The Dawn After The Storm da banda Tempus Fugit terá versão remasterizada com faixa bônus

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 9 setembro, 2015 12:05

Chessboard, o terceiro álbum de estúdio da banda de rock progressivo sinfônico Tempus Fugit lançado em 2008 pela Masque Records, em digipack triplo, é a peça fundamental na discografia do quarteto carioca, em atividade desde 1992. Referência brasileira no estilo, inclusive com respaldo da crítica especializada internacional, a Tempus Fugit há sete anos apresentou um trabalho inspirado e consistente, que tanto traz referências de influências, como Yes, Eloy e Genesis, como dialoga com novas possibilidades do gênero.

O saldo positivo destes anos direcionou a banda para novas empreitadas: relançar o elogiado The Dawn After The Storm, de 1999, em versão remasterizada e com uma faixa bônus inédita – a instrumental The Last Day -, além de dispensar horas a mais em estúdio para compor e ensaiar músicas de um futuro novo registro. Ambos os materiais serão lançados pela Masque Records.

Ainda sem nome definido, o próximo álbum da extensa e vitoriosa carreira da Tempus Fugit deve apenas chegar ao mercado em 2016, afinal, conta o tecladista, vocalista e um dos fundadores da banda, André Mello, tempo e dedicação são necessários para estruturar e testar as idéias, muitas delas complexas. Algumas faixas deste disco – que será o quarto de estúdio, além do ao vivo Live Official Bootleg Feb 98 –  são composições que não entraram no tracklist final de Chessboard. “Foi uma simples questão de espaço e escolha de repertório, já que não queríamos um CD com mais de 50 minutos”, ele conta.

Atualmente longe dos palcos, a intenção de Mello, Ary Moura (bateria), Henrique Simões (guitarra) e Marquinhos dos Santos (baixista) é trabalhar as novas e antigas músicas um pouco mais em estúdio para que já sejam executadas nos próximos shows. “Uma turnê, mesmo que pequena, seria o ideal, pois dar continuidade do que fazemos em estúdio ao vivo ajuda a ficarmos mais afiados, e as apresentações ficam mais dinâmicas, mais azeitadas”, ressalta o vocalista/tecladista.

Exigentes em estúdio, perfeccionistas ao vivo, a Tempus Fugit constituiu uma sólida formação, sincronizada o bastante para novas experiências em palco tão espetaculares como a do ProgFest 2000, em Los Angeles, como a única representante da América do Sul,  e no Buenos Aires Prog ’99, como a banda principal do evento.

Outra novidade da Tempus Fugit, esta ainda mais imediata, é a produção de uma edição remasterizada do segundo álbum, o consagrado The Dawn After The Storm, considerado um item brilhante do rock progressivo nacional devido aos solos memoráveis, variações rítmicas bem estruturadas e amarradas, além das harmonias refinadas. Já neste material será possível sentir mais uma das tantas revoluções da banda, que é a contribuição de sonoridades mais contemporâneas do baixista Marquinhos, na formação desde o final de 2012.   “E suas idéias e composições vão também acrescentar muito a sonoridade da banda no próximo trabalho”, completa Mello.

Apesar das dificuldades em fazer rock progressivo no Brasil, Mello, Moura e toda a banda continuam esforçados para produzir música que é, acima de tudo, uma paixão. “A Tempus Fugit sempre preservou seu som. O que importa pra nós e mantermos a chama acesa, o respeito aos nossos admiradores e fãs e é principalmente o som que amamos fazer e que nos lança sempre novos desafios de que podemos ir cada vez mais longe com nossas habilidades”, exalta o baterista. E o vocalista/tecladista acrescenta: “É legal fazer parte de universo progressivo, ser um pequeno pedaço dessa bela história musical”.

 

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 9 setembro, 2015 12:05


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