Eric Clapton – O rei da guitarra volta ao Brasil

Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 29 abril, 2011 12:47

Eric Clapton – O rei da guitarra volta ao Brasil

Aplaudido pela crítica devido ao sucesso de seu último álbum, Clapton, lançado no ano passado, e em plena turnê pelos Estados Unidos, o cantor, compositor e guitarrista Eric Clapton anunciou datas extras para sua turnê 2011, que passará também pela América do Sul e que terá três shows no Brasil em outubro: o “deus da guitarra” se apresentará no dia 06 em Porto Alegre, no Estacionamento da Fiergs, no dia 09 no Rio de Janeiro, na HSBC Arena e no dia 12 em São Paulo, no Estádio do Morumbi. Clapton também se apresentará no dia 14 em  Buenos Aires, no Estádio River Plate e no dia 16 em Santiago, no Estadio Nacional.

Esta será a primeira passagem do artista pelo país em 10 anos – a última vez que ele se apresentou aqui foi em 2001. O novo disco e a nova turnê vem sendo saudados pela crítica como um grande retorno de Clapton, um dos mais lendários guitarristas de todos os tempos, a seus melhores momentos. Para os shows, Clapton montou uma banda única, que reúne alguns de seus grandes parceiros de longa data: Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.

Um pouco sobre O Artista – Eric Clapton

Eric Clapton nasceu em Ripley, na Inglaterra. Seu primeiro emprego foi como carteiro e, aos 13 anos de idade, ganhou seu primeiro violão de sua avó Rose. Apesar da dificuldade inicial de aprender a tocar o instrumento, acabou se esforçando e, em pouco tempo, já dedicava horas diárias ao aprendizado. Depois de completar o ensino básico, fez um ano introdutório na Kingston School of Art, mas não continuou o curso. Em janeiro de 1963, ingressou na banda The Roosters. Chegaram a fazer algumas apresentações, e Eric permaneceu na banda até agosto do mesmo ano.

Ainda em 63, passou a integrar a banda Yardbirds, que começava a fazer sucesso na Grã-Bretanha. O empresário tinha aberto um bar chamado CrawDaddy Club e a banda que se apresentava nos domingos era a recém-formada Rolling Stones. Lá Eric conheceu Mick, Keith e Brian. Com o passar do tempo, os Yardbirds foram alternando seu estilo para o pop, e Eric acabou saindo do grupo em 65 (sendo substituído por Jeff Beck e depois Jimmy Page). Depois de um tempo entrou para a John Mayall & the Bluesbreakers e começou a se firmar como músico de blues.

Em 1966 formou o Cream, um dos primeiros “power trios” do rock, com seus amigos Jack Bruce e Ginger Baker. Foi nessa época que Eric começou a desenvolver-se como cantor, embora Bruce fizesse a maioria dos vocais. No final de 66, o status de Clapton como melhor guitarrista da Grã-Bretanha foi abalado com a chegada de Jimi Hendrix. Hendrix compareceu a uma das primeiras apresentações do Cream, no London Polytechnic, em 1 de outubro de 1966, e tocou uma jam com a banda durante “Killing Floor”. Eric imediatamente percebeu que havia ganho um imbatível adversário, cujo carisma era igualado somente por sua incrível técnica na guitarra. A chegada do americano teria um impacto profundo e imediato na próxima etapa da carreira de Clapton.

Embora o Cream seja apresentado como um dos melhores grupos de sua geração, a banda teve vida curta. Goodbye, álbum de despedida da banda, apresentava faixas ao vivo gravadas no Royal Albert Hall, assim como a versão de estúdio de “Badge”, composta por Eric e George Harrison. A amizade próxima dos dois resultou na performance de Clapton em “While My Guitar Gently Weeps”, lançada no White Album dos Beatles. Ao acompanhar de perto o sofrimento da esposa de Harrison, Pattie Boyd, que vivia abandonada em razão do interesse do marido pela cultura hindu, Eric acabou se apaixonando. E o sofrimento por amar a mulher de seu melhor amigo o inspiraria a compor uma das suas canções mais conhecidas: “Layla”.

Usando a banda de apoio de Bramletts e um elenco estelar de músicos de estúdio, Clapton lançou seu primeiro disco solo em 1970, que trazia uma de suas melhores composições: “Let It Rain”. Nessa época lançou seu novo grupo – Derek and the Dominos, que lançou um brilhante álbum duplo, hoje em dia considerado sua obra-prima, Layla and Other Assorted Love Songs, fez uma turnê americana e acabou às vésperas da gravação de seu segundo álbum de estúdio, em Londres.

Depois de um bom tempo afastado, Clapton lançou 461 Ocean Boulevard em 1974, álbum mais enfatizado nas canções ao invés de sua técnica na guitarra. Sua versão de “I Shot The Sheriff” foi um grande sucesso. Eric continuou a gravar e a fazer turnês regulares, mas a maioria de seu trabalho desta época foi deliberadamente mais calmo.

No final dos anos 70, Clapton teve vários problemas com o alcoolismo, esteve internado e chegou a apoiar anos depois a criação de um centro de reabilitação existente até hoje, chamado Crossroads Center, além de, mais tarde, criar um evento chamado Crossroads Guitar Festival, que visava arrecadar dinheiro para contribuir com o tratamento dos dependentes de drogas. No começo dos anos 1990, a tragédia voltaria a atormentar a vida de Clapton em duas ocasiões. No dia 27 de agosto de 1990 o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente de helicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton, morreu depois de cair da janela de um apartamento – dor que o artista refletiu na canção de sucesso “Tears In Heaven”.

No começo dos anos 90, Clapton reencontrou o sucesso com álbuns como MTV Unplugged (vencedor do Grammy em 1993), From The Cradle, que trazia várias versões de antigos sucessos do blues, dando destaque a seu estilo econômico no violão, e Retail Therapy, um álbum de música eletrônica que ele gravou sob o pseudônimo de TDF, terminando o século XX com aclamadas parcerias com Carlos Santana e B. B. King.

Tão conhecido quanto Clapton é o seu costume de usar uma variedade de guitarras. No começo de sua carreira, ele usava uma Gibson Les Paul do final dos anos 1970, sendo parcialmente responsável pela reintrodução do estilo original da Les Paul pela Gibson. Mais tarde, Clapton começou a usar Stratocasters da Fender. A mais famosa de todas as suas guitarras foi Blackie, montada com pedaços de várias Strats e que ele usou até os anos 1990, Depois, por medo de danificá-la, guardou em casa, e não a levou mais aos palcos. Por fim, Clapton se desfez da “Blackie” por U$959,500 no leilão organizado pela Christie’s de Nova York, em benefício do centro de reabilitação Crossroads.

Em 1988, Clapton foi homenageado pela fábrica de guitarras Fender com a introdução de uma Stratocaster feita sob medida para ele juntamente com Yngwie Malmsteen. Aquelas foram as primeiras guitarras modeladas para artistas na famosa série “Signature” da Stratocaster, que desde então incluiu modelos para Jeff Beck, Buddy Guy e Stevie Ray Vaughan, entre outros. Em 1999, Clapton levou a leilão parte de sua coleção de guitarras para levantar fundos para o Crossroads, conseguindo um total de U$7,438,624. Em 3 de novembro de 2004, Clapton foi condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE).

Serviço

Porto Alegre

Data: 06 de outubro

Local: estacionamento da Fiergs

Início das vendas: 15 de junho

www.livepass.com.br

Rio de Janeiro

Data: 09 de outubro

Local: HSBC Arena

Início das vendas: 26 de maio

www.livepass.com.br

São Paulo

Data: 12 de outubro

Local: Estádio do Morumbi

Início das vendas: 23 de junho

www.livepass.com.br

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Rafael Guirra
Por Rafael Guirra 29 abril, 2011 12:47


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