Adele grávida e o novo disco: sucesso ou flop?

Felippe Alves
Por Felippe Alves 6 julho, 2012 12:00

Adele grávida e o novo disco: sucesso ou flop?

É como diz o ditado: depois da tempestade, vem a bonança. Depois de sofrer poucas e boas na mão do ex-namorado, 2011 foi um ano glorioso para Adele. Por quê? Porque tristeza vende. E muito. Pessoas se comovem facilmente, tudo gira em torno do sentimental, do drama. Isso é o que veremos a seguir.

Em janeiro do ano passado, Adele lançou seu segundo disco de estúdio, o “21”: um álbum coeso, autobiográfico e, porque não, conceitual. O álbum faz você mergulhar nas lágrimas da jovem britânica, que fala do fim do seu relacionamento amoroso, produzido quando a mesma tinha apenas 21 anos de idade. Apesar de todo o dramalhão mexicano em torno do disco, a tristeza convence. Ela mostrou pro mundo com quantos momentos infelizes se fazem um grammy award. Um não, seis.

De acordo com a United World Chart, o disco vendeu cerca de 22 milhões de cópias no mundo inteiro. No Reino Unido, o disco já superou as vendas do Thriller, do Michael Jackson, que é o mais vendido na história da música. E claro, não basta vender o disco como batata em dia de feirão no supermercado: tem que levar todos os seis grammies pra casa, incluindo “Melhor Álbum Pop”, “Álbum do Ano” e “Melhor Performance Pop Individual” (por Someone Like You). 6 indicações, 6 vitórias. Algo meio “inédito” na premiação mais importante da música.

Depois de todo esse estardalhaço da mídia em cravejar o pedestal dela com diamantes Swarovski (não reclamando do fato – longe de mim – acho ela fantástica, mesmo achando que ela não vai sair de cima da carne seca por tão cedo), Adele anuncia a gravidez de seu primeiro filho em seu blog, fruto de seu namoro com o empresário Simon Konecki, desde o fim de 2011. “É um prazer anunciar que estamos esperando nosso primeiro filho. Queria que vocês ouvissem a novidade diretamente de mim. Obviamente, estamos nas nuvens e muito animados, mas, por favor, respeitem nossa privacidade nesse momento precioso”, disse a cantora.

Sem querer fazer a Mãe Dinah, mas naquelas… da mesma forma que tristeza e pena vendem, felicidade pessoal (anunciando gravidez) então… Nove meses a mais no topo da Billboard, meus amigos. Alguém duvida? Se foi assim com a Beyoncé com o álbum “4”, imagina com a Adele que está sempre em evidência. Demais cantoras, podem deixar os bobs na cabeça por mais tempo.

Por outro lado, como o título da coluna sugere, não é sempre que felicidade vende. Pode ajudar a manter no topo, mas não é tudo. A própria Adele já declarou que tem medo de criar um álbum feliz demais e acabar flopando. Sabem como é: maternidade lembra maturidade, que lembra letras reflexivas e ZZzZZzZ… O que? O que eu estava dizendo mesmo? Ah é. Quatro letras que todas temem: FLOP.

Um infeliz exemplo de “triste que ficou feliz” é o da cantora galesa Duffy. O primeiro disco, Rockferry (2008), foi melancólico. Teve lá seu momento feliz, mas não se prendeu muito a ele. Vendeu horrores, teve singles de sucesso. O que não ocorreu com o disco seguinte, Endlessly (2010). Apesar de manter os elementos do Rockferry, como a vibe sixties e o ar retrô, o disco tem faixas que flertam com a música eletrônica, como Lovestruck e Keeping My Baby. O primeiro single “Well, Well, Well” flerta com o hip hop. Você pensa: “oi?” Foi como se parte da identidade dela se perdesse. As faixas mais lentas do álbum, ainda que boas, não conseguiram levar o álbum adiante.

Em relação ao lançamento do novo disco da Adele: podem esperar de nove meses pra lá, definitivamente. Para quem acha que o “21” já deu o que tinha que dar, sinto informar que ainda tem muito que esperar. Os fãs da britânica podem lidar com as seguintes hipóteses: ou ela lança um disco feliz a la “Ray of Light” da Madonna (1998): espiritualizado, maduro, que coloque em evidência a dádiva da maternidade ou, se ela realmente não quiser flopar, um álbum sobre depressão pós parto: os danos causados ao corpo. Oh wait.

Felippe Alves
Por Felippe Alves 6 julho, 2012 12:00


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1 Comentário

  1. Thais Padovani julho 17, 23:36

    Oh wait.

    Quando conheci o trabalho da Adele fiquei mto encantada – a chamava de irmã comportada da Amy e diva big size hehehe

    Pra mim a Adele transpira talento… gosto muito do primeiro album dela (19), mesmo nao sendo o mais famoso, mas eh really good! e acho q ela tem mto o que mostrar ainda, tenho esperança de q bons trabahos ainda estao por vir!

    beijos

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