Push and Shove: O Retorno do No Doubt

Felippe Alves
Por Felippe Alves 20 julho, 2012 12:00

Push and Shove: O Retorno do No Doubt

Dez anos. Depois de um hiato de dez anos sem lançar um disco (último lançado foi em dezembro de 2001, Rock Steady), o No Doubt está de volta. O sexto disco de estúdio (anunciado em abril deste ano) da banda, Push and Shove, está previsto para o dia 25 de setembro deste ano e o primeiro single, Settle Down, já teve seu clipe divulgado pela Interscope Records.

Dirigido por Sophie Muller, que também já dirigiu os clipes Don’t Speak, Sunday Morning e Underneath It All, o clipe da música trata-se justamente de uma celebração: o retorno do No Doubt (e tem motivo mais especial que este?). Os membros chegam no local dirigindo caminhões e o cenário é bem colorido com fogos de artifício e uma animação sem tamanho. Sem mais delongas, assista abaixo:

Lembrando que Gwen Stefani teve dois bem sucedidos discos lançados em carreira solo: o Love. Angel. Music. Baby. (2004) e o The Sweet Escape (2006). Sozinha, ela vendeu cerca de 9 milhões de álbuns. Nada mal para apenas dois discos de estúdio lançados. Porém, em junho do ano passado, Gwen anunciou o fim de sua carreira solo. O motivo? O retorno do No Doubt. E os fãs puderam, finalmente, respirar aliviados.

Lá em 2008 ainda, o No Doubt já tinha o retorno em mente. Stefani até já tinha começado o processo de composição do álbum, mas devido a gravidez de seu segundo filho, tudo caminhava a passos curtos. Eles saíram em turnê em 2009 e desde então eles não saíram mais do estúdio. Agora a coisa estava realmente engrenada.

Levou um tempo, mas no dia 11 de junho deste ano, o título do novo disco foi anunciado: Push and Shove. Gravado nos estúdios Mix Suite LA, o álbum tem a produção de Mark “Spike” Stent, que por sinal já trabalhou com a banda no último disco (Rock Steady), e pelo DJ Diplo, que já produziu pro Major Lazer, que cedeu o sample de Pon De Floor pra Beyoncé em Run The World (Girls).

O single de estréia do disco, Settle Down, foi lançado no dia 16 de julho. Diga-se de passagem que Sette Down tem tudo pra ser um comeback digno. A sonoridade não foge do estilo já conhecido deles, o Ska rock, que é uma fusão da música jamaicana com o R&B norte americano. O som é realmente viciante e o disco inteiro promete arrepios. Quem é fã, sabe e fala de boca cheia mesmo.

Gwen, como não é novidade pra ninguém, cativa a todos com a sua jovialidade e talento descomunais. Os vocais poderosos dos primórdios do No Doubt permanecem intactos. É como o vinho: ficam melhores com o tempo. Todo mundo fala da Avril Lavigne que não envelhece (vampira, Peter Pan, Benjamin Button), mas Gwen também não fica atrás, porque ela definitivamente não aparenta ter 42 anos naquele corpo de 20. A própria admitiu que faz dieta desde a 6ª série para caber no manequim 32. “É uma batalha sem fim, um pesadelo. Mas eu gosto muito de roupas e sempre quis vestir os looks que eu mesma faço”. Isso mesmo que vocês ouviram: ela lançou sua própria grife de roupas em 2004, a L.A.M.B, sigla do nome do primeiro disco solo dela.

O processo de divulgação do Push and Shove vai de vento em pôpa. No site oficial deles – www.nodoubt.com – você pode conferir o making of de gravação do álbum dividido em 4 vídeos intitulados “Webisodes”. No Doubt está de volta para salvar nossos ouvidos das farofas que tanto assolam as emissoras de rádio atualmente. Period.


História do No Doubt

No Doubt nasceu em Anaheim, na Califórnia, em 29 de novembro de 1986. Eric Stefani, sua irmã Gwen e John Spence foram os fundadores da banda. Eric era muito fã do ska (o estilo musical jamaicano citado acima) e vivia tocando piano. Dizia que não era capaz de cantar, por isso os vocais ficaram por conta de Spence. Gwen ficou responsável pelos backing vocals. Tony Kanal saiu da platéia de um dos bares onde o No Doubt tocava e assumiu o posto de baixista no ano de 1987. Para o choque de todos, Spence se suicida aos 18 anos. Logo, Gwen acaba, por fim, assumindo os vocais principais do grupo. Em 1989, o No Doubt recrutou Adrian Young como baterista e Tom Dumont como guitarrista. Em 1991, eles assinaram contrato com a Interscope Records.

O primeiro disco do grupo, intitulado No Doubt (1992), mesclou o rock com o ska, mas a gravadora não não botou fé no potencial deles e decidiu não pagar os shows deles e um novo álbum. Eles foram persistentes e gravaram seu segundo álbum com o dinheiro do próprio bolso: The Beacon Street Collection foi lançado em 1994, com uma sonoridade bastante crua e influenciado pelo punk, o que fez a gravadora reconsiderar, acabando de vez os problemas entre eles. Neste período, Eric resolveu sair da banda para trabalhar como cartunista.

Mas o melhor ainda estava por vir. Com o álbum seguinte, Tragic Kingdom (1995), eles finalmente alcançaram o estrelato. O single Just a Girl alavancou as vendas do disco e entra no Top 10 da Billboard. Spiderwebs veio logo depois, alcançando a 5ª posição no Hot 100 da Billboard. Don’t Speak chega ao primeiro lugar das paradas, assim como o disco. Cinco anos depois, eles lançam o disco Return of Saturn (2000), cujo produtor é Glen Ballard (que fez mágica com Alanis Morissette no multipremiado Jagged Little Pill). New, Simple Kind of Life, Ex-Girlfriend e Bathwater são alguns dos destaque do disco, que foi nomeado ao Grammy por Melhor Álbum de Rock.

Em 2001, eles lançam o Rock Steady. O primeiro single foi Hey Baby, que chegou ao 5º lugar da Billboard Hot 100. Hella Good (indicado ao Grammy de Melhor Gravação Dance), Underneath It All e Running foram os singles seguintes. O disco rendeu 2 Grammies ao grupo. Venceu duas vezes Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocais: uma por Hey  Baby no 45º Grammy Awards e por Underneath It All no 46º Grammy Awards. Eles regravaram a música It’s My Life da banda Talk Talk, chegando ao primeiro lugar em vários países e a lançam na coletânea The Singles: 1992-2003.

Felippe Alves
Por Felippe Alves 20 julho, 2012 12:00


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1 Comentário

  1. Thami julho 20, 11:05

    Gostei desse novo videoclipe, alto astral, asim como toda volta deve ser! Tomara que o álbum não destoe.

    E sobre a Gwen? Tem um pacto com o inimigo, só isso justifica a ausência de rugas!

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