Exposição inédita em Belo Horizonte apresenta imagens do fotógrafo canadense Robert Polidori no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 12 novembro, 2012 16:02

Exposição inédita em Belo Horizonte apresenta imagens do fotógrafo canadense Robert Polidori no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

A Fundação Clóvis Salgado, em parceria com o Instituto Moreira Sales, apresenta a exposição “Robert Polidori – Fotografia” do próximo dia 21 de novembro até o dia 6 de janeiro de 2013, no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Com curadoria de Sérgio Burgi e Heloísa Espada, a mostra reúne 48 imagens dos principais ensaios feitos pelo fotógrafo canadense ao longo de sua carreira. A abertura da exposição acontece no dia 20 de novembro, ás 19h.  A entrada é gratuita.

Conhecido pelos registros de tragédias da história contemporânea, Robert Polidori tem em seu currículo imagens fortes dos principais desastres mundiais dos últimos anos. Em “Robert Polidori – Fotografia” poderão ser vistas imagens de Beirute devastada pela guerra civil que atingiu o Líbano entre 1975 e 1990; da deterioração da arquitetura de Havana, em Cuba; e das cidades ucranianas de Chernobyl e Prypyat 15 anos após o acidente nuclear que as atingiu em 1986. Registros de acidentes naturais recentes que chocaram o mundo e, ainda hoje, permeiam a mente da população – como o furacão Katrina que destruiu Nova Orleans, nos EUA, em 2005 – também compõem a mostra. Fora da série de desastres, merecem destaque, ainda, a série sobre as restaurações do palácio de Versalhes, a qual o artista se dedica há mais de 20 anos, e cenários urbanos de Alexandria, no Egito. Varanasi, na Índia; e Amã, na Jordânia.

Completa a exposição imagens de um dos primeiros ensaios do fotógrafo – realizado em Nova Iorque, em 1985 – com o registro de interiores de apartamentos depredados. Com danos causados pelo vandalismo de grupos de adolescentes no Lower East Side – bairro localizado na parte sudeste de  Nova Iorque, em Manhattan – as fotografias mostram ambientes vazios que foram invadidos e destruídos após a morte de seus proprietários.

O trabalho de Robert Polidori ganhou força na década de 1980, quando optou pelo uso de câmeras de grande formato, com filmes de até 20x25cm, capazes de captar uma grande quantidade de informações visuais. Com o recurso, aliado ao emprego da perspectiva renascentista e ao uso cuidadoso da luz natural, detalhes mínimos passaram a ser captados em suas fotografias. O fotógrafo se alinha aos artistas que ultrapassam limites estabelecidos entre a arte e a documentação, atuando dentro de um segmento inovador e em constante mutação desde a criação da fotografia.

A curadora Heloísa Espada destaca a dualidade alcançada pelas imagens do fotógrafo, que consegue mostrar um lado belo no mundo devastado, mas que também nos causa mal-estar. “Sua visão crítica da sociedade atual dificulta julgamentos históricos baseados em ideologias políticas, pois, em seu trabalho, diferentes tragédias ganham feições semelhantes: as ruínas de Beirute se parecem com as de Havana, as de Chernobyl com as de Nova Orleans”, afirma a curadora.

Para a Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, Fabíola Moulin, “a exposição de Robert Polidori reafirma as parcerias estabelecidas pela Fundação Clóvis Salgado com diversas instituições e tem por objetivo promover a circulação de conteúdos relevantes para a fruição da arte contemporânea e aprofundamento da discussão e reflexão sobre a linguagem da fotografia no panorama nacional e internacional”.

Sobre Robert Polidori

Nascido em Montreal, Canadá, em 1951, Robert Polidori vive e trabalha em Nova York. Nos anos 1970, atuou como assistente de Jonas Mekas no Anthology Film Archives, em Nova York, e realizou diversos filmes experimentais. Em 1979, concluiu mestrado na State University of New York, em Buffalo, passando a se dedicar integralmente à fotografia still. Entre 1998 e 2007, trabalhou como fotógrafo da revista The New Yorker, colaborando regularmente também para publicações como Geo, Architectural Digest Germany, Nest Magazine, Newsweek e Vanity Fair. Polidori realizou diversas exposições coletivas e individuais, entre as quais se destaca New Orleans after the Flood, no Metropolitan Museum of Art, Nova York, em 2006.

A mostra foi elaborada por Robert Polidori, em parceria com Heloisa Espada, da equipe de curadores do IMS. Antes dela, Polidori participou de duas exposições coletivas no Brasil, nas quais mostrou um número reduzido de trabalhos: em 2000, integrou a mostra Brasília de 0 a 40 anos e, em 2008, a mostra Brasil: desFocos (O Olho de Fora).

SERVIÇO
Exposição “Robert Polidori – Fotografia”
Abertura: 20 de novembro, às 19h (acesso livre – não é necessário a apresentação de convites)
Período expositivo: De 21 de novembro de 2012 a 6 de janeiro de 2013
Local: Centro de Arte Contemporânea e Fotografia
Endereço: Av. Afonso Pena, 737 – Centro
Horário de visitação: Terça a sábado, das 9h30 às 21h; Domingo, das 16h às 21h.
Entrada Gratuita
Classificação Livre

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 12 novembro, 2012 16:02


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