As Horas Vulgares | Dirigido por Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize longa chega nas salas de cinema de todo o país a partir de agosto

O longa-metragem capixaba As Horas Vulgares estréia no circuito comercial brasileiro a partir do dia 02 de agosto de 2013. Os diretores Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize acabam de fechar acordo com a distribuidora Petrini Filmes para o lançamento do filme.

O planejamento inicial de lançamento prevê um total de 17 cidades brasileiras onde As Horas Vulgares será exibido comercialmente: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Maceió, São Luís, Salvador, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Goiânia, Palmas, Búzios e Jundiaí, além de Vitória, capital do Espírito Santo, onde o filme foi inteiramente rodado.

Ações complementares durante o lançamento, como a realização de pré-estréias seguidas de debate em algumas cidades com a presença dos diretores e da equipe, lançamento de publicação sobre o filme, um novo site e a disponibilização gratuita da trilha sonora original, também estão previstas.

A partir da primeira sessão oficial de As Horas Vulgares, em outubro de 2011, o longa-metragem percorreu uma longa carreira pelos festivais de cinema independente mais importantes do Brasil. Passagens marcantes pela Mostra de Cinema de Tiradentes (Minas Gerais), Semana dos Realizadores (Rio de Janeiro), Panorama Internacional Coisa de Cinema (Bahia) e Festival Lume de Cinema (São Luís), entre outras, despertaram a atenção positiva de críticos e jornalistas do país inteiro, e estabeleceram uma primeira relação com o espectador brasileiro. O lançamento comercial, agora, vem ratificar esta carreira de sucesso, e expandir as possibilidades de contato de As Horas Vulgares com um público ainda maior.

“Há um bom tempo estávamos procurando um filme para ser nosso primeiro lançamento brasileiro. As Horas Vulgares, com seu fascínio e linguagem peculiar, nos pareceu a obra ideal para marcarmos uma nova fase em nossa distribuidora. Nada melhor do que um filme autoral, independente e que continuasse com a mesma proposta da distribuidora de um cinema de qualidade, com obras instigantes e raras de se ver nas telas do circuito brasileiro”, diz Raffaele Petrini, diretor executivo da Petrini Filmes. 

Com as atividades iniciadas em 2011 com o filme italiano Que Mais Posso Querer de Silvio Soldini, a Petrini Filmes atua na distribuição cinematográfica de filmes autorais de qualidade. Entre seus lançamentos mais importantes o filme L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância, do francês Bertrand Bonello, que ficou em cartaz ininterruptamente no circuito brasileiro por um ano. Também foi marcante a luta pelo lançamento do filme A Serbian Film – Terror Sem Limites, proibido e liberado após um ano pela Justiça Federal. A Petrini Filmes tem sede em São Luís, onde atua na produção de festivais como o Festival Casa Cor de Cinema e também com projetos de formação de público.

“As Horas Vulgares é um filme único no panorama do cinema brasileiro contemporâneo; um filme pequeno e forte que merece encontrar seu público. E é por isso que estamos desenvolvendo junto a Rodrigo e Vitor, os diretores do filme, algumas ações alternativas, além de uma série de sessões comentadas em um bom número de cidades-chave, para que o filme possa atingir os resultados esperados. Além disso, como em todos os nossos lançamentos, resta o compromisso com o espectador, que sempre poderá associar a Petrini Filmes a um cinema de alto nível”, completa Raffaele. 

Os diretores Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize estão bastante entusiasmados com a possibilidade do lançamento comercial. “As Horas Vulgares foi pensado para atingir este destino natural que é a sala de cinema. Nós tivemos respostas muito positivas dos espectadores e dos críticos que o filme encontrou em todos os festivais por onde passou, e nos parece muito oportuno que seja uma distribuidora como a Petrini Filmes que agora vá potencializar este contato com ainda mais gente, em todas estas cidades por onde o filme será lançado”, diz Vitor Graize.

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“E há ainda um valor simbólico importante, que é o fato deste ser um longa-metragem vindo do Espírito Santo, um lugar com uma tradição cinematográfica importante, mas ainda pouco conhecida. As Horas Vulgares fala de dramas específicos de uma geração em Vitória, mas tem um caráter universal ao expor sentimentos e idéias que compartilhamos todos, independentes da origem. É uma peça de câmara, um jogo de personagens à deriva que se aproximam e se afastam ao sabor dos amores que experimentam. Há um desejo de comunicação, de empatia e de identificação com o público. E agora ele terá a chance de ecoar Brasil afora”, completa Rodrigo de Oliveira. 

As Horas Vulgares foi realizado com recursos do Edital 010/2009 – Prêmio à produção de longa-metragem para mídia digital realizado no Espírito Santo, da Secretaria de Estado da Cultura e Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo.

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Sobre o filme 

Théo e Lauro são os protagonistas de As Horas Vulgares, o primeiro longa-metragem dos diretores Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize. No elenco, destaque para as atuações de João Gabriel Vasconcellos (Do Começo ao Fim), que vive o pintor Lauro, e Rômulo Braga (Mutum), que interpreta Théo, o melhor amigo de Lauro e pelos olhos de quem acompanhamos a trajetória do grupo de jovens apaixonados por jazz e marcados por despedidas trágicas de companheiros que partiram. Ainda integram o elenco os capixabas Tayana Dantas, Higor Campagnaro, Thaís Simonassi e Erik Martincues, talentos com carreira em Vitória estrelando o primeiro longa-metragem; e também Sara Antunes (consagrada nos palcos paulistanos e cariocas), Julia Lund (da novela Caras e Bocas) e Raphael Sil (No Meu Lugar).

Na noite vazia de Vitória, os dois amigos se reencontram. Sem planos para a segunda-feira de vento sul e ruas desertas, os dois amigos se deixam levar pelas descobertas que a cidade lhes oferece. Entre a cumplicidade dessa noite e a memória de noites passadas em festas na companhia de velhos conhecidos, bebidas e jazz, eles irão se confrontar com a realidade e o desencanto.

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O roteiro de As Horas Vulgares é uma adaptação de Reino dos Medas, primeiro romance do escritor Reinaldo Santos Neves, publicado em 1971. “O drama central prevaleceu, mas agora ambientado em outra época, no início dos anos 2000, e enriquecido por ações que o livro apenas citava de passagem, mas sobre a qual nos debruçamos com mais atenção; e acrescido também de sensações conquistadas a partir do trabalho com os atores”, afirma Vitor Graize.

Filmado em negativo 16mm preto-e-branco, o filme tem a textura dos grãos e a beleza das formas como marca.

“O preto-e-branco desloca toda a atenção do olhar para os volumes, para o movimento dos corpos, para a fisicalidade das coisas, e num filme em que os personagens falam muito e andam muito, isso pareceu ressaltar esse aspecto das formas, da oposição entre o claro e o escuro e como os corpos ressurgem mergulhados nesse ambiente”, explica o diretor Rodrigo de Oliveira.

A trilha sonora original foi composta pelo pianista e arranjador Fabiano Araújo, que tem dois discos lançados nacionalmente (Aleph e Calendário do Som: Nove Dias) e acaba de gravar com Naná Vasconcelos.

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