A Cia. das Artes leva aos palcos Homens de Papel, de Plínio Marcos

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 11 junho, 2013 17:10

A Cia. das Artes leva aos palcos Homens de Papel, de Plínio Marcos

Estreia dia 13 de junho de 2013 às 21h no Teatro Commune (Rua da Consolação, 1218, Centro, São Paulo) o espetáculo Homens de Papel, texto de Plínio Marcos e direção de Jair Aguiar.

O espetáculo mostra a rotina do grupo de catadores que, revoltados com a exploração do intermediário comprador de papel, querem paralisar a coleta. Em meio a este cenário chega à comunidade um casal com uma filha doente. Os novatos, ainda alheios à realidade do grupo, querem trabalhar duro para juntarem dinheiro e levar a filha a um médico. A partir desse conflito a trama da peça encontra acontecimentos trágicos e reais, típicos da dramaturgia de Plínio Marcos.

Plínio Marcos

Plínio Marcos (1935-1999) foi escritor e teatrólogo brasileiro. Suas obras se destacavam pela denúncia e protesto contra as formas de organizações sociais. Suas principais peças são “Dois Perdidos numa Noite Suja” (1966), “Navalha na Carne” (1967), “Balbina de Iansã” (1971) e “Abajur Lilás” (1976).

Nascido em Santos, São Paulo, no dia 29 de setembro de 1935, Plínio era filho do bancário Armando de Barros e da dona de casa Hermínia. Completou o curso primário, mas não gostava de estudar. Canhoto, foi forçado a usar a mão direita. Jogou futebol no juvenil da Associação Atlética Portuguesa Santista. Aos 16 anos entrou para o circo para namorar uma artista, por quem havia se apaixonado. Foi palhaço de circo, serviu a Aeronáutica e apresentava-se como humorista em programas da Rádio Atlântico e Rádio Cacique, de Santos. Um homem múltiplo.

Iniciou no teatro fazendo pequenos papéis no Teatro da Liberdade. Em 1958, foi levado por Patrícia Galvão para substituir um ator na peça Pluft, o Fantasminha. Entrou para o Clube da Poesia do Jornal O Diário, de Santos, onde publicava suas poesias. Assume a direção de várias peças. Sua primeira peça “Barrela”, apresentada em 1959, foi proibida pela censura, e ass9im ficou por 21 anos.

Em 1960 foi para São Paulo, Capital. Entrou para a Companhia Cacilda Becker, montou várias peças. Seus personagens, quase invariavelmente, eram mendigos, vagabundos, delinquentes e prostitutas. Plínio usava uma linguagem característica do submundo. Durante o regime militar, implantado em 1964, suas obras foram muito censuradas.

Plínio Marcos participou da novela Beto Rockfeller, escreveu para os jornais Folha de São Paulo, Última hora, Folha da Tarde e para as revistas Veja, Pasquim, Opinião, entre outras. Escreveu vários livros. Suas obras foram publicadas e encenadas em vários países.

Plínio Marcos de Barros morreu em São Paulo, no dia 29 de novembro de 1999.

SERVIÇO
Homens de Papel
Temporada: de 13 de junho a 19 de julho de 2013
Horário: Quintas e sextas-feiras às 21 horas.
Teatro Commune
Endereço: 
Rua da Consolação, 1218, Centro, São Paulo, SP
Telefone: 11 3476-0792
Ingressos: R$ 40,00/ R$ 20,00 (meia)
Lotação: 100 lugares
Duração: 70 minutos
Recomendação: 12 anos

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 11 junho, 2013 17:10


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