Em única apresentação no Tom Jazz, a cantora Silvia Maria apresenta seu novo álbum: “Ave Rara”

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 12 agosto, 2011 05:08

Em única apresentação no Tom Jazz, a cantora Silvia Maria apresenta seu novo álbum: “Ave Rara”

O Tom Jazz recebe no próximo dia 25 de agosto, às 22h, uma das vozes mais importantes do período dos festivais brasileiros, Silvia Maria. Em única apresentação que leva o mesmo nome do seu álbum de retorno aos palcos, a cantora interpreta autores consagrados, como Edu Lobo, Aldir Blanc, Baden Powell, Paulo César Pinheiro, João Bosco e Milton Nascimento. Produzido pelo selo Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, “Ave Rara” é o recente trabalho da cantora.

 

SILVIA MARIA: 
A voz, a Coragem e o Porte de Rainha estão de volta.

 

Nossa música está recheada de artistas que brilham em uma determinada época, se afastam da carreira artística e, bons anos depois, retornam com a classe e elegância que costumavam caracterizar sua arte de outrora.

 

Silvia Maria, uma das vozes mais potentes e pungentes dos anos 60 e 70, fruto de uma época promissora em nossa então efervescente MPB, começou a cantar aos 11 anos. Aos 13, estreou no programa “Sábado com Você”, de Sônia Ribeiro, na TV Record. De 1967 a 1971 foi contratada da TV Tupi e atuou nos musicais da emissora produzidos por Fernando Faro.

 

Seu primeiro LP, “Porte de Rainha”, lançado em 1973, foi selecionado pela imprensa especializada um dos 10 melhores daquele ano. O trabalho trazia arranjos de nomes renomados como, base de Adylson Godoy, participação especial de “Casé” (saxofonista) e orquestração do Maestro Cyro Pereira. Neste mesmo ano, iniciou sua parceria com Baden Powell, que culminou em uma temporada em São Paulo, excursões pelo Brasil e um especial para TV italiana, perdurando até a mudança definitiva de Baden para a Alemanha.

 

Com o Zimbo Trio, Silvia fez diversas apresentações pelo Brasil e exterior. Apresentou-se ao lado de Edu Lobo, Chico Buarque, Francis Hime, Toquinho, Raul de Souza, Sebastião Tapajós, Billy Blanco, Paulinho da Viola e Milton Nascimento – de quem gravou o tema “Bodas”, para o filme “Os Deuses e os Mortos”, dirigido por Ruy Guerra. Na década de 70, ganhou o total de nove prêmios de melhor intérprete em festivais como o FIC (Festival Internacional da Canção). Em 1972, junto do Zimbo Trio, venceu o Festival Onda Nueva (Venezuela), com a música “Heroica”, de Adylson Godoy com a orquestração de Cyro Pereira.

 

Em 1980, gravou temas instrumentais vocalizados com o pianista, arranjador e compositor Guilherme Vergueiro, em duo com a flautista Léa Freire. Também participou do LP “Sampa”, em homenagem a São Paulo, cantando músicas de Paulo Vanzolini e Raul Duarte.

Em 1981, lançou seu segundo LP, intitulado “Coragem”. Com arranjos de Amilson Godoy e participação especial do grupo Medusa, Roberto Sion, Baden Powell, Edson José Alves, Chacal e Adylson Godoy, o trabalho foi o segundo LP independente da história do país.

 

Nos anos seguintes, fez uma temporada na Europa com Toquinho e, ao lado de Luis Carlos Miele, excursionou pelas principais capitais brasileiras. Em 1985, afastou-se da mídia e desenvolveu um trabalho de música norte-americana ao lado do pianista e arranjador Paulo Roberto do Espírito Santo, o guitarrista Alexandre Mihanovich e o baterista e produtor musical Bob Wyatt. Durante o período em que se afastou dos palcos, dedicou-se ao ensino de técnica vocal.

 

Em 2002, após alguns anos residindo em Santos (SP), Silvia retornou à capital e fez algumas participações esporádicas em apresentações ao lado de Jair Rodrigues, Alaíde Costa, Jane Duboc, Claudya, Célia, Zé Renato, Baby do Brasil e passou a ensinar técnica vocal em instituições respeitadas como o Centro de Estudos Musicais Tom Jobim e a Universidade Livre de Música (ULM).

 

Em 2010, em um show na Casa dos Espelhos, no qual interpretava canções de compositores que fizeram parte de sua trajetória musical, tais como Edu Lobo, Baden Powell, Adylson Godoy, Eduardo Gudin e Milton Nascimento, recebeu o convite do DJ Zé Pedro para integrar o casting de seu selo, o Jóia Moderna, e por ele gravou o album que veio marcar seu retorno triunfal aos palcos: “Ave Rara”. O trabalho, mais do que um marco da nova fase de Silvia Maria, revela-se um trabalho de arqueólogo: nele, ela interpreta canções pouco conhecidas de autores consagrados, como Ave Rara (Edu Lobo / Aldir Blanc), Acendeu (Eduardo Gudin), Voltei (Baden Powell / Paulo César Pinheiro), Dia Novo (Adylson Godoy), Me dá a penúltima (João Bosco / Aldir Blanc) e Rio Vermelho (Milton Nascimento / Danilo Caymmi / Ronaldo Bastos).

 

Silvia Maria está de volta. Sua voz, mais potente e emocionada do que nunca, pronta a encantar o público que um dia a aplaudiu, bem como as novas gerações que agora terão a oportunidade de contemplá-la, com a sabedoria, a beleza e a emoção única que a maturidade traz.

 

::: Serviço :::

Silvia Maria em “Ave Rara”
25 de agosto, quinta-feira, às 22h (abertura da casa às 20h)
Tom Jazz – Av. Angélica, 2331, Higienópolis, São Paulo.
Entrada a R$35,00
Aceita cheques e todos os Cartões de débito e crédito
Duração de aproximadamente 1h
Classificado para maiores de 18 anos
Capacidade para 200 pessoas
Possui ar condicionado
Acesso para portadores de necessidades especiais
Estacionamento com serviço de vallet a R$ 15,00

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 12 agosto, 2011 05:08


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