AUSÊNCIA de Chico Teixeira, recebe dois prêmios no Festival do Rio

Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 20 outubro, 2014 11:39

O longa-metragem AUSÊNCIA, do cineasta Chico Teixeira, recebeu o Troféu Redentor de “Melhor Ator”, para o estreante Matheus Fagundes, de 17 anos, e o Prêmio Especial do Júri, na Mostra Competitiva da Première Brasil do Festival do Rio.  A cerimônia de premiação foi realizada na Sede do Festival do Rio, no Armazém da Utopia, no Cais do Porto.

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O novo filme de Chico Teixeira (“A Casa de Alice”, 2007) narra a história de Serginho (Matheus Fagundes), um jovem em busca de afeto. Aos 15 anos, procura um lugar para si num mundo que lhe obrigou a crescer antes do tempo. As circunstâncias o tornaram o homem da casa, responsável pela mãe (Gilda Nomacce) e pelo irmão pequeno, quando o que Serginho mais queria era deitar a cabeça no colo de seu pai para que ele lhe enxugasse os cabelos.

Serginho fala pouco, quase nada. Quando fala, é a ausência que se faz ouvir através de sua voz. Não apenas a ausência desse pai (Kiko Marques), que abandonou a mulher e os filhos levando embora até o botijão de gás, mas também a ausência da mãe, abatida pelo álcool, alheia, mesmo quando sua presença é palpável. Num momento de transição, ele sente falta de um amor de verdade, de perspectiva profissional, de carinho. Serginho se desdobra para suprir tantas ausências. E quase sempre consegue. Quase.

​Chega um momento em que tudo entorna, tudo transborda. Serginho quer mais. Quer mais do amigo mudo (Thiago de Matos) que, assim como ele, quase não fala. Quer mais de Silvinha (Andréia Mayumi), a menina da barraca de peixe. Quer mais da mãe, do pai, do chefe (Antonio Ravan). Quer mais do Professor Ney (Irandhir Santos), um cliente transformado em confidente, em desejo. Serginho quer um futuro.

Ausência“, é um filme sobre não-ditos. Um filme sobre pessoas que falam pouco e dizem muito, como Serginho, com os olhos, os gestos, as palavras poupadas. Um filme que cala a garganta e fala à flor da pele. 

“Ausência” é um drama cotidiano, familiar, sexual, afetivo. Centrada na figura de Serginho, a trama se estrutura sobre diversos aspectos da vida desse “não-mais menino, ainda-não homem”.

Seguimos seu dia-a-dia: o recém-adquirido papel de homem da casa, cuidando de sua mãe e de seu irmão mais novo; o trabalho na feira; sua amizade com Mudinho e Silvinha; e sua relação confusa, entre o sexo e o afeto, com o Professor Ney. O filme é um tecido de momentos da vida de um menino em transição.

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Luiz Guirra
Por Luiz Guirra 20 outubro, 2014 11:39


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