Corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado e solistas convidados apresentam Petite Messe Solennelle, de Rossini

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 novembro, 2012 19:34

Corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado e solistas convidados apresentam Petite Messe Solennelle, de Rossini

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e os solistas Cláudia Riccitelli, Carolina Faria, André Vidal e Guilherme Rosa, regidos pelo Maestro Roberto Tibiriçá, apresentam a Petite Messe Solennelle, uma das obras sacras mais importantes de Gioacchino Antonio Rossini, nos dias 5 e 6 de dezembro, às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Esta é a primeira audição brasileira da versão orquestral e os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada).

Rossini nasceu em Pesaro, Itália, em 29 de fevereiro de 1792 e morreu em Paris, no dia 13 de novembro de 1868. Compositor muito popular para seu tempo, Rossini criou 35 óperas em duas décadas, bem como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara.

A Petite Messe Solennelle (ou a Pequena Missa Solene) é uma composição sacra, escrita em 1863, originalmente para dois pianos e harmônio e foi descrita por seu compositor como “o último dos meus  péchés de vieillesse” (pecados da velhice). Talvez por temer que após sua morte outro compositor o fizesse, Rossini discretamente orquestrou a Missa entre 1866/ 1867. A versão resultante foi apresentada pela primeira vez em 28 de fevereiro de 1869, três meses após sua morte.

Foi grande o interesse pelo fato de Rossini ter completado um novo grande trabalho aos 71 anos de idade, depois de trinta anos sem compor. A imprensa de Nova Iorque  noticiou o fato e chamou a atenção para o caráter misterioso da obra. As especulações logo vieram à tona: será que Rossini teria escrito o próprio Réquiem? Se não fosse para si próprio, para quem seria? Mas o que importa é que muitos passaram a considerar esta missa como um dos trabalhos mais refinados do compositor.

A Petite Messe Solennelle, na sua versão original, não era exatamente pequena, tampouco solene. No conceito Clássico, uma missa breve, curta ou pequena, tinha a supressão de movimentos como o Gloria e o Credo, o que claramente não é o caso desta obra, afirma o maestro titular do Coral Lírico de Minas Gerais, Lincoln Andrade. Ainda no conceito Clássico, segundo o maestro Andrade, uma missa solene era escrita para coro, solistas e uma orquestra clássica. Rossini em sua orquestração tardia alcançou este objetivo ao orquestrar a missa para 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetas,  3 fagotes, 4 trompas, 3 trombones, ophicleide, órgão, 2 harpas e cordas.

SERVIÇO
Petite Messe Solennelle, de Rossini
Data: | Horário: 5 e 6 de dezembro, às 20h30
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
Duração: 1h30 (sem intervalo)
Classificação indicativa: 8 anos
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro
Informações para o público: 3236-7400

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 26 novembro, 2012 19:34


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