Museu Imperial terá visitação online através do Era Virtual

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 3 dezembro, 2013 10:03

Museu Imperial terá visitação online através do Era Virtual

Desde a sua criação, o Museu Imperial em Petrópolis tem como funções primordiais a preservação, a pesquisa e a comunicação de peças relativas ao período imperial brasileiro e à formação histórica da cidade de Petrópolis. A partir da próxima quarta-feira (4/12), o Museu, que é um dos mais visitados do país atraindo mais de 340 mil pessoas por ano, abre suas portas para que qualquer pessoa, em qualquer canto do mundo, possa apreciar seu acervo histórico, artístico e paisagístico, todos os dias, 24 horas. Todo o trabalho será divulgado em 360° pelo projeto Era Virtual Museus, projeto que disponibiliza, desde 2010, um site com visitas imersivas a instituições museais.

Para visitá-lo basta acessar o endereço eravirtual.org.

Mais do que visualizar as obras, os visitantes irão sentir como se caminhassem dentro do espaço. Além disso, a visita reserva possibilidades que vão além da visitação real. “Quando entra no site do projeto, o internauta tem a mesma experiência imersiva que o jogador de vídeo game. Através de setas pode caminhar por salas, ter informações detalhadas dos objetos e arquitetura, tem auxílio de um áudio guia, mapa e, em algumas peças, a pessoa pode até movê-las!”, explica Carla Sandim, coordenadora do projeto.

De acordo com historiador Maurício Vicente Ferreira Jr., diretor do Museu Imperial, a introdução do recurso é fundamental para a difusão do acervo. “A busca pela universalização do acesso ao acervo histórico e artístico preservado no antigo Palácio Imperial de Petrópolis tem sido intensificada desde 2010, e a introdução de novos recursos tecnológicos aproxima, ainda mais, acervo e público do Museu Imperial”.

Mas o diretor ressalta que a visitação real permanece fundamental. “A visita virtual nunca irá substituir a experiência da visita física, mas pode e deve constituir-se como um rico instrumento para o aprofundamento de conteúdo, e para (re)visitar a experiência vivida. Mas, para o público impossibilitado de deslocar-se até Petrópolis, a visita virtual é condição de acesso ao acervo”.

Acesso digital a grandes acervos

No Brasil, dos 5.564 municípios brasileiros, 4.390 (78,9%) não possuem museus. E ainda, a baixa oferta de instituições em estados afastados das regiões sul e sudeste, com maior número de unidades (67%), acaba gerando uma falta de interesse populacional em visitar museus. Pensando nesse déficit cultural, desde 2010, o projeto Era Virtual Museus visa amenizar o problema. Hoje, somam-se 14 visitas online e mais três exposições realizadas em locais destinados à educação e formação cultural. Uma realidade que aumenta sua estatística com a inauguração da visita virtual ao Museu Imperial, detentor de um dos mais importantes acervos históricos do Brasil.

“Os museus tem um papel fundamental na consciência de um povo”, diz Carla Sandim, coordenadora do projeto. “Não apenas por preservar o passado e destacar os aspectos culturais que embasam a identidade de uma nação. Mas também porque é um importante instrumento educacional”. A ferramenta desenvolvida pelo Era Virtual busca colaborar com a difusão dos acervos nacionais, e que pode ser amplamente usada por professores, além da população em geral.

E agora, todas estas possibilidades estarão à disposição do público que deseja mergulhar na história do Império. A visita ao Palácio Imperial de Petrópolis promete muitas surpresas, algumas não acessíveis durante a visita física. O que não a torna substituível, mas aguça o olhar dos futuros visitantes. A história do menino que foi imperador aos cinco anos de idade até sua partida 58 anos depois, devido a proclamação da República, promete encantar adultos e crianças. Entre os destaques, a coroa imperial de d. Pedro II, manufaturada em ouro cinzelado pelo ourives Carlos Marin, a pena usada pela princesa d. Isabel para assinar a Lei Áurea, quando aboliu a escravidão em 1888, e o jardim com espécimes nativos dos cinco continentes, cultivados aqui desde a construção do palácio. Sem falar na expressiva quantidade de pinturas e retratos do século XIX.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 3 dezembro, 2013 10:03


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