Iara Rennó estreia temporada Menu na Comuna

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 7 junho, 2013 11:04

Iara Rennó estreia temporada Menu na Comuna

Filha da cantora Alzira Espíndola e do compositor Carlos Rennó, Iara Rennó bebe nas fontes da vanguarda paulista desde que se entende por gente. E assim como Gustavo e Tulipa Ruiz, filhos de Luiz Chagas, e Anelis Assumpção, de Itamar Assumpção, tornou-se parte do grupo de novos talentos da música brasileira que vai muito além do dial. Afinal, ter composições gravadas por Ney Matogrosso (que canta “Leve”, composta com Alice Ruiz, no show “Inclassificáveis”), Gaby Amarantos(“Chuva”, parceria com Thalma de Freitas integra o repertório de “Treme”, o CD de estreia da musa do tecnobrega) e Elza Soares (que gravou “Mandingueira”, composta com Bid e Walmir Gil, no CD “Bambas e Biritas”, de Bid) não é para qualquer um.

Ex integrante do DonaZica, grupo paulista formado com Gustavo Ruiz, Anelis Assumpção e Guizado  em atividade de 2001 a 2008, com quem tem  um par de CDs lançados, há dois anos ela abraçou o Rio, e o abraço foi mútuo. Iara caiu no carnaval carioca com o coletivo de marchinhas pós-modernas ABRA Pré-Ca (com Cibelle, Rubinho e Do Amor), que lançou seu álbum de estreia em 2012. No mesmo ano, em sua primeira tour pela Europa, em que se apresentou na Dinamarca, Holanda e no Favela Chic de Paris, acabou sendo convidada a levar o show Cabaret Tupi a Londres, na Sommerset House, como parte da série de eventos do comitê olímpico cultural Casa Brasil.

Enturmada tanto com a geração Orquestra Imperial como com as gerações mais novas da produção musical carioca (Do Amor, Ava, Negro Leo, Chinese Cookie Poets), ela está gravando seu novo álbum, com produção de Moreno Veloso. Neste ano foi uma das finalistas do Concurso Nacional de Marchinhas, com “99 não é 100”, parceria com Rubinho Jacobina.

Mas voltemos às raízes paulistanas. Foi lá que iniciou os trabalhos como backing vocal do cultuado Itamar Assumpção durante três anos, período que ela classifica como ‘faculdade’, pela convivência e aprendizado musical com um de seus mestres. Antes disso, porém, a música sempre esteve no sangue da família Espíndola, que tem hoje 15 músicos atuantes, distribuídos em três diferentes gerações.

Em MENU, temporada na Comuna, ela apresenta três apresentações, com conceitos e bandas diferentes: Oriki, na estreia (dia 12), MacunaOpera Pocket, título de seu único álbum solo lançado em 2008 (dia 19) e o novo show Reluxx Cabaret (dia 26).

Sobre os shows

12.06 – ORIKI

Do Iorubá, “oriki” quer dizer saudação ao destino, espírito, essência ancestral. Musicando poemas milenares da cultura nagô do livro Oriki Orixá (Antônio Risério – Perspectiva, 1996), nasceram as primeiras canções, e posteriormente a instalação sonora Oriki In Corpore –  realizada através de prêmio da FUNARTE no Museu Afro Brasil (SP) no fim de 2009. Iara compôs músicas inspiradas no livro e  em pesquisas nas comunidades de candomblé e nos velhos orikis. Na fusão dos atabaques com baixo, guitarra e bateria, pulsa a força da música dos orixás em festa dançante. Pedro Fonte, Guilherme Lírio e Iuri Brito a acompanham. O show conta ainda com Marcos Odara, ogan bahiano na percussão.

19.06 – MACUNAÓPERA  POCKET

Macunaíma Ópera Tupi é um projeto que teve sua gênese na obra “Macunaíma – o herói sem nunhum caráter”, de Mário de Andrade. Em 2008 virou álbum, com participação de artistas como Tom Zé, Siba e Kassin, entre outros. No final de 2010 teve sua montagem máxima no Teatro Oficina, com corpo de baile, quarteto de cordas, e participação de Thalma de Freitas e Pascoal da Conceição. Jamais visto no Rio de Janeiro, terá essa exibição em formato de bolso, mas trazendo inserções videográficas do espetáculo original, a Ópera Baile, realizadas aqui pelo mesmo diretor artístico e cenógrafo Gert Seewald. O show tem o auxílio luxuoso de multi-instrumentista Felipe Fernandes (Bloco do Sargento Pimenta) e ainda Negro Leo como ‘Macunaíma’.

26.06 – RELUXX CABARET

Acompanhada de Ricardo Dias Gomes (da bandaCê, de Caetano, e Do Amor) nos sintetizadores e Leo Monteiro (da Orquestra Imperial), na bateria Iara canta e toca guitarra, desfilando um repertório autoral e ainda inédito em processo de gravação com produção musical de Moreno Veloso. Com iluminação do coletivo Eta Aquarídea, intervenção dançante de Nina Botikay, cenografia de Marcelo Jácome direção de Iara e co-direção de Ava Rocha, o show teve sua pré-estréia no final de 2012, na Comuna, com convidados especiais, casa cheia e público ilustre. O show conta ainda com a singular releitura de Roendo as Unhas, de Paulinho da Viola.

SERVIÇO
Iara Rennó – Temporada Menu
Datas: 12, 19 e 26 de junho, quartas-feiras
Horário: 22h
Endereço: Comuna – Rua Sorocaba, 585, Botafogo
Capacidade: 130 pessoas
Preço: R$ 15
Aceita-se cartões de débito e crédito no bar, entrada do show só em dinheiro

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 7 junho, 2013 11:04


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