Documentários de José Joffily e Isabel Joffily estão na mostra competitiva do festival “É Tudo Verdade”

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 10 abril, 2015 10:41

Documentários de José Joffily e Isabel Joffily estão na mostra competitiva do festival “É Tudo Verdade”

José Joffily e Isabel Joffily concorrem na mostra competitiva do festival “É Tudo Verdade”, edição 21015, que acontece de 9 a 19 de abril. Pai e filha disputam em categorias distintas. José Joffily apresenta o longa-metragem inédito “Caminho de Volta” e Isabel Joffily compete na categoria de curta-metragem com “Retrato de Carmem D.” Com sessões gratuitas no Rio de Janeiro e em São Paulo, os filmes foram produzidos pela Coevos Filmes (www.coevos.com.br), que atua há mais de 30 anos no mercado de audiovisual.

Dirigido por José Joffily e Pedro Rossi, e produzido por Isabel Joffily, o documentário em longa-metragem “Caminho de Volta” será exibido em duas sessões na Livraria Cultura (SP), nos dias 11/04 (sáb), às 21h, e 12/04 (dom), às 15h. No Rio de Janeiro, o filme conta com duas sessões no Espaço Itaú de Cinema – Botafogo, nos dias 13/04 (2af), às 21h e 14/04 (3af), às 15h. Patrocinado pela RioFilme, pela empresa de telefonia Oi (via ICMS/Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro – SEC), o longa foi co-produzido pelo Canal Brasil.

Dirigido por Isabel Joffily, e produzido por José Joffily, o documentário em curta-metragem “Retrato de Carmem D.” será exibido em duas sessões em São Paulo, sendo: Livraria Cultura (SP), no dia 15/04 (4af), às 13h e no CCSP – Centro Cultural São Paulo, dia 19/04 (dom), às 17h. No Rio de Janeiro, o filme conta com duas sessões no Espaço Itaú de Cinema – Botafogo, dias 16/04 (5af), às 17h e, dia 17/04 (6af), às 13h. O filme conta com patrocinado da Secretaria de Culltura do Estado do Rio de Janeiro (SEC RJ), através dos editais de cultura 2012.

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Caminho de Volta” acompanha a intimidade de dois brasileiros que vivem no exterior e planejam voltar a morar no Brasil. André Câmara, 45 anos, vive há 20 em Londres (Inglaterra), onde nasceram seus quatro filhos. Maria do Socorro Monteiro, 87 anos, vive há 25 em Nova Jersey (EUA) com o seu filho Fernando. Os dois personagens desejam viver novamente no país de origem, mas o tempo passou e o Brasil que almejam não é mais aquele que foi deixado. Sonho e realidade se chocam e, talvez, a volta definitiva não seja mais possível.

No documentário não há entrevistas, apenas a observação intimista do cotidiano dos imigrantes e de suas tentativas de tornar possível a vida no Brasil. Há também imagens produzidas pelos personagens e suas famílias ao longo dos anos. Passado e presente se entrecruzam e mostram como o tempo é definitivo nas decisões.

O resultado é um filme que poderia ser classificado como “cinema direto”, mas que se utiliza de uma variedade enorme de arquivos pessoais na composição de sua narrativa, o que lhe confere um caráter dinâmico e sintonizado à sociedade midiática na qual vivemos.

Dirigir este documentário foi um desafio para o cineasta veterano, já que Joffily pesquisou diversos personagens no exterior, mas acabou optando por retratar a história de André, filho de um grande amigo, e Maria do Socorro, sua sogra. O tema imigração também é familiar ao cineasta, que abordou sobre o assunto em “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (2002) e “Olhos Azuis” (2010).

Retrato de Carmem D.” acompanha, ao longo de quatro anos, a psiquiatra gaúcha radicada no Rio de Janeiro Carmem Dametto, hoje com 72 anos. Nos anos 70 abriu diversas clínicas psiquiátricas, sendo a mais conhecida delas a Pensão Margaridas, que oferecia um tratamento diferenciado e inovador à época. Em fins da década de 80, um dos pacientes da Pensão morreu no estabelecimento, o que levou Carmem a ser suspensa por um mês pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) e julgada. Após oito longos anos de julgamento, Carmem Dametto foi inocentada. No entanto, a sentença final a seu favor, não foi capaz de anular o acontecimento e seus negativos desdobramentos em sua vida.

No filme, acompanhamos a sua rotina de Carmem nos dias atuais. A psiquiatra raramente sai de sua casa, de quatro pavimentos, jardim e piscina. Marcela, sua filha, mora com ela. No térreo, está o seu consultório, onde Carmem realiza as suas consultas, de domingo a domingo.

Retrato de Carmem D. observa a personagem pelos cômodos da casa, a interação da personagem com os seus gatos e pacientes. A relação de mãe e filha também se faz presente – completamente presente -, com todos os desentendimentos e afetos que lhe são inerentes.

Sinopse – Caminho de Volta

André é brasileiro, tem 45 anos e há 20 vive em Londres (Inglaterra). Maria do Socorro também é brasileira, tem 87 anos e há 25 vive em Nova Jersey (EUA). Os dois acalentam o desejo de voltar a viver no Brasil, mas o país que se deixou não é o mesmo para onde se volta. Nem você é o mesmo que partiu. O caminho de volta é tortuoso e incerto. Ninguém se banha duas vezes na mesma água do rio.

Sinopse – Retrato de Carmem D.

Retrato de Carmem D.” Documentário em curta-metragem acompanha, ao longo de quatro anos, a psiquiatra gaúcha Carmem Dametto, hoje com 72 anos. Radicada no Rio de Janeiro nos anos 70, abriu diversas clínicas psiquiátricas que ofereciam um tratamento diferenciado e inovador à época. A mais conhecida delas foi a Pensão Margaridas, no qual um de seus pacientes morreu no fim dos anos 80. A médica foi inocentada oito anos depois. No entanto, a sentença final a seu favor não foi capaz de anular o acontecimento e seus negativos desdobramentos em sua vida.

Exibições “Caminho de Volta” no Festival E Tudo Verdade – Edição 2015: 

São Paulo:

Dias 11 e 12 de abril de 2015, sábado e domingo
Local: Cine Livraria Cultura
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Telefone: (11) 3285-3696
Horário dia 11/04: 21h | Horário dia 12/04: 15h
Sala 01 – 300 lugares
Sessões gratuitas

Rio de Janeiro:

Dias 13 e 14 de abril de 2015, 2a feira e 3a feira
Local: Espaço Itaú de Cinema – Botafogo
Endereço: Praia de Botafogo, 316 – Botafogo
Telefone: (21) 2559-8750
Horário dia 13/04: 21h | Horário dia 14/04: 15h
Sala 4 – 169 lugares
Sessões gratuitas 

Exibições “Retrato de Carmem D.” no Festival E Tudo Verdade – Edição 2015: 

São Paulo:

Dia 15 de abril de 2015, 4a feira
Local: Cine Livraria Cultura
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Telefone: (11) 3285-3696
Horário: 13h
Sala 01 – 300 lugares
Sessão gratuita
Dia 19 de abril de 2015, domingo
Local: CCSP – Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro, 1000
Telefone: (11) 3397-4002
Horário: 17h
Sala Paulo Emilio – 99 lugares
Sessão gratuita 

Rio de Janeiro:

Dias 16 e 17 de abril de 2015, 5a feira e 6a feira
Local: Espaço Itaú de Cinema – Botafogo
Endereço: Praia de Botafogo, 316 – Botafogo
Telefone: (21) 2559-8750
Horário: dia 16/04: 17h | Horário dia 17/04: 13h
Sala 4 – 169 lugares
Sessões gratuitas 

Sobre José Joffily

Nascido em novembro de 1945 em João Pessoa/PB, José Joffily é Cineasta e Mestre em Comunicação pela UFRJ. Paralelamente à sua atividade como realizador e produtor, trabalhou durante 20 anos junto ao Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense, como professor adjunto. Em 2000 foi presidente da ABRACI, Associação Brasileira de Cineastas.

Foi em 1981 que fundou a produtora Coevos Filmes, com a qual passou a produzir seus projetos audiovisuais.

Seus trabalhos mais recentes são a direção com Roberto Bomtempo do longa-metragem de ficção “Mão na luva” (2013); a direção do documentário “Prova de artista” (2011); a produção e a direção do longa-metragem de ficção “Olhos Azuis (2009), e a direção do documentário A” Paixão Segundo Callado” (2007), produzido pela Lumén Produções.

Outros trabalhos de Joffily são:

“Achados e Perdidos (2006), thriller policial baseado no romance homônimo de Luiz Alfredo Garcia Roza, que, entre as premiações que obteve, merecem destaque o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado concedido pela Academia Brasileira de Letras no ano de 2007; melhor filme no Brazilian Film Festival de Miami (2005) e melhor filme no Beverly Hills film festival (2006)

“Vocação do Poder” (2005), documentário dirigido com Eduardo Escorel. O filme, que acompanha o dia-a-dia de 6 candidatos à vereança da cidade do Rio de Janeiro no ano de 2004, abriu o festival de documentários É Tudo Verdade em 2005.

“Dois Perdidos Numa Noite Suja” (2002), longa-metragem baseado na peça de Plínio Marcos, participou do 30º Festival de Gramado, sendo premiado com os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Música. No 35º Festival de Brasília, o filme foi contemplado com os Candangos de Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz. Dois Perdidos Numa Noite Suja participou ainda dos Festivais de Biarritz, Palm Springs, Festival do Rio 2002, da 26ª Mostra BR de Cinema em São Paulo, do Latino Film Festival de Los Angeles (Prêmio Especial do Juri) e da Première Brazil em Nova York. No Brazilian Film Festival de Miami a atriz Débora Falabella recebeu o prêmio HBO de incentivo a novos talentos.

“O Chamado de Deus”, documentário realizado em 2000 que busca desvendar os mistérios da vocação religiosa, recebeu os prêmios Margarida de Prata como Melhor Filme do ano, conferido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e o de Melhor Documentário e Melhor Montagem no Festival de Brasília de 2001.

“Quem matou Pixote?” (1996) ganhou no Festival de Gramado de 1996 os prêmios de Melhor Filme segundo o Júri Oficial e o Júri Popular, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor Música. No Festival de Havana de 1996, ganhou o prêmio de Melhor Ator e no Festival de Cartagena, os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante. Participou também de diversos outros festivais internacionais, entre os quais: Rotterdam, Biarritz, Huelva, Montreal e Chicago.

Sobre Pedro Rossi

Diretor e roteirista, Pedro Rossi é um dos fundadores do núcleo de cinema do Grupo Nós do Morro, onde colaborou em projetos artísticos coletivos exibidos nos festivais de Cannes, Clermont-Ferrand e Havana, e em projetos teatrais feitos em parceria com a Royal Shakespeare Company. Em 2006, tornou-se sócio da produtora Deserto Filmes, dos realizadores Jorge Durán e Gabriel Durán, onde produziu os longas Romance Policial (a lançar), Noites de Reis (2011), Não Se Pode Viver Sem Amor (2010) e Proibido Proibir (2006). Em colaboração com o ESPN Brasil, realizou o documentário Ippon, sobre o judoca brasileiro Rogério Sampaio. Ganhou, em duas ocasiões, o prêmio Riofilme: na realização do curta A Última Casa de Ópio (2010) e para o desenvolvimento do roteiro do longa-metragem de ficção Rio Luanda (2014). Para o Canal Brasil, dirigiu o longa documentário Caminho de volta (2015), em parceria com o cineasta José Joffily, selecionada para a competição do festival É Tudo Verdade 2015. Junto a Bernardo Pinheiro Mota, dirigiu para a Casa Daros o documentário Com a Demissão no Bolso (2014), sobre o artista Rubens Gerchman. Atualmente, coordena e dirige para a fundação suíça ArtEdu uma pesquisa sobre Rubens Gerchman, que será parte de uma série de documentários sobre o artista para o canal Arte 1. Formado em Desenho Industrial pela PUC-Rio e em Roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, foi aluno da escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Sobre Isabel Joffily

Isabel Joffily nasceu em 1984. Em 2006 graduou-se em Ciências Sociais na UFRJ e finaliza agora o curso de Mestrado em Artes Visuais da UERJ. Sócia da empresa Coevos Filmes, Isabel é produtora e diretora e já realizou projetos para cinema e televisão, bem como mostras e festivais de cinema. Seus trabalhos mais recentes são: direção do curta-metragem Retrato de Carmem D. (2015); produção do longa documentário Caminho de Volta (2015), de José Joffily e Pedro Rossi; produção da mostra de cinema Robert Frank Entre Imagens (2012); produção do longa documentário Prova de Artista (2011), de José Joffily; produção e curadoria da mostra de cinema Abbas Kiarostami e Amós Gitai: O Cinema Além Muros, que aconteceu nos espaços Caixa Cultural do Rio de Janeiro e São Paulo em 2009; direção, com Rita Toledo, do documentário de 52’ Uma Festa para Jorge (2009).

Sobre a Coevos Filmes

Fundada em 1981 pelo diretor José Joffily, a Coevos Filmes tem por objetivo o desenvolvimento de projetos ligados ao audiovisual. Desde sua fundação, a produtora já realizou mais de 15 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Entre os longas realizados destaca-se “Quem matou Pixote?” (1996), “A Maldição de Sanpaku” (1992), “Urubus e Papagaios” (1985), “Dois Perdidos numa noite suja” (2002), “Achados e Perdidos” (2006) e “Olhos Azuis” (2009), recebendo diversos prêmios por essas produções. A Coevos Filmes produziu ainda diversos programas para TV, filmes institucionais e mostras de cinema.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 10 abril, 2015 10:41


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