Crítica do filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Flávio Siqueira
Por Flávio Siqueira 19 maio, 2014 17:49

Crítica do filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

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Direção.: Bryan Singer
Roteiro.: Simon Kinberg , Jane Goldman
Gênero.: Ação, Aventura, Sci-fi
Distribuidora.: Warner Bros. Pictures

Elenco.: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Halle Berry, Ellen Page, Peter Dinklage e mais.
Sinopse.: No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados.

Avaliação.: (5/10)
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O mais novo longa da franquia X-Men nos cinemas promete dar um novo fôlego para equipe de mutantes da Marvel. Se em 2011 todos os fãs foram surpreendidos com “X-Men: Primeira Classe”, que conseguiu abordar de uma forma mais madura, e claro trazendo ainda um ar jovem ao universo explorado na primeira trilogia, X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO segue à mesma abordagem se sustentando, dessa vez, em um produção mais coesa que tenta aproximar cada vez mais o lado humano de seus personagens.

Um dos grandes diferencias que podemos citar ao descrever o universo envolvido em X-Men, além claro de seus personagens extremamente interessantes, é um tema que ainda continua muito vivo em nossa sociedade: o preconceito. Homossexualidade, antissemitismo, conflitos étnicos e religiosos, o ódio e a intolerância às minorias são assuntos que todos os fãs dos quadrinhos dos mutantes estão acostumados a conhecer. Mas mesmo aqueles que não estão tão familiarizados com toda história e que assistirem esse novo longa sairá com a sensação de um roteiro bastante maduro e muito politico, como deveria realmente ser. De todos os longas anteriores da franquia, este sem dúvida é o que fica mais nítido todo o conflito que envolve este maravilhoso mundo criado por Stan Lee e Jack Kirby, aonde os mutante se veem em meio a uma sociedade que se torna o grande vilão do mundo – podendo facilmente ser encarado como uma metáfora sobre os direitos civis.

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Com roteiro escrito por Simon Kinberg (Guerra é Guerra! e Sherlock Holmes) e história de Jane Goldman (responsável por “Kick-Ass: Quebrando Tudo” e “X-Men: Primeira Classe”), o longa se passa no futuro, aonde os mutantes buscam sobreviver em meio a uma nova ameça: os poderosos Sentinelas. Charles Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) do futuro, tentando mudar o rumo da história, decidem enviar a consciência de Wolverine (Hugh Jackman) em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Para executar tal missão eles escalam Kitty Pryde (Ellen Page) para conduzir essa transferência de consciência de Wolverine. Nesse ponto a história se difere um pouco da HQ, aonde lá, Kitty Pryde é enviada ao passado se tornando protagonista da história. Mas mesmo com essa mudança o longa não perde força, pois Wolverine é utilizando de forma a conduzir a história mas nunca sendo o único foco da narrativa – o que ajuda no desenvolvimento de diversos outros personagens.

Abordando de forma muito convincente todo o paradoxo temporal, o longa consegue trabalhar paralelamente ambos períodos (futuro e passado), porém não conseguem trabalhar o fato das ações modificadas em 1970 desencadear uma alteração simultânea no futuro, algo que deixa a desejar, tendo em vista que nada vai mudando no futuro, como se nada estivesse sendo feito no passado, e somente no final podemos ver essa mudança brusca de uma vez, como se o mundo tivesse realmente mudado de uma hora para outra, e não gradativamente, como poderia ter sido melhor explorado e trabalhado.

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A produção opta por, acompanhar Wolverine, Professor Xavier e Magneto o que acaba prejudicando e não conseguindo tempo para explorar personagens interessantes como Blink (Fan Bingbing), mutante capaz de criar portas entre diferentes espaços, além de Mercúrio (interpretado pelo ótimo ator Evan Peters), um divertido cleptomaníaco que utiliza da sua supervelocidade para realizar diversas situações (muitas das vezes engraçadas). Mas o destaque fica mesmo para a misteriosa e sedutora Mística/Raven (vivida novamente por Jennifer Lawrence), sendo o grande fio condutor de toda trama deste longa, que visa contar toda mudança de personalidade (desde do filme  “X-Men: Primeira Classe”), desde a pequena mutante que foi acolhida pelo jovem Xavier em sua casa, até se tornar essa vilã extremamente determinada e fatal.

Depois de dirigir os dois primeiros longas da franquia, sendo o bem-sucedido longa  “X-Men” (2000) e ainda “X-Men 2” (2003), Bryan Singer volta ao cargo de realizador, que novamente consegue se esconder atrás de toda a história. Todos os departamento do cinema, entre eles: arte, fotografia, elenco, som e por fim a direção (geral), necessitam de profissionais que acrescentem a sua própria experiencia a produção. Ainda mais no cargo de diretor, que o estúdio deposita nesta função toda esperança de como será conduzida à linguagem que deverá ser dada para o longa. Seja se utilizando perfeitamente da narrativa, escolha de planos (que ajudam no ritmo), além de conseguir esclarecer toda linguagem que deve ser passada para a equipe técnica, o que ajuda a deixá-los em sintonia com os outros departamentos. Mas o que vemos com Singer é uma neutralidade que assusta ao ponto de ficar escondido dentro do seu próprio filme, não acrescentando em quase nada no longa.

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Apesar de poucas cenas com efeitos especiais digno, o longa declina e opta por efeitos simples em grande parte da produção, o que deixa de certa forma uma produção sem muito brilho e grandiosidade, comparado aos filmes que tem surgindo no gênero de heróis que usam e abusam de efeitos. Um dos maiores defeitos fica para todas as cenas do futuro, que opta por uma fotografia extremamente escura, que compromete muito a narrativa. Além de alguns elementos utilizados no futuro deixar nítido que faltou cuidado na criação de design, para melhor construir os Sentinelas e suas naves, pois é tão simples e cru, que parece que estamos vendo um esboço das naves com um formato quadrado sem nenhum visual mais moderno e atraente, além de ser atrapalhado pela fotografia.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, apesar de pouco explorar os personagens e de optar por ser um filme mais realista sem utilizar de muitos efeitos especiais/visuais (CGI´s), sem dúvida vem para se tornar um dos melhores filmes da franquia, graças ao roteiro que consegue ser maduro e bem desenvolvido, conseguindo mostrar um lado dos heróis ainda não explorado até o momento. Além claro de trazer um cuidado para unir de forma coerente toda sua trama com a primeira trilogia, respeitando tudo que foi mostrando anteriormente.

Flávio Siqueira
Por Flávio Siqueira 19 maio, 2014 17:49


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