OSB recebe Alondra de la Parra e Pavel Kolesnikov em concerto no Municipal do Rio

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 1 agosto, 2014 12:05

OSB recebe Alondra de la Parra e Pavel Kolesnikov em concerto no Municipal do Rio

A Orquestra Sinfônica Brasileira abre o mês de agosto promovendo pela série Turmalina uma tarde russa com um toque mexicano no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No dia 2 de agosto, às 16h, a tradicional casa de espetáculos do Rio recebe a OSB para interpretação das obras “Sagração da Primavera”, de Stravinsky; “Concerto para Piano nº 3”, de Rachmaninoff; e “Vers la flamme” e “Sonata para Piano nº4”, de Scriabin. A Orquestra estará novamente sob o comando da “regente extraordinária”: a mexicana Alondra de la Parra, considerada pela Revista Poder uma das 20 pessoas mais influentes abaixo dos 40 anos e que volta a reger a OSB depois de sua última apresentação em 2012. Marcando a presença russa, além dos compositores do programa, o concerto recebe como solista o jovem pianista Pavel Kolesnikov. O artista foi premiado na famosa competição internacional de piano “Honens 2012”, realizada em Calgary, no Canadá, aonde dividiu o palco com o maestro Roberto Minczuk, titular da OSB e da Filarmônica de Calgary. Os ingressos para  apresentação já estão à venda na bilheteria do Theatro ou pelo site Ingresso Rápido.

A obra centenária “Sagração da Primavera”, de Stravinsky, também conhecida como “Cenas da Rússia pagã em duas partes” abre o concerto. Composta entre 1912 e 1913 foi encomendada pelo bailarino e empresário Sergei Diaghilev, que produziria um balé com base na música para a sua companhia de dança “Ballets Russes”. A estreia da peça aconteceu em Paris, no Teatro de Champs-Élysées, em maio de 1913, com regência de Pierre Monteux e foi um grande escândalo. Vaias puderam ser ouvidas ainda durante a introdução da primeira parte, e os atos de insatisfação se acentuaram quando o ballet começou a dar os primeiros passos da dança primitiva coreografada por Vaslav Nijinsky, bailarino da companhia. O enredo da obra de Stravinsky se passa na Rússia primitiva, onde uma menina é escolhida para dançar até morrer, num ritual de sacrifício à Primavera, estação que se aproximava. Nas palavras do compositor, “A Sagração da Primavera” é uma obra musical coreográfica, que representa a Rússia pagã e é unificada pela ideia do mistério e do enorme poder criativo da primavera.

Pavel Kolesnikov sobe ao palco para interpretar a primeira peça para piano da apresentação, “Concerto para Piano nº3, Op.30”, de Rachmaninoff. Um dos concertos mais difíceis de todo o repertório para o instrumento, a obra foi finalizada em 1909. A estreia comandada pela Sinfônica de Nova York, em novembro de 1909, teve o próprio Rachmaninoff como solista e foi um enorme sucesso. A ótima recepção da peça representou para o artista uma reviravolta positiva em sua carreira, depois do famoso colapso nervoso que o acometeu após a estreia desastrosa de sua Primeira Sinfonia.

Duas obras de Scriabin encerram o programa do concerto da OSB: “Vers la flamme op. 72” e “Sonata para Piano nº4 Op.30”, também com interpretações de Kolesnikov. “Vers la flamme” é uma das últimas peças do compositor para piano e foi escrita em 1914. Segundo o pianista Vladimir Horowitz, a música foi inspirada na excêntrica convicção do compositor de que o constante acúmulo de gás na Terra levaria à destruição do mundo por gases e chamas de fogo. Já a “Sonata para Piano nº4”, composta em 1903, é considerada um trabalho “herdeiro” de Beethoven em termos de qualidade. A obra é a sonata mais curta entre as dez compostas por Scriabin (é formada apenas por dois movimentos: Andante e Prestissimo volando).

Sobre Alondra de la Parra

Alondra de la Parra ganhou fama mundial por suas performances vibrantes à frente de orquestras ao redor do mundo. Foi a primeira mulher mexicana a conduzir em Nova York e é considerada embaixadora cultural do México. Com 32 anos, já tem a alcunha de uma “regente extraordinária”, pelas palavras de Plácido Domingo.

Nascida em Nova York em 1980, De la Parra mudou-se para o México com dois anos de idade. Começou a tocar piano aos sete anos, e violoncelo aos 13, quando nesta idade decidiu que queria ser regente de orquestra. Depois de anos de estudo no México e na Inglaterra, se mudou para Nova York aos 19, para ter aulas no “Manhattan School of Music”. Com convites de diversas orquestras – em Dallas, Houston, San Francisco, Phoenix, Miami, São Paulo etc – Alondra é considerada “Young Rockstars of the Conducting World” (jovem rockstar no mundo da regência), pelo The Daily Beast, e “top 20 under 40” (uma das 20 pessoas mais influentes abaixo dos 40 anos) pela Revista Poder, por sua importância para a cultura de seu país.

Uma de suas grandes conquistas foi a criação da Philharmonic Orchestra of the Americas (POA), em 2004. A orquestra reúne jovens talentos das Américas, com foco de divulgar a música latino-americana. A primeira gravação de De La Parra, “Mi Alma Mexicana”, com a POA foi lançada pela Sony em agosto de 2010. Os dois CDs, que celebram os 200 anos de música orquestral mexicana, ficou entre o “top 10” da lista de clássicos da Billboard e no México ganhou “disco de platina” em menos de dois meses depois do lançamento.

Sobre Pavel Kolesnikov

“Brilhantismo, mas também um carisma, quase que uma intimidade maliciosa” é como o jornal “The Telegraph”, de Londres, descreve a performance do pianista russo que foi premiado no “Honens 2012”, conhecida competição internacional de piano, realizada no Canadá, famosa por descobrir e revelar jovens pianistas.

Kolesnikov estudou no “Moscow State Conservatory” com Sergey Dorensky; no “London’s Royal College of Music” com Norma Fisher; e no “Brussels Queen Elisabeth Music Chapel” com a pianista Maria João Pires. Em 2008, o jovem pianista fez o seu recital de estreia no Conservatório de Moscou e desde então tem tocado tanto como solista como colaborador em apresentações na Rússia, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Ucrânia e Reino Unido.

Entre os trabalhos e estreias recentes destacam-se débuts nas casas de espetáculos Konzerthaus, em Berlim; Wigmore Hall, em Londres; e na Zankel Hall (Carnegie Hall), em Nova York. Entre as apresentações solo ou em colaborações com outras orquestras, Kolesnikov marca presença no “Spoleto Festival USA”, “Canada’s Ottawa International Chamber Music Festival” e “Banff Summer Arts Festival”, e “The United Kingdom’s Plush Festival”, além das orquestras Nacional da Bélgica e Filarmônica de Londres.

Sobre a OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira é o mais tradicional conjunto sinfônico do país. Roberto Minczuk é o maestro titular. Composta por 71 músicos tem por meta alcançar o número de 95 até 2016. Fundada em 1940, pelo maestro José Siqueira, a OSB foi a primeira a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. As missões institucionais contemplam a conquista de novos públicos para a música sinfônica, o incentivo a novos talentos e a divulgação de um repertório diversificado, objetivos alcançados em mais de quatro mil concertos realizados durante sete décadas de trajetória ininterrupta.

A história da OSB se compôs através da contribuição de grandes músicos e regentes como Eleazar de Carvalho e Isaac Karabtchevsky. Além de ter revelado nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, a OSB também contou em sua história com a colaboração de alguns dos maiores artistas do século XX: Leonard Bernstein, Zubin Mehta, Kurt Sanderling, Arthur Rubinstein, Martha Argerich, Kurt Masur, Claudio Arrau, Mstislav Rostropovich, Jean-Pierre Rampal e José Carreras, dentre outros.

As atividades da OSB são viabilizadas pelo apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da mineradora Vale e de um conjunto de investidores da iniciativa privada e investimentos públicos.

Apostando num amplo espectro da música – da produção barroca aos compositores contemporâneos – a Orquestra Sinfônica Brasileira busca continuamente a excelência artística e, por consequência, a concretização de seus objetivos sociais e educativos.

SERVIÇO
OSB – SÉRIE TURMALINA
Data: Sábado, 2 de agosto, às 16h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: 
Praça Marechal Floriano s/nº, Centro
Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h.
Bilheteria: 2332‐9005 / 2332‐9191
Classificação: Livre
Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)
Capacidade: 2237 lugares; 456 (plateia); 344 (balcão nobre); 406 (balcão superior); 94(balcão lateral); 624 (galeria); 100 (galeria lateral); 132 (frisas); 69 (camarotes)

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 1 agosto, 2014 12:05


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