Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta a ópera Nabucco, de Verdi

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 16 julho, 2011 13:36

Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta a ópera Nabucco, de Verdi

Primeiro grande sucesso de Giuseppe Verdi, a ópera Nabucco retorna ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura – depois de 14 anos, para uma temporada de cinco apresentações, a partir de 21 de julho. Assinada por André Heller-Lopes, a nova montagem apresenta, pela primeira vez no Theatro Municipal, a partitura integral da obra, sem os chamados cortes de tradição – partes mais difíceis normalmente suprimidas da execução.

 

A grandiosa produção, que envolve mais de 400 profissionais, será também a primeira desta obra com elenco inteiramente brasileiro, reunindo nomes de destaque na cena lírica nacional e internacional como a soprano Eliane Coelho, os barítonos Rodrigo Esteves e Rodolfo Giuliani; o baixo Sávio Sperandio; os tenores Marcos Paulo e Eric Herrero e a mezzo-soprano Denise FreitasNabucco contará com direção musical e regência do maestro Silvio Viegas, à frente da Orquestra e Coro do TMRJ, cenários deRenato Theobaldo, figurinos de Marcelo Marques e iluminação de Fábio Retti.

 

“É uma satisfação reunirmos grandes solistas brasileiros em uma das maiores obras do repertório operístico mundial”, comemora a presidente da Fundação TMRJCarla Camurati

 

O carioca André Heller, que volta ao Theatro Municipal do Rio – a última produção dirigida por ele foiIdomeneo, de Mozart, em 2006 – optou por priorizar as relações humanas em sua concepção da obra nesta temporada que considera sua volta ao lar: “O que torna Nabucco atemporal é justamente o drama pessoal, que pode estar, por exemplo, nas vilanias de Zaccaria, que seqüestra, ameaça, faz tudo em nome da fé, uma intolerância religiosa que é inteiramente atual”, explica o diretor. Da mesma forma, os cenários de Renato Theobaldo e figurinos de Marcelo Marques evitam cópias fiéis do lugar e dos costumes da época em que se desenrola a trama: “É um cenário monumental, como pede a obra, mas que usa materiais inusitados que remetem ao relevo do lugar sem ser explícito”, esclarece André. “Os figurinos estão mais ligados à alta costura do que propriamente aos trajes assírios. A referência está presente na paleta de cores de tons turquesa”, completa.

 

Ópera grandiosa de Verdi, Nabucco é um drama lírico com libreto de Temistocle Solera dividido em quatro partes. A estreia em março de 1842, no Teatro alla Scala de Milão, foi um enorme sucesso, dando início a uma extensa turnê por vários teatros italianos e europeus. Nabucco revelou a veia passional de Verdi, e seu sucesso é derivado do impressionante poder evocativo de “Va´, Pensiero”, uma das mais famosas melodias de todos os tempos, em homenagem à saudade que o povo hebreu sentia de sua terra natal. Durante o século XIX, os italianos ainda não tinham uma nação unida, estavam sob o domínio da Áustria e da Espanha e adotaram a ária como canção nacional – canção de um povo que ansiava por ver a sua terra livre dos inimigos e novamente unida.

 

A história

 

Parte I – Jerusalém

 

Nabucco, rei da Babilônia, avança sobre Jerusalém. Os hebreus são forçados a se esconder no templo de Salomão, onde a filha de NabuccoFenena, é mantida como refém, sequestrada pelo sumo-sacerdote de Jerusalém, ZaccariaFenena é deixada sob os cuidados de Ismaele, chefe militar, que mantém um relacionamento secreto. A outra filha de NabuccoAbigaille, que assim como a irmã é apaixonada por Ismaele, promete ajudá-lo caso aceite seu amor, mas Ismaele a rejeita. Com a entrada do exército de NabuccoZaccaria tenta matar Fenena, mas Ismaele a salva, o que é condenado pelos hebreus. Nabucco incendeia e destrói o templo.

 

Parte II – A Blasfêmia

 

Os hebreus são mantidos em cativeiro na Babilônia. Abigaille, de volta à Babilônia, descobre que é filha de escravos e não de Nabucco. Os babilônios acreditam que Nabucco está morto por causa de um boato espalhado pelo Sumo-Sacerdote da Babilônia e clamam para Abigaille assumir o trono. Zaccariaanuncia a conversão de Fenena ao judaísmo. Nabucco retorna e se proclama Deus. Um raio o atinge, tirando-lhe a coroa, e então é tomado pela loucura. Abigaille pega a coroa.

 

Parte III – A Profecia

 

Babilônia saúda Abigaille como sua regente e o Sumo-Sacerdote pede pela morte dos judeus, começando por Fenena, agora convertida. Abigaille faz Nabucco assinar a ordem de execução. Ele o faz mas teme por Fenena. Ele denuncia Abigaille como escrava mas ela já está de posse do documento que revela sua origem e o rasga. Os hebreus cativos cantam às margens do rio Eufrates, relembrando sua pátria (Va pensiero sull’ali dorate). Zaccaria profetiza que a Babilônia cairá.

 

Parte IV – O ídolo caído

 

Fenena está sendo preparada para a execução. Nabucco, recuperado de sua loucura, pede a Deus que perdoe os hebreus. Fenena, junto com outros hebreus, está em frente ao altar quando gritos de ‘Viva Nabucco’ são ouvidos. Nabucco destrói o falso ídolo, a estátua de Baal, e liberta os hebreus. Abigaillese envenena, pedindo perdão à FenenaNabucco é proclamado Rei dos Reis.

 

::: Serviço :::

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Programa: Nabucco
Classificação etária: Livre
Duração: 180 minutos (incluindo dois intervalos de 20min)

 

Música: Giuseppe Verdi
Libreto: Temistocle Solera
Cenários: Renato Theobaldo
Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Fábio Retti
Caracterização cênica e maquiagem: Elizinha Ducarmo
Direção de produção: Cláudia Malta
Concepção e direção de cena: André Heller-Lopes
Direção musical e Regência: Silvio Viegas

 

Apresentando os solistas:
Rodrigo Esteves (21
, 27 e 31) e Rodolfo Giuliani (23 e 29), barítono – Nabucco
Eliane Coelho
, soprano – Abigaille
Sávio Sperandio
, baixo – Zaccaria
Marcos Paulo
 (21, 27 e 31) e Eric Herrero (23 e 29), tenor – Ismaele
Denise de Freitas, mezzo-soprano – Fenena
Carlos Eduardo Marcos
, baixo – Grande Sacerdote
Jacques Rocha, tenor – Abdallo
Celinelena Ietto
, soprano – Anna

 

Estreia – 21 de julho, às 20h
Temporada – 23
, 27 e 29 de julho, às 20h
31 de julho
, às 17h

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro
Informações: (21) 2332-9191

 

Preços

Plateia e balcão nobre – R$ 84,00
Balcão superior – R$ 60,00
Galeria – R$ 25,00
Frisas e camarotes – R$ 504,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos

 

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 16 julho, 2011 13:36


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