Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 março, 2014 17:10

Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu

Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu, o qual também assina a curadoria da mostra. Trata-se de uma instalação narrativa, com 36 desenhos, sobre a vida e obra de um artista fictício criado por Pierre, chamado Joaquim Nunes de Souza, o qual teria produzido uma série de desenhos retratando pessoas no espaço urbano.

De natureza introvertida e origem humilde, Joaquim não tem formação acadêmica e nem aplica rigor científico em seus desenhos de observação, seu único meio de interação com a sociedade. Seu trabalho apresenta recortes de cenas do dia a dia – relances do cotidiano que permanecem em nosso imaginário -, revela protagonistas de pequenos detalhes da vida. Joaquim age como um “etnógrafo naïf”, fazendo um levantamento do tipo físico e do comportamento desses habitantes da cidade de Curitiba, em uma tentativa intensa de perceber a realidade social e entender a configuração local, da qual se sente excluído.

Apesar da linearidade em relação à cronologia da história de Joaquim, mostrada na exposição com disposição clara de início e fim, os desenhos foram feitos aleatoriamente, sendo que todas as pessoas retratadas, os locais dos textos e dos retratos, de fato existem (ou existiram). Acerca do processo criativo, Pierre comenta: “A escolha do desenho, basicamente nanquim sobre papel, dá-se pela facilidade que um artista teria de desenhar na rua, já que todos os desenhos seriam supostamente produzidos durante observações de populares em praças, terminais de ônibus e demais locais de convivência comum, mas que passam despercebidos pelos que ali transitam”.

Tomando a urbanidade como tema e o uso da ficção como mediação com o público, Pierre Lapalu nega a premissa do artista como um executor do próprio estilo, emprestando seus traços e jeito de desenhar a Joaquim. “(…) entendi que deveria procurar desenvolver a metamorfose que o traço e o estilo de um artista teria durante toda sua vida, pois o estilo muda conforme sua percepção vai se descolando da realidade, o que é observável pelo traço”.

SERVIÇO
Exposição: Joaquim Nunes de Souza – O Etnógrafo Naïf
Curadoria: Pierre Lapalu
Coordenação: Andrea Rehder e Flávia Marujo
Abertura: 29 de março de 2014, sábado, às 15h
Período: 31 de março a 3 de maio de 2014
Horário: segunda a sexta das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h
Local: Paralelo
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 986, Pinheiros – São Paulo, SP
Tel: (11) 2495-6876
www.paralelogaleria.com

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 março, 2014 17:10


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