Cia. de teatro Provisório-Definitivo apresenta “As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo” no Sesc São José dos Campos

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 4 novembro, 2013 14:07

Cia. de teatro Provisório-Definitivo apresenta “As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo” no Sesc São José dos Campos

No sábado, dia 09, às 20h, a Cia. de teatro Provisório-Definitivo apresenta no palco do Sesc São José dos Campos a peça “As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo”.

Sob a direção de Nelson Baskerville, o espetáculo é inspirado em relatos de guerra, contidos nos livros Diários de Guerra – Vozes Roubadas (de Zlata Filipovic e Melanie Challenger) e Diário de Anne Frank.

Sem obedecer a uma narrativa linear e cronológica, a montagem utiliza trechos de 12 diários escritos por crianças e jovens durante conflitos de guerra. A narrativa fragmentada retrata passagens ocorridas desde Primeira Guerra Mundial até a mais recente invasão do Iraque, passando pelo Vietnã, pela Intifada palestina e por vários momentos da Segunda Guerra Mundial; como é o caso da jovem russa que ingressou no front, em 1940, atrás de um grande amor, ou da menina de Cingapura que narrou agruras de sua vida durante esta guerra.

As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo nasceu de um processo colaborativo entre os atores-criadores da Cia. Provisório-Definitivo (Carlos Baldim, Paula Arruda e Pedro Guilherme) a atriz Thaís Medeiros e Nelson Baskerville. Esta peça-documentário (termo que o grupo adotou por considerar mais apropriado) faz recortes teatrais dos relatos das crianças e jovens – com direito a licenças poéticas, onde o rigor histórico cede lugar à liberdade de criação. Além dos textos inspirados nos diários, outros foram escritos pelos próprios atores e pelo diretor.

O Brasil não ficou de fora. O diretor e o grupo decidiram inserir também um personagem da guerra do tráfico na periferia paulistana. Neste caso, o jovem (Washington) teve sua história retratada no documentárioJardim Ângela, de Evaldo Mocarzel.

A montagem tem linguagem épica e, para reforçar o quadro cênico, iluminação não convencional (concebida por Aline Santini e Nelson Baskerville), bonecos cenográficos confeccionados especialmente para a peça e projeções em vídeos (cenas de filmes, reportagens de guerra, imagens abstratas e cenas com os atores criadas com o auxílio de Lucas Bêda). A cenografia (de Cynthia Sansevero e Baskerville) estabelece uma atmosfera onírica que busca o distanciamento da crueza da realidade do que está sendo dito.

Ao dar identidade a anônimos, em meio a grandes conflitos do século XX e XXI, a peça exibe um profundo panorama documental dessas questões. As histórias apresentadas não falam simplesmente de crianças, mas de seres humanos que, independente da idade, origem ou crença, protagonizam histórias tão próximas e ao mesmo tempo distantes, tão coerentes e absurdas, tão belas e apavorantes. É nessa trilha de antagonismos que transita a encenação.

O projeto nasceu de uma antiga paixão de Paula Arruda pela vida da Anne Frank. No final de 2007, Pedro Guilherme lhe mostrou outras histórias de crianças e jovens que também escreveram diários em tempos de guerra. A pesquisa teve início em 2009 e, no ano seguinte, a ideia foi compartilhada com os outros integrantes da Cia. Provisório-Definitivo, Carlos Baldim e Pedro Guilherme.

SERVIÇO
As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo
Data: 09, sábado, às 20h
Sesc São José dos Campos
Endereço: Av. Adhemar de Barros, 999 – Jd. São Dimas
Auditório
Preço: R$ 2,00 a R$ 10,00
Recomendação etária 16 anos

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Fonte: Assessoria de Imprensa/SESC

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 4 novembro, 2013 14:07


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