Crítica do filme Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso

Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day-BrasilAlexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso
Direção:
 Miguel Arteta
Roteiro: 
Rob Lieber
Gênero: Comédia | Família
Distribuidora: Walt Disney
Elenco: Steve Carell, Jennifer Garner, Ed Oxenbould, Toni Trucks, Dylan Minnette, Kerris Dorsey, Bella Thorne, Jennifer Coolidge.

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Avaliação (6/10)

“Coisas boas e ruins podem acontecer sem qualquer motivo aparente… e com qualquer um.”, isso é padrão para quase todas as pessoas. Mas para o pequeno Alexandre esse ditado não se enquadra, ou pelo menos não literalmente, pois coisas ruins sempre acontecem com ele, apenas com ele! Às vezes nos deparamos com situações que simplesmente fogem do nosso controle, e ainda pior, resultam em reações que interferem diretamente em nossos familiares próximos, os quais por mais boa vontade que tenham não conseguem alterar os acontecimentos trágicos. Baseado no livro de mesmo nome escrito por Judith Viorst, o longa Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso da Walt Disney carrega toda filosofia do estúdio, trazendo uma comédia bastante “soft”, aonde em momento algum necessita de cenas apelativas, muito menos se utilizar de palavras chulas para narrar sua história – o foco da produção é trazer um versão “soft” e muito engraçadas para acontecimento que poderiam surgir em sua vida.

Por se tratar de um gênero totalmente familiar, e claro sendo produzido pela Disney, o longa consegue abordar conflitos e situações cotidianas das famílias de forma muito agradável, além de trazer ainda as mensagens clássicas de produções do estúdio, que aqui se faz muito necessário. Com roteiro adaptado escrito pelo estreante Rob Lieber, o longa acompanha a árdua jornada de pequeno Alexander (vivido por Ed Oxenbould), que traz em sua rotina de pré-adolescente problemas que nem mesmo ele consegue entender de onde surgem, simplesmente acontecem com ele tendo que resolve-los quase que diariamente. Mas o que ele não esperava é que, como extenso título anuncia, o pior dia de sua vida estava ainda por vir. Logo quando acorda uma série de desastres começam a brotar, primeiro, ele acorda com chiclete grudado em seu cabelo. Na hora de se vestir, ele tropeça e deixa cair sua malha na pia cheia de água. No café da manhã, seus irmãos encontram belos prêmios na caixa de cereal, mas Alexander não encontra nada. O resto do dia reserva muitas outras más notícias e acontecimentos ruins.

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O que mais incomoda em Alexander na verdade é que sua família, composta por seu pai Ben Cooper (Steve Carell) que no momento está desempregado, sua adorável e elétrica mãe Kelly Cooper (Jennifer Garner), seguido ainda pelo seu irmão mais velho Anthony Cooper (Dylan Minnette) que está naquela fase que todos já passamos do primeiro namoro. Sem esquecer claro da sua irmã Emily Cooper (Kerris Dorsey) e ainda seu pequeno irmão. Simplesmente eles, ao contrário de Alexander, tem uma vida praticamente perfeita sem encalços da vida, o que faz que em um momento de fúria, após seu pior dia, ele acaba desejando que todos da sua família “perfeita” desfrutem e saibam realmente o que é um péssimo dia.

Acertando logo em seu cast, com atores extremamente confortáveis e seguros de seus personagens, o longa consegue trazer carismas em quase todas as situações apresentadas pelo roteiro. Mérito maior, além claro do argumento inicial, para o jovem ator Ed Oxenbould, que ganhou destaque com a série televisiva “Puberty Blues” aonde vive David Vickers. Outro grande destaque fica para o sempre excelente Steve Carell, que consegue se renovar a cada novo projeto sabendo exatamente estudar a fundo seus personagens (aqui neste longa um pai de família que busca um novo emprego). Claro que além desses personagens à produção ainda traz participações secundárias super interessantes, como por exemplo da mãe da família (que se dedicada ao trabalho sem nunca deixar de lado os cotidianos lar) vivido por Jennifer Garner, esposa de Ben Affleck na vida real.

Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day

O longa se destaca pela escolha acertada de abordar temas do cotidiano de uma típica família, como desemprego, amor juvenil, pressão no trabalho, desafios, todos esses acontecimentos são engraçados por si só com a forma apresentada no longa. Aonde os eventos ocorridos sempre visam buscar a naturalidade, não necessitando apelar e muito menos cair em um besteirol, como as muitas produções do gênero vem fazendo atualmente. Neste longa os espectadores ficaram com aquele sorrisinho na boca o tempo todo, por se tratar de uma comédia limpa e que por detrás, apresenta diversos pontos importantes que podemos levar no nosso dia-a-dia, para sermos pessoas melhores e mais calmas com os problemas que nossos caminhos pode nos apresentar.

Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso, sem dúvida vai alegrar toda a família e trazer ainda uma inspiração de vida, que nem sempre o pior dia tem que ser encarado dessa forma, desde que esteja em boas companhias e saiba encarar o problema como um aprendizado na vida. A comédia é uma daquelas, poucas, que vemos hoje em dia que você pode não morrer de rir à todo momento durante a projeção, mas garanto que ficará com um sorriso amarelo em boa parte dela. Isso devido ao fato de seu roteiro ser extremamente agradável

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