Uma História de Amor e Fúria | Confira a Crítica do Filme

Flávio Siqueira
Por Flávio Siqueira 4 abril, 2013 21:41

Uma História de Amor e Fúria | Confira a Crítica do Filme

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Uma História de Amor e Fúria
Direção.: Luiz Bolognesi
Roteiro.: Luiz Bolognesi
Gênero.: Animação
Distribuidora.: Europa Filmes
Elenco.: Paulo Goulart, Selton Mello, Rodrigo Santoro, Camila Pitanga.
Sinopse.: “Uma História de Amor e Fúria” é um filme de animação que retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. Como pano de fundo do romance, o longa de Luiz Bolognesi ressalta quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água. Destinado ao público jovem e adulto com traço e linguagem de HQ, o filme traz Selton Mello e Camila Pitanga dublando os protagonistas. O longa conta ainda com a participação de Rodrigo Santoro, na pele do chefe indígena e de um guerrilheiro.

Avaliação.: Recanto-Adormecido-1.5-Estrelas-F.CINZA-v.01

São raras as exceções que vemos em nossa cinematografia nacional, uma produção de longa ousar e arriscar em uma animação com temática mais adulta, e quando vemos isso já podemos nos atentar para algo que pode ser bom, ainda mais sabendo que no enredo estará as diversas e brilhantes histórias revolucionárias que nosso país passou, porém o que vemos em Uma História de Amor e Fúria é uma ideia genial, conduzida de forma rápida e sem um objetivo maior para que tudo isso esteja sendo contado ou mostrado.

Ainda existem cineastas capazes de arriscar, sem medo de errar, e sem se dar conta com era 3D e dessa forma decide voltar a algumas décadas atrás aonde a animação era feita a mão e é nesse rumo que a produção caminha. Com roteiro e direção de Luiz Bolognesi o longa, com traço e linguagem de HQ, narra o amor entre Janaína e um guerreiro indígena que, ao morrer, assume a forma de um pássaro. Durante seis séculos, a história do casal sobrevive, atravessando quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o regime militar e o futuro, em 2096, quando haverá uma guerra pela água. Em todos estes períodos, os dois lutam contra a opressão.

Com um argumento rico de informações históricas, o que poderia deixar uma produção grandiosa, esbarra em uma execução preguiçosa que opta por mostrar ‘flash’ dos acontecimentos marcantes da nossa história. Sem se aprofundar em nenhum momento, a trama é conduzida com o teor da reencarnação de um guerreiro que tem como obrigação conduzir seu povo a salvação, algo que é falado porém não é executado em nenhuma das passagens dele pelo Brasil. Em todos esses momentos, o Guerreiro será sempre confrontado por “Anhangá” – que na história dos índios tupis da América do Sul eram chamados os espíritos que vagavam pela terra após a morte, atormentando os vivos.

De maneira incoerente para a temática que é proposta ao filme, talvez até para o próprio roteirista – Luiz Bolognesi – o personagem protagonista, tem como objetivo proteger seu povo, mas o que vemos na projeção é o contrário, um personagem  que pouco se importa para o que lhe foi ordenado. E em diversas passagens vemos um espírito suicida, que ao invés de enfrentar a batalha, prefere fugir e se matar. Dessa forma o roteiro deixa a desejar e acaba decepcionando, por optar por mostrar algumas gerações de nossa história, sem dar um final para a trama inicial, aonde chegamos ao final da projeção com a sensação que o filme tem que continuar pois ele ainda não cumpriu sua missão.

Com um trio de atores/dubladores conhecidos do grande público – Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro – nos deparamos com uma interpretação vazia e sem emoção alguma de seus dubladores. Podendo em alguns momentos notar que Camila Pitanga se destaca como o ponto negativo do trio, em alguns momentos temos a nítida impressão que ela está apenas lendo o roteiro, bem longe de uma interpretação convincente, o que deixa a produção ainda mais enfraquecida. Em contrapartida temos Selton Mello, que consegue em alguns momentos se sobressair dos demais e mostrar sentimento em sua narrativa com o guerreiro indígena que passa por diversas revoluções encarnando personagens em momentos históricos do Brasil.

Uma História de Amor e Fúria nos proporciona uma viagem de forma rápida entre o Brasil do descobrimento ao Brasil futurista, aonde as batalhas sempre estiveram presentes em nosso dia a dia, porém nos é mostrado através do longa que os revolucionários jamais conseguiram e conseguirão vencer essa disputa e as lutas sempre estarão presentes no nosso país.

Flávio Siqueira
Por Flávio Siqueira 4 abril, 2013 21:41


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