Montagem investiga possibilidades de interpretação de uma mesma partitura coreográfica por três bailarinos

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 14 maio, 2014 08:01

Montagem investiga possibilidades de interpretação de uma mesma partitura coreográfica por três bailarinos

‘Prancha Coreográfica – Estudo de intensidades’, espetáculo vencedor do Prêmio Fundação Clóvis Salgado de Estímulo às Artes Cênicas de 2013, retorna ao Teatro João Ceschiatti para a segunda temporada. A montagem tem criação de Cris Oliveira, e execução dos bailarinos Tuca Pinheiro, Dorothe Depeauw e da própria Cris.

Com prêmios que variaram entre R$ 30 mil e R$ 70 mil, o edital contemplou quatro projetos inéditos de Belo Horizonte, na categoria Montagem – Teatro e Montagem – Dança, e um do interior de Minas, na categoria Circulação, já encenado anteriormente.

O Prêmio Estímulo integra a política de fomento às artes cênicas da Fundação Clóvis Salgado. Entre seus objetivos está o de incentivar a criação, a montagem e a circulação de espetáculos de teatro e dança. Desde que foi criado, importantes textos foram contemplados pelo Prêmio, com espetáculos que obtiveram sucesso de público e crítica como A Bolsa Amarela, da Zero Cia de Bonecos; Todas as belezas do mundo, da Companhia Clara; e Amores surdos, do Grupo Espanca!, entre outros.

Segundo Fernanda Machado, presidente da FCS, o fomento às artes é uma diretriz primordial de atuação da Fundação e é sua função criar instrumentos públicos e democráticos que permitam aos artistas criar, produzir e exibir suas obras. “O Palácio das Artes recebe, desta forma, esses artistas e o público para a imersão em novas criações e experimentações do fazer artístico”.

Uma nova linguagem – Segundo Cris Oliveira, a ‘Prancha Coreográfica’ é uma metodologia de criação para improvisação e composição, composta por um sistema de notação que orienta a performance dos bailarinos. Tal qual uma partitura, esse sistema se organiza a partir de uma série de símbolos visuais, cuja sequência dita a coreografia.

“Nossa metodologia foi desenvolvida a partir dos estudos e experimentos de Rudolf Laban, Anne Bougart e Tina Landau. Trabalhamos com vários signos, cada qual com seu significado. É como se a partir de nosso sistema de símbolos criássemos uma nova linguagem, que se traduz em dança”, explica Cris.

A coreógrafa explica que o sistema se organiza em cinco categorias de indicadores: forma-movimento-ação, tempo, nível, direção e intensidade. A partir da metodologia, é possível investigar os próprios elementos que a compõem. Sendo assim, o espetáculo vai enfocar a intensidade, uma dessas categorias. Nesse sentido, ‘Prancha coreográfica – Estudo para intensidades’ se esforça em desvendar como três corpos com memórias e hábitos distintos decodificam uma mesma informação e como o tempo interfere na percepção da ação.

Este é o segundo trabalho que Cris desenvolve a partir da Prancha Coreográfica. O primeiro, ‘Dropes’, investiga a relação espacial e foi executado em 2012. “O Prêmio Estímulo foi fundamental para a continuidade da pesquisa que vínhamos realizando, para que continuássemos trabalhando e o projeto não morresse’, destaca a bailarina e coreógrafa.

SERVIÇO
Prancha Coreográfica
Data: 22 a 31 de maio de 2014
Horário: De segunda a sábado, às 20h e, aos domingos, às 19h
Teatro João Ceschiatti
Endereço: Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro
Preço: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia entrada)
Classificação etária: Livre
Duração: 45 minutos

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 14 maio, 2014 08:01


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