Cia O Grito estreia Filhote de Cruz Credo no SESC Ipiranga

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 maio, 2013 11:48

Cia O Grito estreia Filhote de Cruz Credo no SESC Ipiranga

O estudo das obras do pensador russo Mikhail Bakhtin e do autor francês Victor Hugo sobre o grotesco na interpretação do ator foram a semente. O livro Filhote De Cruz-Credo – A Triste Historia Alegre de Meus Apelidos, de Fabrício Carpinejar, colaborou na inspiração. O ator e dramaturgo Alessandro Hernandez terminava o curso de Licenciatura pela UNESP quando surgiu o projeto da montagem. Assim, a Cia O Grito se aproximou da ideia de como a criança lida com a questão do feio e estava encaminhada a pesquisa para a peça Filhote de Cruz Credo, – que estreia dia 2 de junho, domingo, no Teatro do SESC Ipiranga.

Livremente inspirada no livro homônimo do escritor e jornalista Fabrício Capinejar, o espetáculo é a 9ª. montagem da Cia O Grito. Com dramaturgia de Alessandro Hernandez, direção de Roberto Morettho e interpretação de Alessandro Hernandez, Andréa MannaDenis Antunes e Tertulina Alves, tem cenário e iluminação de Marisa Bentivegna, figurino e adereços de Regina Kutka e trilha sonora de Mariane Mattoso.

Por meio de uma história fantástica, o espetáculo apresenta e questiona os padrões de feiura e beleza impostos pela sociedade. Fabrito, chamado de “o menino mais feio do mundo”, e sua mãe, a Mulher Gigante, vivem em uma cidade imaginária, cercada por um rio que esconde mistérios. Por conta das histórias inventadas, nenhuma criança tem coragem de chegar lá perto. E para desvendar o que tem no rio, os pequenos dão um jeito de fazer com que Fabrito vá até lá sozinho. No rio, ele se depara com uma garota bastante diferente, que mudará sua forma de olhar para si e para o mundo.

Além de Fabrito e da Mulher Gigante, mais uma dupla de atores e outra de atrizes representam os meninos e as meninas. A proposta é que as crianças tenham a curiosidade de saber o que tem no rio, que esconde todos os espelhos da cidade. Na trama, Fabrito toca violão e encanta as meninas. “Como pode um menino tão feio tocar uma música tão bonita”, diz Alessandro, citando trecho do texto da peça.

A fábula e o fantástico

Quem define os padrões de beleza no mundo contemporâneo? Qual a associação entre indústria consumista e medicina estética? Como nos portamos diante dos outros na construção de nossa imagem? Estas foram algumas das perguntas iniciais que estimularam as pesquisas do grupo, improvisos e experimentações com luz, figurino, sombra e música na construção de um espetáculo dirigido às crianças.

“A ideia para o texto surgiu quando terminava o curso com Alexandre Mate”, conta Alessandro, que depois conheceu a obra de Carpinejar. “A obra acabou funcionando mais como inspiração”, diz, lembrando que o nome do personagem é uma brincadeira feita pelo próprio autor do livro.

Alessandro explica que a dramaturgia trabalha com o onírico, o fantástico, a fábula. “Quando fomos para a encenação apareceu a questão de como caracterizamos a beleza e a feiura, questões que) são sempre apontados a partir do outro.” Para o autor é importante brincar com essas ideias porque “é um momento em que a criança começa a descobrir suas próprias características”.

Sombras, máscaras de arame e Fabritos

Na pesquisa o grupo descobriu que é sempre o olhar do outro que define o que é bonito e o que é feio. Para passar essa ideia, como caracterização os atores usam máscaras transparentes de arame. Todos eles interpretam o personagem Fabrito, e cada um tem sua máscara, em um jogo de encenação que é sempre um ator que veste a máscara no outro.

“Foi a maneira que encontramos de não caracterizar a feiura como uma coisa única”, fala o diretor. “As máscaras dão uma unidade e, ao mesmo tempo, permitem enxergar o rosto do ator. A intenção é que cada um questione o que é o feio, deixamos a pergunta no ar”, comenta Roberto Morettho.

O diretor optou por usar recursos de sombras em cena (“não é teatro de sombras”). Os atores atuam na frente ou atrás de um painel branco, que funciona como um telão onde são projetadas as sombras. “Em alguns momentos, os atores – que tocam e cantam em cena – contracenam com a própria sombra”, informa o encenador. Trata-se de um jogo dinâmico, onde o ator se utiliza do cenário.

SERVIÇO
Filhote de Cruz Credo
Estreia:
dia 2 de junho, domingo, às 11 horas
Temporada: de 2 de junho a 28 de julho. Domingos e feriados, às 11h.
SESC IPIRANGA
Endereço:
Rua Bom Pastor, 822 Ipiranga. 
Teatro do SESC Ipiranga

Faixa etária: Recomendado para maiores de 5 anos.
Duração: 55 minutos.
Capacidade – 200 lugares.
Ingressos: à venda pela Redesesc a partir de 24/05, às 14h. Teatro (200 lugares). R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Ingressos à venda apenas na Redesesc. Não é possível comprar pela internet ou telefone. Horário Bilheteria: terça a sexta, das 12h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
Informações ao Público: Tel: 3340-2000, de terça a sexta, das 8h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, no site www.sescsp.org.br ou pelo 0800 118220. Não temos estacionamento.

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Fonte: Assessoria de Imprensa/SESC

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 maio, 2013 11:48


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