Ana Luisa Lacombe se apresenta na programação da Virada Cultural

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 15 maio, 2014 16:09

Ana Luisa Lacombe se apresenta na programação da Virada Cultural

As histórias são como tecidos, bordados, com cruzamentos de linhas e motes, e o acabamento da obra, depois de feita, demonstra o quão preciosa é a peça, o trabalho. Ana Luisa Lacombe, atriz premiada por seus inúmeros espetáculos voltados ao público infantil e infanto-juvenil, apresenta seu novo espetáculo: As Três Penas do Rabo do Grifo, na programação da Virada Cultural, dias 17 e 18 de maio às 16h no Teatro Sergio Cardoso, sala Paschoal Carlos Magno, na Bela Vista, São Paulo.

Para escrever essa dramaturgia – juntamente com o também premiado autor Paulo Rogério Lopes – Ana Luísa recorreu à memória, pois foi da boca de sua mãe que ouviu pela primeira vez essa história, quando ainda era bem pequena. Mas foi sua bisavó Nita quem mesclou referências da literatura (dos irmãos Grimm e dos folcloristas alemães Ignaz e Josef Zingerle) e legou a essa geração de mulheres a arte de transmitir histórias e, aliado a esse dom, a maestria em ter as mãos ocupadas com lãs, linhas e agulhas.

Ana Luisa Lacombe tem a certeza, ao criar esse novo espetáculo, que o poder de fazer coisas belas com as mãos está intrínseco em sua genealogia – sua avó se dedicou às aquarelas e sua mãe a criar jogos artesanais – e agora ela transforma história, tricôs, bordados, tapeçarias e costuras em espetáculos.

As Três Penas do Rabo do Grifo nasceu da somatória de várias histórias. Sobre a origem do mote, Ana Luísa relata o caminho percorrido: “Quando virei contadora de história, fui pesquisar a origem do que ouvi de minha avó, que por sua vez ouviu de sua mãe. Descobri que este era um conto de Grimm e que minha bisavó havia misturado duas histórias com estrutura semelhantes, mas com algumas diferenças: O Grifo e Os Três Cabelos do Diabo, ambas dos irmãos Grimm”. Ana Luísa, inventiva, achou um terceiro conto e acrescentou ao caldeirão de ideias para o texto da peça. “Para fazer a dramaturgia fui atrás de várias versões dos dois contos e achei um terceiro chamado “As Penas do Rabo do Dragão”, que se assemelhava muito ao Grifo, mas trazia outros elementos. Junto com o Paulo Rogério Lopes pusemos tudo isso num caldeirão, mexemos, e acrescentamos coisas nossas, que fomos criando ao longo do processo, e daí surgiu ‘As Três Penas do Rabo do Grifo’”.

Além de ter a direção e dramaturgia de Paulo Rogério Lopes, parceiro de outros espetáculos de Ana Luísa, o espetáculo tem canções originais de Jean Garfunkel e trilha incidental, sonoplastia e percussão de Betinho Sodré. Marcos Botassi traz sua arte para o cenário, Leila Garcia fez a preparação corporal da atriz e Ari Nagô ilumina tudo isso.

Ana Luisa Lacombe está à frente do trabalho realizado na Casa Faz e Conta, sede de seu grupo, que desde 2003 tem produzido várias montagens premiadas e tem realizado narrações de histórias, cursos e saraus em sua própria sede, em espaços culturais e escolas.

SERVIÇO
Ana Luisa Lacombe
Data: 
17 e 18 de maio às 16h
Teatro Sergio Cardoso
Sala Paschoal Carlos Magno
Virada Cultural
Grátis
Tempo de duração: 50 minutos
Recomendação: 7 anos

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 15 maio, 2014 16:09


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