios até hoje. O roteiro do show  emociona, porque nos remete a diversas épocas e movimentos musicais, além de ser um hit parade delicioso”, conceitua Monique Gardenberg. Quando se refere aos primórdios, a diretora alude à pré-história do gênero, na segunda metade dos anos 1950. Embora a semente do rock’n’roll viesse dando frutos desde a primeira metade da década de 1950, foi em 1956 que conquistou os Estados Unidos – e, na sequência, o Brasil e o resto do  mundo – com a explosão planetária do cantor norte-americano Elvis Presley (1935–1977). Foi em 1956 que, contratado pela gravadora multinacional RCA, Elvis pôs no topo das paradas os singles das músicas Heartbreak hotel e Hound dog. Naquele mesmo ano de 1956, estreou o filme Rock around the clock, com Bill Halley (1925–1981). O tema-título do filme foi ouvido no Brasil naquele ano de 1956 na grave voz de contralto de uma cantora até então associada ao samba-canção das esfumaçadas boates da época, Nora Ney (1922–2003). Gravada e lançada por Nora no fim de 1955, tornou-se a primeira gravação de rock do Brasil. E apesar do título em português, Ronda das horas era a mesmíssima versão, em inglês, de Rock around the clock, que consagrara Bill Halley em 1954 e batizara o filme de 1956.

Apesar do pioneirismo acidental de Nora, o roteiro criado por Hugo Sukman para o show NIVEA VIVA ROCK BRASIL tem início no fim da década de 50, culminando com representantes da produção contemporânea no país. “Aquela eterna ameaça de que o rock vai acabar nunca soou tão infundada.  Sua renovação é até mais vigorosa do que a de outros gêneros musicais.  Talvez  porque comece nas garagens, sua força explodindo com a adolescência de milhões de jovens, e cruze o planeta através da web.   Então, ele sai fortalecido. O rock continua se reproduzindo e se reproduzindo muito bem”, pontua Monique.

O quarteto escalado para o elenco principal do show tem história. Projetado como cantor, compositor e músico do grupo paulistano Titãs no início da década de 1980, José Fernando Gomes dos Reis – ou Nando Reis – é um dos artistas mais populares do Brasil na atualidade. Iniciou carreira solo em 1994, sete anos antes de sair da banda, em 2001. Sua discografia individual já totaliza 12 títulos, entre álbuns de estúdio e gravações ao vivo de shows. “Nando Reis é um nome importante no rock do Brasil, não somente como representante da formação clássica dos Titãs, mas por ter se reinventado em carreira solo e feito conexões com Cássia Eller e Samuel Rosa, do Skank. Nando tem uma cabeça criativa e uma atitude rock’n’roll na alma”, ressalta Monique.

Uma das bandas mais importantes e populares dentre as projetadas ao longo da década de 1980, o trio Os Paralamas do Sucesso já contabiliza 34 anos na formação clássica e definitiva que se estabeleceu em 1982 com a união de Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). Com 19 álbuns, o grupo foi pioneiro no Brasil ao cruzar o universo do rock com a levada do reggae e ao fazer conexões com a música brasileira a partir de 1986, ano em que lançou o icônico álbum Selvagem?, gravado com participação e parceria do cantor e compositor baiano Gilberto Gil, um dos principais arquitetos da Tropicália, movimento de 1967/1968 que ajudou a consolidar a identidade brasileira da música pop e do rock produzidos no Brasil. “O Herbert é uma das vozes mais relevantes do rock brasileiro e o rock do Paralamas está entre os grandes acontecimentos do gênero no Brasil.  Ele precisa ser celebrado, por sua importância histórica, permanência e resistência” , contextualiza a diretora.

Carioca que desafia o tempo com sua beleza, jovialidade e a perenidade das canções de seu repertório pop, Paula Toller está em cena há 35 anos. Embora desenvolva atualmente bem-sucedida carreira solo, já tendo lançado quatro álbuns entre 1998 e 2014, ela foi e sempre será também a voz doce e afinada do Kid Abelha, grupo carioca formado em fins de 1981. Para Monique, ”Paula é a figura cool do rock; é ilustre representante da corrente mais pop do rock, uma vertente sólida dentro da linha evolutiva do gênero”.

Por sua vez, a cantora e compositora Pitty representa no show NIVEA VIVA ROCK BRASIL uma geração que surgiu e se consolidou nacionalmente nos anos 2000, embora sua história no rock tenha começado bem antes. Integrante de bandas da vigorosa cena underground baiana, como Inkoma, Pitty já lançou seis álbuns individuais e tem um disco gravado com o guitarrista Martin Mendonça, com quem formou o duo de folk Agridoce, projeto paralelo de carreira solo onde a artista também toca piano, e que continua a todo vapor com os recentes disco e show intitulados SETEVIDAS. “Pitty tem uma característica bastante única. Ela descende da linhagem nobre de Baby do Brasil, não só pela presença mas pela atitude na vida e no palco. Pitty é visceral. Tem uma atitude rock que é natural dela”, elogia Monique.

Com estes quatro grandes nomes do rock brasileiro, o produtor Liminha vai respeitar a estrutura original das músicas a serem escolhidas sem abrir mão da liberdade para fazer algumas releituras ou citações. “O show vai ser feito com a pegada do rock’n’roll, mas com a criatividade do Liminha. Ele está criando sem descaracterizar as músicas”, explica Monique, que vai lançar mão de imagens – a serem projetadas em painéis de LED – que a ajudarão a contar, de forma visual, a história destes 60 anos de rock no Brasil.

Em sua primeira edição, o projeto NIVEA VIVA reverenciou, em 2012, a MPB da cantora Elis Regina (1945–1982) na voz de sua filha Maria Rita. No ano seguinte, foi a vez de relembrar a bossa sempre nova de Antonio Carlos Jobim (1927–1994) através do canto moderno de Vanessa da Mata. Já a terceira edição abriu, em 2014, as comemorações pelo centenário do samba reunindo Alcione, Diogo Nogueira, Martinho da Vila e Roberta Sá. A quarta e última edição celebrou, em 2015, o universo do soul e funk nacional com homenagem ao carioca Tim Maia (1942–1998) prestada pelos cantores Criolo e Ivete Sangalo. Ao lembrar o rock brasileiro em sua quinta edição, a NIVEA reafirma o compromisso nacional de revitalizar o rico legado da música produzida no Brasil com um show que vai mostrar que, há 60 anos, ninguém fica imune ao gênero musical mais popular no mundo.

Agenda NIVEA VIVA Rock Brasil

  • 15/03 – Avant Première – Rio de Janeiro
  • 03/04 – Porto Alegre
  • 10/04 – Rio de Janeiro
  • 30/04 – Recife
  • 15/05 – Fortaleza
  • 22/05 – Salvador
  • 05/06 – Brasília
  • 26/06 – São Paulo
Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 2 março, 2016 18:01


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