Revelado jogadores que formam as primeiras equipes brasileiras de League of Legends com estrutura empresarial

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 15 dezembro, 2014 09:47

Behive-League of Legends-01O sonho de se tornar um jogador profissional de League of Legends já é realidade para dez jovens que se destacaram entre cerca de mil interessados de todo Brasil. A Behive, startup voltada à formação de equipes para competir no cenário profissional de e-Sports, anunciou os nomes dos cyberatletas que passam a integrar os dois primeiros times brasileiros da modalidade, formados a partir de processo seletivo democrático e baseado em competências técnicas e perfil comportamental.

Após oito meses de análises, entrevistas e testes, Adailton Mota, Anna Carolina Aurili, Bruno Di Franco, Daniel Lontra, Derick Lima, Fábio Coda, Gabriel Leite, Livia Rodrigues, Raphaela Laet e Ruan Ramos foram escolhidos para integrar o projeto da Behive que, em iniciativa inédita no País, leva estrutura empresarial e gestão profissional a equipes de e-Sports.

Durante a última etapa, chamada tryout, realizada na metade de novembro, 60 competidores selecionados a partir do Perfil Comportamental APOGEO compareceram à escola de artes digitais Saga para entrevistas individuais e testes específicos em League of Legends. Ao longo de dois dias,  foram avaliados aspectos sobre a saúde emocional, mental, física e espiritual, além da capacidade de tomada de decisões, habilidade dentro do conjunto de mecânicas do jogo e reações a fatores surpresa.

“Foi uma seleção com alto nível de competidores. Para a decisão final, levamos em consideração a possibilidade de desenvolvimento de cada jogador,  análise comportamental da equipe composta e habilidades de jogo”,  disse a master coach Miriam Tsugawa, coidealizadora da Behive. “Não queríamos jogadores prontos, mas sim jogadores que permitissem uma interação e uma dinâmica com respeito e competitividade e com um potencial de vitória dentro de uma organização em conjunto e em equipe”, completou. 

O avaliador dos aspectos relacionado ao jogo foi o técnico Guilherme Necro, enquanto Paulo Demestri, desenvolvedor do Perfil Comportamental APOGEO, e Miriam Tsugawa participaram das entrevistas. “Todos os candidatos chegaram ao tryout em condições iguais e não houve privilégio para qualquer candidato. O fato de alguns já serem conhecidos do público, por exemplo, não foi levado em conta. As escolhas foram unicamente baseadas nos critérios técnicos e pessoais estabelecidos pela Behive desde o início da seleção”, disse Necro. 

A seleção desde o início 

Todos os interessados em participar da seleção da Behive, sem exceção, saíram de um processo que começou em abril, quando quase mil candidatos se inscreveram pela página do Necro no Facebook. Dos inscritos, apenas 400 atendiam os requisitos mínimos para avançar no processo, ou seja: tinham ensino médio completo, 18 anos a partir de 1º de janeiro de 2015 e o nível Diamond no jogo. Depois, em junho, os 400 qualificados passaram por uma avaliação de perfil comportamental, o APOGEO – instrumento de diagnóstico preciso que tem sido utilizado com sucesso nos processos de triagem, seleção e coaching de grandes empresas e que, entre outras coisas, avalia a motivação, criatividade e comunicação, permitindo, a partir dessas análises, uma correlação com os objetivos pessoais e as competências do cargo, além da relação entre o seu potencial inato e as possibilidades de desenvolvimento e seus efeitos na performance –, quando foram selecionados e convocados 100 candidatos para a fase final. Do total, 40 desistiram do tryout por não terem como se manter em São Paulo caso fossem os escolhidos, por estarem estudando para o vestibular ou por terem deixado de jogar. Os outros 60 fizeram entrevistas e testes técnicos durante dois dias,  supervisionados por profissionais da Behive, que fizeram as escolhas com base nas habilidades dos jogadores, aspectos comportamentais, potenciais de desenvolvimento, competitividade, capacidade de trabalho em equipe e adaptação à cultura da empresa.

Gaming Office – Mercado de gente grande pede infraestrutura profissional 

Na contramão da maioria das equipes de e-sports, que mantém os jogadores profissionais nas chamadas gaming houses, os jogadores da Behive se prepararão em um escritório, que até será lúdico, de acordo com o perfil do negócio, mas em nada lembrará o ambiente doméstico. Os atletas da Behive vão treinar e voltar para suas casas, de modo a terem uma vida social como qualquer outra pessoa, inclusive continuar os estudos.

Os dez selecionados pelo tryout começam a ‘trabalhar’ no ano que vem, quando será anunciada a localização do espaço, horários de treinamento etc. Inicialmente, os dez jogadores irão compor dois times de LoL e a  expectativa é que, em 2015, disputem o Campeonato Brasileiro de League of Legends e, em 2016, vençam alguma competição.

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 15 dezembro, 2014 09:47


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