Fundação Clóvis Salgado recebe a itinerância da 31ª BIENAL de São Paulo – OBRAS SELECIONADAS

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 16 junho, 2015 13:06

A Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, as galerias Arlinda Correa Lima e Genesco Murta e o Cine Humberto Mauro recebem a seleção de aproximadamente 20 projetos da 31ª Bienal de São Paulo – Como (…) coisas que não existem. A mostra, que tem curadoria de Charles Esche, Galit Eilat, Nuria Enguita Mayo, Pablo Lafuente e Oren Sagiv, reúne trabalhos de artistas de 16 países. No recorte que chega à Fundação Clóvis Salgado, o público pode conferir projetos que se destacam pela contemporaneidade.

A mostra é resultado de uma parceria firmada entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Fundação Clóvis Salgado, que resultou nas itinerâncias das 29ª e 30ª Bienal, realizadas em 2011 e 2013, respectivamente. Ao todo, mais de 127 mil visitantes compareceram às seleções de obras no Palácio das Artes. “A itinerância da Bienal de São Paulo chega à Fundação Clóvis Salgado, consolidando uma parceria não apenas entre as instituições, mas entre um público amplo, diverso e atento aos movimentos da contemporaneidade. As galerias do Palácio das Artes recebem um recorte especialmente pensado pelos curadores da 31ª edição da Bienal, que são consideradas importantes vitrines mundiais do segmento’’, comenta Uiara Azevedo, Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado.

Revelando o mundo a nossa volta – Em sua 31ª edição, a Bienal procurou abordar a condição contemporânea por meio de obras concebidas dentro do conceito de “projeto”, muitos deles realizados em colaboração entre artistas, coletivos de artistas e profissionais de outras áreas. A relação de obras traz fotografias, vídeos, instalações, desenhos e também performances.

Segundo Pablo Lafuente, um dos responsáveis pela curadoria da itinerância, a seleção de obras que chega a Belo Horizonte conserva a característica original da Bienal, e se “centra em questões de visibilidade política, de gênero, de coisas, eventos, pessoas e conceitos que ainda não existem, mas que podem existir se fazemos um esforço de produção e imaginação”, explica.

Ao se adequarem às características da Fundação Clóvis Salgado, as obras adquirem novas potencialidades, de acordo com Lafuente. “Uma coisa muito interessante das itinerâncias é ver como um trabalho muda com o novo contexto – a instituição, o público e a cidade. A 31ª Bienal tinha ênfase em questões que afetam o Brasil hoje (todo o Brasil), e questões que afetam também partes do Brasil, mas que pensamos que são um horizonte compartilhado por todos os brasileiros – questões indígenas, questões de violência de estado, de gênero”, completa.  Para o curador, os projetos de Graziela Kunsch, Arthur Scovino, Ana Lira e da mineira Marta Neves, são algumas das propostas que ganham outra dimensão.

Intitulado Não Ideias, o projeto de Marta Neves expõe momentos da vida em que o ser humano é obrigado a pensar e agir de modo automático. A belo-horizontina vai ocupar espaços da Fundação Clóvis Salgado com faixas que trazem frases sobre situações não resolvidas e de fracasso.

Casa de Caboclo, de Arthur Scovino, será instalada na galeria Genesco Murta e reúne fotografias do próprio artista, símbolos religiosos e elementos naturais, como samambaiais e espadas-de-são-jorge. A proposta de Scovino é estabelecer uma relação entre os objetos que ocupam a casa com a imagem do caboclo, figura conhecida pela miscigenação étnica.

E, pela primeira vez, em três edições da itinerância da Bienal de São Paulo na Fundação Clóvis Salgado, o Cine Humberto Mauro vai integrar o circuito de exposições. A tradicional sala de cinema da capital recebe o filme Inferno, de Yael Bartana. O vídeo, que dura cerca de 20 minutos, será exibido em projeção digital e explora símbolos sagrados e pagãos, além de simular a destruição de um iminente templo religioso na capital paulista.

Sobre a 31ª Bienal de São Paulo – Obras selecionadas – O programa de exposições itinerantes da 31ª Bienal contempla mostras em seis cidades do Brasil e uma no exterior. Diferentes recortes de obras da mostra Como (…) coisas que não existem, que em 2014 apresentou 87 projetos artísticos na capital paulista, viajam para São José dos Campos/SP (FAAP), Campinas/SP (SESC), Juiz de Fora/MG (Museu de Arte Murilo Mendes), Ribeirão Preto/SP (FAAP), São José do Rio Preto/SP (SESC), Belo Horizonte/MG (Palácio das Artes) e Porto, em Portugal. É a primeira vez que o programa de itinerâncias da Bienal de São Paulo viaja para fora do país desde a sua criação, em 2011.

Para Luís Terepins, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, as itinerâncias buscam expandir os intercâmbios possíveis entre a vida cultural de São Paulo e os espaços expositivos no país e no exterior, projetando as questões da 31a Bienal rumo a novos públicos e novas direções.

SERVIÇO
Evento: 31ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas
Data: 26 de junho a 9 de agosto de 2015
Local: Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro
Ingressos: Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre com exceção da obra “Sergio e Simone” de Virginia Medeiros, com classificação indicada de 18 anos.

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 16 junho, 2015 13:06


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