Com obras de Mozart, Orquestra Sinfônica de MG retoma apresentações da série Sinfônica no Museu

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 2 julho, 2014 12:05

Com obras de Mozart, Orquestra Sinfônica de MG retoma apresentações da série Sinfônica no Museu

Sob regência do maestro assistente da Fundação Clóvis Salgado, o trompista Sérgio Gomes, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta a Sinfonia número 41 em Dó Maior Concertante em Mi bemol Maior, para violino, viola e orquestra. Na estreia da segunda temporada da série, Mozart será o grande homenageado, com duas de suas importantes obras apresentadas no Museu Inimá de Paula.

A abertura do concerto acontece com a Sinfonia Número 41 em dó Maior. A composição é a última de Mozart e também a mais longa. Com aproximadamente 35 minutos de duração, essa é uma das obras mais simbólicas do compositor. A canção foi apelidada de “Júpiter”, pelo compositor Jonhan Peter Salomon. Os motivos para a escolha do nome são incertos, conta Sérgio Gomes: “Como não foi Mozart quem deu o nome à obra, não se sabe exatamente a motivação, mas uma das possibilidades é que a canção homenageie o Deus romano, ou o próprio planeta”.

Inovações de Mozart – Em seus quatro movimentos, a Sinfonia Número 41 combina o rigor da técnica do contraponto, caraterística do período barroco, com uma linguagem clássica. “Ao escrever a Sinfonia Número 41, Mozart alcançou algo que Betthoven só viria a fazer anos depois. Ele aponta para o futuro ao estabelecer uma estrutura musical que provoca o diálogo entre o barroco e o período clássico. Algo que já aponta para o romantismo”, explica o maestro.

Já Sinfonia Concertante em Mi bemol Maior, K364, para violino, viola e orquestra, interpretada na segunda parte do concerto, é outra composição inovadora de Mozart. “Não se trata de uma das composições mais maduras do autor, mas é um misto de concerto e sinfonia, algo novo e que se tornou referência na música erudita”, conta Sérgio Gomes. Escrita em três movimentos, Allegro MaestosoAndante e Presto, a composição exige formação orquestral.

De acordo com maestro, a inspiração para unir música concerto com a música orquestral veio de uma turnê feita por Mozart em Mannheim, na Alemanha. Lá, o compositor entrou em contato com a música concerto e se esforçou para criar uma composição única, que combinasse os dois estilos. Outra particularidade da composição é a utilização da viola. “Com esta composição, Mozart mostra que é possível utilizar a viola na música erudita. Em Sinfonia Concertante em Mi bemol Maior, K364, a viola ganha o mesmo status do violino.”

SERVIÇO
Sinfônica no Museu
Data: 10 e 11 de julho
Local:
Museu Inimá de Paula
Endereço: Rua da Bahia, 1202 – Centro
Entrada Gratuita

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 2 julho, 2014 12:05


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